Artigos
Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
liga brasileira de futebol
O Tribunal Administrativo de Defesa Econômica, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), determinou uma nova fase de instrução no processo que analisa a criação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra). A decisão, publicada no despacho nº 88/2025/GAB4/CADE nesta quinta-feira (27), envolve clubes das Séries A e B, acusados de possível formação de joint venture que poderia restringir a concorrência no mercado do futebol brasileiro.
O procedimento, registrado sob o número 08700.007461/2023-22, apura se a constituição da Libra e a submissão de clubes ao bloco configuram prática de concentração anticompetitiva. A investigação faz parte de um Procedimento Administrativo de Apuração de Ato de Concentração (APAC).
O despacho lista 30 clubes como representados, entre eles:
Bahia, Vitória, Flamengo, Atlético-MG, Ponte Preta, ABC, Guarani, Grêmio, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo, Palmeiras, Mirassol, Ituan o, Novorizontino, Paysandu, Sport, Corinthians, Botafogo-SP e Sampaio Corrêa.
As agremiações são acompanhadas por seus respectivos advogados e assessorias jurídicas, conforme especificado pelo Cade.
A decisão decorre da Nota Técnica nº 21/2025, emitida pela Superintendência-Geral em setembro, que apontou que a estrutura da Libra se assemelha a uma joint venture contratual. Segundo o documento, o modelo pode, em tese, limitar a concorrência caso resulte em coordenação de mercado ou restrição a clubes que não aderiram ao bloco.
Com base nisso, o Cade determinou nova coleta de informações para esclarecer pontos considerados essenciais ao julgamento:
- Instrumentos constitutivos e alterações da Libra, incluindo atas de assembleias e documentos que formalizam entrada ou saída de clubes;
- Contratos e acordos firmados no âmbito da venda de direitos de transmissão e demais operações relacionadas;
- Negociações e entendimentos com a Liga Forte União (LFU), bloco concorrente que negocia unitariamente a comercialização de direitos.
Todos os clubes têm prazo de cinco dias úteis para enviar a documentação exigida.
O relatório menciona que Fluminense, Cruzeiro, Botafogo-RJ, Vasco e Brusque também integram a Libra, mas não constam como partes do processo. A recomendação é pela inclusão dessas equipes, consideradas essenciais para análise completa da estrutura e das práticas da Liga.
Também foram notados envios incompletos de documentos por parte de clubes como Atlético-MG, Ponte Preta, Vitória e Palmeiras, que ainda precisam complementar suas informações.
O relator do caso, Victor Oliveira Fernandes, destacou que ainda não há conclusão sobre existência de infração concorrencial, mas que a coleta de novos elementos é fundamental para o julgamento.
Com a ampliação da base documental e inclusão de clubes faltantes, o Cade busca detalhar como a Libra se organiza internamente e de que forma negocia direitos comerciais — especialmente diante da disputa com a Liga Forte União (LFU).
O despacho agora segue para homologação final.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ronaldo Mansur
"Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita".
Disse o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) ao listar uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.