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liga unica
O processo de criação de uma liga única no futebol brasileiro voltou a ganhar força nos bastidores, mas também expôs novas disputas por protagonismo entre clubes e entidades. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) intensificou a pressão sobre a Futebol Forte União (FFU) diante dos avanços do bloco, o que provocou reação imediata das equipes, que passaram a se reorganizar e retomar o diálogo entre si. As informações são do O Globo.
A movimentação ocorre em meio à tentativa de evitar que a CBF assuma o controle da estruturação do novo modelo. Mesmo mantendo conversas com a entidade, os clubes buscam liderar a construção de um novo produto para o futebol nacional.
Na última segunda-feira, a FFU formalizou um passo importante ao enviar uma carta à CBF comunicando a criação de um comitê de negociação. O grupo terá a missão de conduzir as tratativas para viabilizar uma liga unificada no país. No documento, o bloco defende a abertura de diálogo amplo entre todas as partes envolvidas.
"A interlocução imediata" entre clubes e entidades é apontada como essencial para “identificar convergências e construir os alicerces institucionais de uma liga unificada”, destaca o texto enviado pela FFU
Dois dias depois, foi a vez da Libra se movimentar. O grupo realizou reunião interna e buscou reduzir tensões com o Flamengo, que vinha protagonizando uma disputa judicial relacionada à divisão de receitas. O encontro sinaliza uma tentativa de alinhamento interno para fortalecer a posição do bloco nas negociações.
Nos bastidores, a FFU também indicou a reabertura de diálogo direto tanto com a CBF quanto com a própria Libra. A possibilidade de migração de clubes entre blocos aumentou a tensão e acelerou as articulações, levando a entidade máxima do futebol brasileiro a tentar centralizar o processo.
Nesse cenário, a CBF contou com a atuação de Chico Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes e figura com crescente influência dentro da entidade, como articulador junto aos clubes. A iniciativa foi interpretada por dirigentes como uma tentativa de manter o controle sobre a organização da futura liga.
Apesar das divergências recentes, o momento atual indica uma sinalização de conciliação entre as partes. A própria FFU, na carta enviada, defende a superação do modelo fragmentado em blocos comerciais. “É essencial que todos os atores se sentem à mesma mesa”, diz o documento.
A entidade também ressalta o potencial econômico do futebol brasileiro, destacando que ligas unificadas e com gestão profissional tendem a gerar “receitas e oportunidades muito superiores”.
Nesta quarta-feira, a Libra voltou a se reunir e apresentou um posicionamento semelhante, reforçando a disposição para estreitar relações com a FFU e a CBF em busca de uma solução conjunta. Flamengo e Bahia lideram o grupo de trabalho dentro do bloco, enquanto a FFU ainda finaliza a composição do seu comitê.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.