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O Flamengo negocia a contratação de uma aeronave que ficará integralmente à disposição do clube. A diretoria pretende concluir o acordo após a Copa do Mundo, com o objetivo de tornar as viagens mais ágeis e independentes da disponibilidade de companhias aéreas.
A iniciativa faz parte de uma estratégia para minimizar o desgaste físico do elenco ao longo da temporada. O contrato em exclusividade prevê duração entre três e quatro anos. Atualmente, o clube já utiliza voos fretados, mas enfrenta limitações operacionais, como restrições de horários e falta de aeronaves disponíveis.
Com a exclusividade, o Flamengo passará a definir seus próprios horários de deslocamento, tanto para partidas fora quanto no retorno ao Rio de Janeiro.
"Vamos garantir 30/35 voos com uma companhia. Se tudo der certo, essa aeronave fica em chão no Rio de Janeiro e só decola quando a gente quiser. Essa aeronave poderia prestar serviço para outros clubes, para o Flamengo fica mais barato e é conveniente para todos. Quando o Flamengo está no Rio, a aeronave estaria em chão e poderia voar com outros clubes. O que o Flamengo está comprando é ter a aeronave no chão no dia e na hora que quisermos voar. Sempre trabalhando na busca da excelência, e a logística não é diferente, ainda mais em um ano como esse. Depois da Copa do Mundo vai ser punk", afirmou o presidente Bap à Flamengo TV.
Antes de avançar na negociação, o clube implementou ajustes internos para melhorar o planejamento logístico, priorizando o agendamento antecipado de voos conforme o calendário de jogos e treinamentos.
A preocupação com deslocamentos já impacta a rotina do clube. Após o sorteio da Copa Libertadores, um representante foi enviado a Cusco, no Peru, para organizar a viagem da estreia.
Até a pausa para a Copa do Mundo, o Flamengo terá uma sequência intensa de compromissos. Estão previstos 18 jogos até o fim de maio, somando deslocamentos de aproximadamente 27.660 quilômetros em competições como o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil. Oito partidas exigirão viagens, incluindo trajetos longos, como para Medellín, na Colômbia, e Cusco, no Peru.
No segundo semestre, o cenário tende a ser ainda mais exigente. Com o calendário comprimido após a paralisação para a Copa do Mundo, as competições entram em fases decisivas, aumentando a demanda logística do clube.
A realização da Copa do Mundo de 2026 marca uma inflexão histórica para o Canadá. Inserido em um modelo inédito de sede tripla ao lado de Estados Unidos e México, o país deixa de ocupar uma posição periférica no cenário do futebol internacional para assumir, ainda que de forma parcial, o protagonismo na organização do maior evento esportivo do planeta.
Se por um lado a centralidade operacional da competição estará concentrada majoritariamente nos Estados Unidos, o papel canadense extrapola o número reduzido de jogos. Trata-se de uma inserção estratégica que dialoga com o crescimento recente do futebol no país e com uma política esportiva que, nos últimos anos, passou a investir de forma mais consistente na modalidade.
A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções, em um total de 104 partidas organizadas pela FIFA, distribuídas entre 11 de junho e 19 de julho. Dentro desse novo desenho, o Canadá funcionará como um dos polos regionais da fase inicial, recebendo partidas da fase de grupos e contribuindo para a lógica de regionalização logística adotada pela entidade.
Cabeça de chave do Grupo B da Copa do Mundo, a seleção canadense enfrentará Catar, Suíça e o vencedor do Grupo A da repescagem europeia. Itália e Bósnia decidem, na próxima terça-feira (31), às 15h45, a última vaga do grupo liderado pelo Canadá no Mundial.
Ao contrário de países que precisaram construir ou reformular amplamente sua infraestrutura em edições anteriores, o Canadá optou por um modelo de adaptação. A escolha reflete tanto a racionalização de custos quanto a existência de arenas multiuso capazes de atender às exigências do torneio com intervenções pontuais.
Duas cidades foram confirmadas como sedes: Toronto e Vancouver. No centro do projeto está o estádio BMO Field, que passará por expansão temporária para ampliar sua capacidade e adequação aos padrões internacionais, e o BC Place, uma arena coberta que já opera dentro de parâmetros próximos aos exigidos pela Fifa. Ambas representam não apenas a capacidade estrutural do país, mas também sua distribuição geográfica estratégica — uma na porção leste e outra na costa oeste.

Cidade de Vancouver | Foto: Reprodução
Essa configuração permite ao Canadá integrar o modelo logístico do torneio, que prevê grupos regionalizados para minimizar deslocamentos entre países e fusos horários. A medida é considerada central diante da dimensão continental da Copa e da necessidade de equilibrar desempenho esportivo com eficiência operacional.
ORGANIZAÇÃO E DESAFIOS LOGÍSTICOS
A preparação canadense envolve uma articulação multiescalar entre governo federal, províncias e administrações municipais. Diferentemente de outras edições em que o foco recai sobre construção de estádios, o principal desafio está na coordenação de fluxos: entrada de turistas, controle de fronteiras, mobilidade urbana e integração com os sistemas dos países vizinhos.
A realização de jogos em um país com clima e características geográficas distintas também entra no radar. Embora o torneio ocorra no verão do hemisfério norte, fatores como variações de temperatura e condições específicas de cada cidade-sede são considerados no planejamento.
Outro ponto central é a circulação internacional em um torneio compartilhado. A necessidade de deslocamento entre Canadá, Estados Unidos e México impõe desafios inéditos em termos de padronização de vistos, segurança e controle migratório. A expectativa é que haja acordos específicos para facilitar a mobilidade de torcedores e delegações durante a competição.
CONTEXTO INTERNACIONAL
O Canadá chega ao Mundial inserido em um ambiente geopolítico relativamente estável, especialmente quando comparado a outros polos globais. A relação diplomática consolidada com Estados Unidos e México favorece a execução do torneio, reduzindo ruídos institucionais e permitindo maior previsibilidade na organização.
Ainda assim, o evento não está imune ao cenário internacional. Tensões geopolíticas, políticas migratórias globais e questões de segurança seguem como variáveis monitoradas por autoridades locais e pela Fifa. Em um torneio com circulação multinacional, qualquer instabilidade externa pode ter reflexos diretos na operação.
O posicionamento do Canadá como país historicamente aberto à imigração e ao multiculturalismo também influencia a expectativa em torno do evento. A Copa tende a reforçar essa imagem, ao mesmo tempo em que testa a capacidade do país de lidar com um aumento significativo no fluxo de visitantes.
FUTEBOL EM EXPANSÃO
A escolha do Canadá como uma das sedes não ocorre de forma isolada. Ela está diretamente relacionada ao crescimento do futebol no país ao longo das últimas décadas. A presença de clubes canadenses na Major League Soccer — como Toronto FC, Vancouver Whitecaps e CF Montréal — ajudou a consolidar uma base de torcedores e a ampliar a visibilidade do esporte.
Paralelamente, a criação da Canadian Premier League, em 2019, representou um passo na estruturação de um ecossistema doméstico mais sólido. A liga nacional passou a funcionar como plataforma de desenvolvimento de atletas e fortalecimento da identidade futebolística local.
Esse movimento se reflete também nas seleções nacionais, que vêm apresentando evolução consistente, especialmente no masculino, após décadas de pouca relevância no cenário internacional.
SELEÇÃO DO CANADÁ
A Copa de 2026 será a primeira disputada pelo Canadá como país-sede e representa uma oportunidade de consolidação esportiva. Após retornar ao Mundial em 2022 depois de um longo período de ausência, a equipe entra no próximo ciclo com maior rodagem internacional e uma geração considerada a mais qualificada de sua história.
O principal nome segue sendo Alphonso Davies, jogador do Bayern de Munique, cuja capacidade de atuar em diferentes funções pelo lado esquerdo o torna peça central no modelo de jogo. Ao seu lado, o ataque conta com Jonathan David, da Juventus, responsável pela referência ofensiva e presença na área.
O meio-campo tem em Stephen Eustáquio, do Porto, um dos principais organizadores, enquanto Tajon Buchanan oferece profundidade e velocidade pelos corredores. Na defesa, nomes como Alistair Johnston e Moïse Bombito compõem a base de um sistema que ainda busca maior consistência contra adversários de alto nível.

Titulares da seleção canadense | Foto: Reprodução/Instagram (@canmnt)
A equipe canadense tem como características a intensidade física, o jogo vertical e a exploração dos lados do campo. O desafio para a comissão técnica está em equilibrar essa proposta com maior controle de posse e solidez defensiva, especialmente diante de seleções mais experientes.
A definição do elenco final seguirá até a véspera do torneio, com amistosos e competições continentais funcionando como laboratório. A lista contará com 26 jogadores, e o fator casa surge como um possível diferencial competitivo.
Com participação mais discreta no aspecto estrutural, mas em ascensão no campo esportivo, o Canadá chega à Copa do Mundo de 2026 como um dos símbolos de expansão do futebol global. Entre a consolidação interna e a exposição internacional, o país transforma o torneio em um marco de transição — de coadjuvante histórico a protagonista emergente no cenário do futebol.
Único representante do interior da Bahia no Campeonato Brasileiro Feminino A2, em 2026, o Doce Mel/Jequié terá um desafio para além das quatro linhas, a logística. Sem aeroporto ativo na cidade, a equipe deve enfrentar os deslocamentos mais complexos entre todos os clubes que disputam as Séries A1, A2, A3 e a Copa do Brasil Feminina.
Atualmente, os aeroportos viáveis para a delegação são o Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, e o 2 de Julho, em Salvador, sendo este último o principal ponto de saída nas viagens realizadas na última temporada. A ausência de voos diretos obriga o time a longos trechos de estrada, conexões aéreas e pouco tempo de recuperação entre uma partida e outra.
Em conversa com o Bahia Notícias, o técnico da equipe, Emanuel Campos Silva, o Tinho, explicou que essa será a maior dificuldade vivida pelo time. “A maior dificuldade de uma equipe do interior é justamente a logística para disputar uma competição desse tamanho nacional”, afirmou.
“Mesmo com a CBF bancando as viagens, o desgaste é maior. Muitas vezes saímos de um jogo, chegamos de madrugada em Jequié e já precisamos viajar novamente para outra partida”, completou.
Diferente do Doce Mel/Jequié, outros clubes do interior contam com aeroportos próximos ou dentro da própria cidade, o que reduz o impacto das viagens, como Ferroviária (SP), Juventude (RS) e JC Itacoatiara (AM). A realidade também se repete no futebol masculino, onde a maior concentração de clubes está nas capitais, que reúnem maior estrutura, investimento e facilidade logística.
Na Série A2, competição que o Doce Mel disputará em 2026, todas as equipes se enfrentam em nível nacional, exigindo grandes deslocamentos.
Apesar dos obstáculos, o Doce Mel/Jequié vive um momento histórico. O clube alcança em 2026 um novo patamar no futebol feminino, passando a competir entre equipes tradicionais do cenário nacional e levando o nome do interior baiano às principais competições organizadas pela CBF.
“Essa é a realidade das equipes do interior. A gente segue competindo, representando nossa região e reforçando a necessidade de um aeroporto regional, que facilitaria não só o esporte, mas o desenvolvimento de toda a região”, concluiu Tinho.
Pouco tempo depois da classificação para a Copa do Mundo de 2026, a comissão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou o planejamento para a participação da Seleção Brasileira na competição. Nos últimos dias, Sérgio Dimas, supervisor geral da CBF, e Guilherme Passos, fisiologista, visitaram os Estados Unidos para inspecionar possíveis locais de treinamento e alocação da delegação.
Como uma das missões da preparação da equipe, a CBF mapeou diversos locais que podem ser destinos para abrigar o Brasil durante a disputa da Copa do Mundo, que vai ser disputada na América do Norte, com sedes no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Pela primeira vez, a Copa vai ser disputada por 48 seleções.
Para Rodrigo Caetano, coordenador executivo geral da CBF, esta fase inicial de preparação é essencial no ciclo da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.
“Assim que confirmamos a classificação matemática para a Copa, disparamos nosso planejamento em busca de identificar os melhores “base-camps” (bases operacionais das equipes, compostas por instalações de treino e alojamentos da Fifa), para quando tivermos o sorteio dos grupos em dezembro. A ida do Sérgio Dimas e do Guilherme procura também identificar o que a gente chama de “base-camp CBF”, que vai ser onde faremos a nossa fase preparatória”, disse Rodrigo Caetano.
O principal objetivo desta excursão é catalogar e encontrar a melhor qualidade de gramados, hotéis, facilidades de logísticas, a menor diferença de fuso horário possível e dentre outras questões que, a depender da escolha, podem influenciar positivamente ou negativamente no desempenho da Seleção, o que explica a frase dita por Rodrigo Caetano: “Uma Copa do Mundo se ganha e se perde dentro e fora de campo”.
“É obrigação nossa ter essas opções levantadas. Uma Copa do Mundo se ganha e se perde dentro de campo e fora dele. Nosso trabalho é planejar, identificar todas as possibilidades e estarmos atentos a todos os detalhes, para que no período da Copa tudo corra rigorosamente conforme o desejo da comissão técnica do Carlo Ancelotti. E também darmos as melhores condições para os atletas, não só no período da disputa, mas também naquele período preparatório da última data-fifa de junho”, explicou o coordenador.
Cícero Souza, gerente de Seleções Masculinas, foi o responsável por traçar as melhores rotas e destinos que possam abrigar a Canarinho.
“Entender as condições atuais e as melhorias necessárias em cada uma das principais possibilidades de sedes de treinamento da seleção durante a Copa do Mundo nos permite mapear os ambientes e dotar de estrutura apropriada todos os cenários possíveis, para que nossas áreas estejam em condições de trabalhar em excelência, seja a parte técnica, área de saúde, análise de desempenho, etc …”, detalhou.
Tendo o planejamento em mãos, Sérgio Dimas e Guilherme Passos foram verificar presencialmente os possíveis locais de alocação da equipe nacional. A primeira parada foi Orlando, no estado da Flórida. Uma decisão que justifica a intenção inicial de buscar opções que ofereçam um ambiente favorável para a Seleção, visto que é uma região dos EUA que conta com um número alto de brasileiros e que foi utilizada pelo Brasil na preparação para a Copa América 2024. Houve a inspeção de hotéis e de locais de treinamento na cidade e nas proximidades, além do estádio para a realização de amistosos e jogo-treino.
Depois a dupla de representantes da CBF desembarcou em Seattle, uma das maiores cidades do país, sendo próxima da fronteira com o Canadá, um dos chamados “base camp” da Fifa e que está sendo sede da Copa do Mundo de Clubes. A visita de Sérgio e Guilherme se encerrou em Portland, onde fica a sede da Nike e que também pode ser um dos locais indicados pela Fifa.
O show da Banda Barão Vermelho, que aconteceria na Concha Acústica, neste sábado (7), foi cancelado. A Salvador Produções, empresa responsável pela realização do evento, informou que o cancelamento se deu por questões de logística. "Lamentamos os transtornos decorrentes da ocasionalidade e ressaltamos que os ingressos adquiridos antecipadamente serão reembolsados", destacou a empresa por meio de nota. Até o momento, o show não tem uma nova data para acontecer.
Aqueles que já haviam adquirido o ingresso na bilheteria do Teatro Castro Alves (TCA) ou SACs devem se dirigir à bilheteria do TCA com documento oficial com foto e CPF, além do cartão de crédito ou débito com o qual efetuou a compra. Já para aqueles que compraram o ingresso através do site Ingresso Rápido ou do aplicativo para smartphones, o estorno será feito pelo mesmo canal de compra. Em caso de dúvidas, a produção recomenda acessar o sac.ingressorapido.com.br.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.