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Artigos

Paulo Avena
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Foto: Divulgação

O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia

Quando pensamos na vocação econômica da Bahia, é impossível ignorar o mar. Temos mais de mil quilômetros de litoral, clima favorável durante praticamente todo o ano, uma baía totalmente navegável e uma relação histórica com a navegação. Poucos lugares no Brasil possuem condições tão favoráveis ao desenvolvimento da economia náutica.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

londres 2012

Esquiva Falcão vende medalha de prata olímpica para investir em projeto pessoal: "Estou muito triste com isso"
Foto: Divulgação

O boxeador Esquiva Falcão decidiu vender a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. O anúncio foi feito pelo próprio atleta nas redes sociais, acompanhado de reflexões sobre sua carreira e o cenário do esporte no país.

 

 

De acordo com Esquiva, a negociação não teve relação com dificuldades financeiras imediatas, mas sim com planejamento pessoal. O lutador pretende utilizar o valor para investir em uma academia própria e garantir melhores condições para sua família.

 

"Eu não vendi a medalha por dívida financeira. Um dos motivos foi que eu quero abrir a minha própria academia. Hoje tenho uma, mas o lugar é alugado. Além disso, quero dar uma vida melhor aos meus filhos. Quero deixar bem claro também: ninguém vende a medalha porque quer; sempre existe um motivo", explicou.

 

O valor da venda e a identidade do comprador não foram revelados, uma vez que o atleta afirmou que os detalhes da negociação foram mantidos em sigilo. Para Esquiva, o objeto conquistado em 2012 foi um dos maiores marcos de sua trajetória no boxe.

 

“Hoje me despeço de um dos maiores símbolos da minha vida: minha medalha olímpica. Minha maior conquista no boxe. Ela representa muito mais do que prata; representa a luta de um menino sonhador", afirmou.

 

Na Olimpíada de Londres, o brasileiro competiu na categoria até 75 kg (médios) e avançou até a final, na qual foi superado pelo japonês Ryota Murata por uma diferença mínima de pontos. Durante a campanha, venceu adversários como Soltan Migitinov, Zoltán Harcsa e Anthony Ogogo.

 


Foto: Instagram / @esquivafalcao

 

O desempenho consolidou, à época, a melhor participação de um brasileiro no boxe olímpico, marca superada posteriormente pelo ouro de Robson Conceição nos Jogos do Rio 2016.

 

Ao comentar a decisão, Esquiva também relacionou o episódio à realidade enfrentada por atletas no Brasil, especialmente após grandes conquistas.

 

"Estou muito triste com isso. Essa decisão doeu muito, porque essa medalha carrega parte da minha alma e da minha família. Não é apenas um objeto. Isso me fez refletir sobre uma realidade dura do nosso país. Muitas vezes, o atleta olímpico não recebe o devido valor. Mesmo após o pódio, falta apoio e valorização", desabafou.

 

Mesmo com a venda, o boxeador reforçou que o legado e a trajetória construída no esporte permanecem intactos.

ícone da ginástica brasileira, Athur Zanetti anuncia aposentadoria
Foto: Valterci Santos/COB

O primeiro campeão olímpico da ginástica artística do Brasil, Arthur Zanetti, anunciou sua aposentadoria neste domingo (12). O ginasta de 33 anos comunicou a decisão em entrevista ao programa Esporte Espetacular, da TV Globo, encerrando uma trajetória marcada por conquistas históricas, incluindo um ouro e uma prata olímpicos e quatro medalhas em Campeonatos Mundiais.

 

Zanetti justificou a decisão com uma mensagem carregada de emoção e reconhecimento pelos limites impostos pelo corpo após sucessivas lesões. 

 

“A força que faço toda vez que subo nas argolas não é capaz de esconder minha vulnerabilidade como ser humano. Nos últimos três anos de carreira, foram cinco cirurgias que me afastaram da minha paixão. O que me doeu nunca foi a dor física. Terminar o fim da minha vida como atleta passa longe de ser um ato de desistência, mas sim um ato de respeito ao esporte que amo”, declarou o atleta em uma carta lida durante a reportagem.

 

Natural de São Caetano do Sul, onde nasceu em 16 de abril de 1990, Zanetti começou na ginástica artística aos sete anos e rapidamente se tornou referência na modalidade. Ele estreou na seleção brasileira adulta em 2007, marcando presença em Campeonatos Mundiais. Seu destaque internacional começou em 2011, ao conquistar a prata nas argolas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e no Mundial do mesmo ano.

 

O ponto mais alto da carreira veio em Londres-2012, quando Zanetti conquistou o ouro nas argolas, tornando-se o primeiro brasileiro a alcançar tal feito na ginástica artística. Ele voltou ao pódio olímpico no Rio-2016, com uma prata, consolidando-se como um dos maiores nomes do esporte nacional.

 

Apesar da vontade de competir em Paris-2024, lesões persistentes impediram sua participação em competições importantes, como os Mundiais de 2022 e 2023 e os Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023. Em entrevista, o ginasta revelou o processo doloroso de aceitar a decisão.

 

“Menti muito para mim. Eu vinha para o treino, fazia um dia mais forte e demorava três a quatro dias para me recuperar. Até que chegou um momento que o joelho começou a reclamar um pouco mais, o ombro também. Foi nesse dia que eu falei: vamos parar de mentir. Pela minha mente eu conseguiria continuar, mas o meu corpo não estava mais respondendo do jeito que eu queria”, finalizou.

 

Com um legado que inclui duas medalhas olímpicas, quatro mundiais, seis pan-americanas e oito em Jogos Sul-Americanos, Zanetti encerra sua carreira como o maior medalhista da história da ginástica artística masculina brasileira. Ele seguirá ligado ao esporte como treinador das categorias de base da Agith, clube que representou desde o início de sua carreira em São Caetano do Sul.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Geraldo Alckmin

Geraldo Alckmin
Fotos: Victor Hernandes / Bahia Notícias

"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB". 

 

Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.
 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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