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O presidente do Vitória, Fábio Mota, confirmou ao Bahia Notícias que viajará aos Estados Unidos nesta semana para participar de uma agenda organizada pela CBF durante a Copa do Mundo de 2026. A entidade convidou representantes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos e participar de reuniões institucionais sobre o futebol nacional.
O jogo entre Brasil e Marrocos será disputado neste sábado (13), às 19h, pelo horário de Brasília, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. A programação terá os custos bancados pela CBF, incluindo passagens, hospedagem, alimentação e ingressos.
A informação foi divulgada inicialmente pelos jornalistas Ricardo Magatti e Marcel Rizzo, do Estadão, e confirmada pela reportagem do Bahia Notícias. Procurado pela reportagem, Fábio Mota confirmou o convite e a presença na viagem.
A previsão é que os dirigentes fiquem hospedados em Nova York, a cerca de 40 minutos de Morristown, em Nova Jersey, onde a Seleção Brasileira está concentrada durante o Mundial. Até o momento, não há previsão de encontro dos cartolas com os jogadores.
Além da presença na estreia da Seleção, a agenda terá discussões sobre o fair play financeiro e a formação de uma liga única no Brasil. A CBF tem liderado conversas com representantes dos dois blocos que hoje reúnem os clubes, a Libra e a Futebol Forte União (FFU), antiga Liga Forte União.
O debate interessa diretamente aos clubes brasileiros, incluindo o Vitória, que acompanha as mudanças de governança e organização econômica do futebol nacional. O fair play financeiro já foi implementado, mas ainda há dúvidas entre dirigentes sobre a aplicação prática das novas regras.
A programação também deve contar com representantes da Major League Soccer (MLS), liga profissional dos Estados Unidos. A proposta é conhecer experiências de governança, organização de campeonato e gestão esportiva que possam servir de referência para a construção de uma liga no futebol brasileiro.
Segundo Fábio Mota, a viagem tem formato semelhante à imersão realizada pela CBF em janeiro deste ano, quando representantes de 37 clubes das Séries A e B e de 13 federações estaduais participaram de encontros na Europa.
Na ocasião, a comitiva passou por Inglaterra, Alemanha e Espanha para conhecer modelos de ligas, federações e estruturas ligadas a temas como fair play financeiro, tecnologia, profissionalização da arbitragem e governança.
O processo de criação de uma liga única no futebol brasileiro voltou a ganhar força nos bastidores, mas também expôs novas disputas por protagonismo entre clubes e entidades. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) intensificou a pressão sobre a Futebol Forte União (FFU) diante dos avanços do bloco, o que provocou reação imediata das equipes, que passaram a se reorganizar e retomar o diálogo entre si. As informações são do O Globo.
A movimentação ocorre em meio à tentativa de evitar que a CBF assuma o controle da estruturação do novo modelo. Mesmo mantendo conversas com a entidade, os clubes buscam liderar a construção de um novo produto para o futebol nacional.
Na última segunda-feira, a FFU formalizou um passo importante ao enviar uma carta à CBF comunicando a criação de um comitê de negociação. O grupo terá a missão de conduzir as tratativas para viabilizar uma liga unificada no país. No documento, o bloco defende a abertura de diálogo amplo entre todas as partes envolvidas.
"A interlocução imediata" entre clubes e entidades é apontada como essencial para “identificar convergências e construir os alicerces institucionais de uma liga unificada”, destaca o texto enviado pela FFU
Dois dias depois, foi a vez da Libra se movimentar. O grupo realizou reunião interna e buscou reduzir tensões com o Flamengo, que vinha protagonizando uma disputa judicial relacionada à divisão de receitas. O encontro sinaliza uma tentativa de alinhamento interno para fortalecer a posição do bloco nas negociações.
Nos bastidores, a FFU também indicou a reabertura de diálogo direto tanto com a CBF quanto com a própria Libra. A possibilidade de migração de clubes entre blocos aumentou a tensão e acelerou as articulações, levando a entidade máxima do futebol brasileiro a tentar centralizar o processo.
Nesse cenário, a CBF contou com a atuação de Chico Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes e figura com crescente influência dentro da entidade, como articulador junto aos clubes. A iniciativa foi interpretada por dirigentes como uma tentativa de manter o controle sobre a organização da futura liga.
Apesar das divergências recentes, o momento atual indica uma sinalização de conciliação entre as partes. A própria FFU, na carta enviada, defende a superação do modelo fragmentado em blocos comerciais. “É essencial que todos os atores se sentem à mesma mesa”, diz o documento.
A entidade também ressalta o potencial econômico do futebol brasileiro, destacando que ligas unificadas e com gestão profissional tendem a gerar “receitas e oportunidades muito superiores”.
Nesta quarta-feira, a Libra voltou a se reunir e apresentou um posicionamento semelhante, reforçando a disposição para estreitar relações com a FFU e a CBF em busca de uma solução conjunta. Flamengo e Bahia lideram o grupo de trabalho dentro do bloco, enquanto a FFU ainda finaliza a composição do seu comitê.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.