Artigos
O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional
Multimídia
Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
liquidacao bancaria
O banqueiro Daniel Vorcaro aproveitou o depoimento prestado à Polícia Federal nesta sexta-feira (28) para sinalizar intenção de fechar um acordo de colaboração premiada.
Em nota, a defesa de Vorcaro informou que ele respondeu a todas as perguntas dos delegados "de forma clara e consistente", sem deixar "qualquer indagação sem esclarecimento". Os advogados Sérgio Leonardo e Daniel Bialski também disseram que o banqueiro pode prestar esclarecimentos "mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar".
A Polícia Federal (PF) já havia rejeitado duas propostas de delação apresentadas pela defesa de Vorcaro. Os investigadores consideraram que os anexos entregues pelo banqueiro careciam de provas e eram "insuficientes" para trazer elementos novos às apurações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) seguiu a mesma orientação da PF.
O banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (28), entre o fim da manhã e o início da tarde. Foi a primeira vez neste ano que ele fala à corporação, e também a primeira oitiva depois que a PF recusou duas propostas de delação premiada apresentadas pela defesa dele. O último depoimento anterior havia sido dado em dezembro do ano passado.
Segundo os investigadores, os anexos entregues pelo banqueiro nas propostas de delação careciam de provas e foram considerados "insuficientes" para trazer elementos novos às apurações.
Vorcaro falou aos investigadores por videoconferência, a partir da carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como "Papudinha", onde está preso preventivamente desde junho. A oitiva havia sido adiada duas vezes antes, uma porque a defesa do dono do Banco Master pediu mais tempo para acessar os autos do processo, e outra por problemas de sinal no sistema de videoconferência.
A expectativa antes do depoimento era que o banqueiro fosse questionado sobre uma possível articulação dele com ex-diretores do Banco Central (BC) para tentar impedir a liquidação do Master, que acabou ocorrendo em novembro de 2025. Segundo as investigações, dois ex-diretores do BC teriam atuado como "consultores" e "empregados" do banqueiro, orientando como ele deveria responder aos questionamentos feitos pela instituição.
Na época em que o banco foi liquidado, Vorcaro chegou a ser detido pela primeira vez, sob suspeita de tentar fugir do país, algo que ele nega. A liquidação extrajudicial foi decretada "em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil", segundo o ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Paulo Henrique Rodrigues
"O Brasil demorou para fazer políticas para entender que essa grande qualidade artística do nosso povo, um povo criativo, preparado intelectualmente e artisticamente, culturalmente muito rico, poderia significar renda, emprego, geração de uma indústria cultural ou criativa".
Disse o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira ao ressaltar o impacto da economia criativa e a necessidade de estruturar o setor no país. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o ministro fez um balanço sobre a relação entre cultura e negócios, reconhecendo que o Brasil tardou a transformar seu potencial em força econômica.