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liberdade condicional
O ex-goleiro Bruno, do Flamengo, teve a liberdade condicional cassada pela Justiça do Rio de Janeiro. A Vara de Execuções Penais do local tomou a decisão nesta sexta-feira (6).
O ex-atleta foi condenado à pena de 23 anos e um mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado contra Eliza Samudio. Foi realizado um pedido do Ministério Público dias após as postagens de Bruno nas redes sociais, que remetiam ao seu "retorno" ao Maracanã.
Com a decisão, o ex-goleiro deverá comparecer ao sistema penitenciário em até 5 dias, para decretar o regime semiaberto. Além disso, ainda estará sob pena de expedição de mandado de prisão.
Após a condenação de Bruno, que aconteceu em março de 2013, em 2021 ocorreu a transferência da execução penal do ex-atleta, e foi mantido o regime semiaberto domiciliar. Já em janeiro de 2023, o livramento condicional foi deferido.
O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e um mês de prisão pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio, voltou ao Maracanã nesta quarta-feira (4) para acompanhar a partida entre Flamengo e Internacional, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto terminou empatado por 1 a 1.
Antes do início do jogo, Bruno circulou pelas ruas do entorno do estádio com uma cerveja na mão e publicou vídeos do momento em suas redes sociais. Em um dos registros, o ex-jogador demonstrou expectativa pelo confronto.
"Vamos, galera, hoje é dia de jogão. Flamengo e Internacional. Três pontos, pai. Tenho certeza que vai dar certo. Estou de frente para o palco. Alô, nação rubro-negra, vamos que vamos para cima. Partiu, bora", disse.
VÍDEO: Ex-goleiro Bruno retorna
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 5, 2026
ao Maracanã para assistir Flamengo x Internacional
Confira?? pic.twitter.com/s4Y8D9MVOC
Já em frente ao Maracanã, Bruno comentou a emoção de retornar ao estádio que marcou sua trajetória profissional no futebol.
"Fala, galera, estamos na frente do Maracanã. Recordar é viver, viver uma história completamente diferente. A emoção é muito grande. Tanto lá dentro, e você vive essa emoção muito maior aqui fora", afirmou.
Em uma publicação posterior, o ex-goleiro ainda escreveu: "Que saudades eu tava desse lugar."
Bruno defendeu o Flamengo entre 2006 e 2010 e teve o Maracanã como um dos principais palcos da carreira. Durante o período no clube, conquistou títulos importantes e chegou a exercer a função de capitão da equipe.
CASO ELIZA SAMÚDIO
O ex-atleta foi condenado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio, com quem teve um filho, Bruninho Samudio, atualmente goleiro das categorias de base do Botafogo. Preso em 2013, três anos após o crime, Bruno passou ao regime semiaberto em 2019 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.
Desde que deixou o sistema prisional, Bruno tenta retomar a carreira no futebol. Aos 41 anos, seu último clube foi o Capixaba Sport Clube, do Espírito Santo, de onde foi desligado há cerca de uma semana.
Agentes da polícia militar através da 4ª Companhia do 16º Batalhão, efetuaram na última quinta-feira (09) a prisão de Deivid Santana, que cumpria pena em regime de liberdade condicional após condenação por feminicídio de 2019. O homem é acusado de envolvimento em uma série de furtos e roubos em Conceição do Coité, no nordeste baiano.
A prisão ocorreu após uma denúncia registrada no Centro Integrado de Comunicações (CICOM) por volta das 17h. A vítima, identificada como Andressa Santos, antiga moradora na comunidade Descansador, reportou ter sido assaltada e ameaçada de morte em sua residência.
Segundo o boletim de ocorrência ao Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, o suspeito invadiu a casa da vítima, subtraindo R$ 730,00 em dinheiro e um aparelho celular. Com base nas informações fornecidas pela vítima e seus familiares, a guarnição identificou o suspeito como Deivid Santana.
NOVAS ACUSAÇÕES
O suspeito é apontado pela polícia como o responsável por outros delitos recentes na região do nordeste do estado. Entre os crimes citados, estão o roubo de uma motocicleta de cor vermelha na comunidade de Morrinhos e o furto de uma Honda CG Titan 160 na Praça da Bíblia, ambos registrados na segunda-feira (6).
Imagem da motocicleta | Foto: Reprodução / Calila Notícias
Com isso, os policiais abordaram dois indivíduos em atitude suspeita. Um deles correspondia às características do autor do assalto, sendo identificado como Deivid Santana, que estava acompanhado de Adilton, também detido. Com a dupla, foi encontrada uma faca tipo peixeira, supostamente utilizada para intimidação das vítimas.
Os dois homens foram conduzidos à Central de Flagrantes, localizada em Serrinha, e apresentados à autoridade policial para a adoção das medidas legais cabíveis.
O suspeito havia sido condenado por feminicídio em 2019, após matar a própria prima, Kauane Santana, de 15 anos, por golpes de faca na residência da vítima na localidade de Barro Vermelho. O crime gerou forte comoção social na época.
A reincidência em práticas criminosas por parte de um indivíduo em liberdade condicional levanta questões sobre os mecanismos de monitoramento e ressocialização no sistema penal. Em nota, o comando da 4ª Companhia destacou que o suspeito é "reincidente e temido pela comunidade local", atribuindo-lhe alta periculosidade.
Os detidos e os materiais apreendidos permanecem sob custódia da Justiça.
Ex-atleta olímpico e paralímpico, Oscar Pistorius deixou a prisão nesta sexta-feira (5) após conseguir liberdade condicional. Em 2017, ele havia sido condenado a 13 anos e cinco meses de reclusão pelo assassinato da namorada Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013, e já cumpriu metade da pena.
Durante a liberdade condicional, Pistorius ficará sob supervisão do Departamento de Serviço Correcional (DCS) da África do Sul até o final da pena em dezembro de 2029. Ele será monitorado por oficial do DCS e terá de reportar sempre que for procurar empregos ou mudar de casa. Para seguir fora da cadeia, o ex-atleta, de 37 anos, não poderá dar entrevistas e nem consumir álcool ou qualquer substância proibida. Além disso, vai frequentar um programa do DCS sobre violência de gênero e continuar a terapia para controlar a raiva.
Natural em Johannesburgo, na África do Sul, Oscar Pistorius teve má formação congénita e nasceu sem as fíbulas, precisando amputar as duas pernas pouco abaixo dos joelhos aos 11 meses de vida. No atletismo, ele se tornou velocista e se destacou ao conquistar seis ouros, uma prata e um bronze em três Paralimpíadas. O sul-africano se tornou o primeiro biamputado a disputar os Jogos Olímpicos na edição de 2012, em Londres e ganhou o apelido de Blade Runner, corredor lâmina na tradução em português. O atleta se classificou para as semifinais dos 400m rasos e chegou na final do revezamento 4x400m.
RELEMBRE O CASO
A namorada de Pistorius, Reeva Steenkamp, foi assassinada aos 29 anos, no 14 de fevereiro de 2013, Dia dos Namorados em boa parte do mundo, inclusive na África do Sul. O atleta admitiu ter sido o autor dos disparos e alegou ter confundido a mulher, que estava presa no banheiro, com uma pessoa invadindo a casa. No julgamento, ele alegou ter agido em legítima defesa, mas foi condenado a cinco anos de prisão por homicídio culposo, sem intenção de matar, em 2014. Dois anos depois, ele recorreu a um tribunal de apelação, mas teve a pena revisada para seis anos. A procuradoria sul-africana pediu um novo julgamento por considerar a punição "escandalosamente inadequada" e em 2017 a punição foi aumentada para 13 anos e cinco meses.
Em julgamento de recursos especiais repetitivos (Tema 1.161), a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que, para a concessão do livramento condicional, a valoração do requisito de bom comportamento durante a execução da pena deve considerar todo o histórico prisional, não estando limitada ao período de 12 meses previsto no Código Penal.
A tese foi fixada por maioria de votos pelo colegiado e considerou precedentes firmados pelo próprio STJ. Não havia determinação de suspensão nacional de processos para a definição do precedente qualificado.
O relator dos recursos repetitivos, ministro Ribeiro Dantas, explicou que o chamado Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019), alterando o artigo 83, inciso III, do Código Penal, ampliou os requisitos para a concessão do livramento condicional, a exemplo da comprovação de bom comportamento durante a execução da pena (alínea "a") e o não cometimento de falta grave nos últimos 12 meses (alínea "b").
"A determinação incluída na alínea 'b' do inciso III do art. 83 do Código Penal, com efeito, é um acréscimo ao bom comportamento carcerário exigido na alínea "a" do mesmo dispositivo, cuja análise deve considerar todo o histórico prisional do apenado. Tratam-se de requisitos cumulativos, pois, além de ostentar bom comportamento durante todo o período de cumprimento da pena, o apenado não pode ter incorrido em nenhuma falta grave nos últimos 12 meses da data da análise da concessão do benefício", esclareceu.
De acordo com Ribeiro Dantas, a ausência de falta grave nos últimos 12 meses é um pressuposto objetivo para a concessão do livramento condicional e, portanto, não limita a análise do quesito subjetivo de bom comportamento.
Em um dos casos concretos analisados pela Terceira Seção, o relator apontou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), dando provimento a recurso da defesa, entendeu que o juízo da execução deveria reapreciar pedido de livramento condicional porque o pleito foi negado em razão de atos de irresponsabilidade e indisciplina cometidos pelo apenado antes do período de 12 meses.
"No entanto, verifica-se que o entendimento adotado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais destoa da jurisprudência desta corte, agora definitivamente firmada no presente recurso representativo de controvérsia, na medida em que não se aplica limite temporal à análise do requisito subjetivo, devendo ser analisado todo o período de execução da pena, a fim de se averiguar o mérito do apenado", concluiu o ministro ao fixar a tese e cassar o acórdão do TJ-MG.
Mark David Chapman (63), homem que matou John Lennon, teve o pedido de liberdade condicional negado pela décima vez, nesta quinta-feira (23). De acordo com informações do G1, após uma audiência, um conselho estadual de Nova York foi decidiu não conceder o benefício. Segundo a publicação, o Departamento de Correções e Supervisão Comunitária de Nova York informou Chapman agora terá que esperar mais dois anos para uma nova consideração sobre o caso. "O painel determinou que a sua libertação seria incompatível com o bem-estar e a segurança da sociedade", disse em carta um painel de três membros do conselho de liberdade condicional.
Fã obcecado de John Lennon e dos Beatles, Mark Chapman foi condenado á prisão perpétua, após confessar ser culpado pelo assassinato do músico. O cantor foi morto a tiros, no dia 8 de dezembro de 1980, quando chegava em seu apartamento, na região do Upper West Side, em Manhattan.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.