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letalidade policial
Em 2025, o Brasil registrou um total de 6.602 mortes decorrentes de intervenções policiais, em serviço ou fora de serviço. Neste cenário, a polícia baiana aparece como a 2ª mais violenta do país. Isso é o que apontam os dados divulgados pelo Anuário de Segurança Pública nesta quinta-feira (23).
Os dados do Fórum de Segurança Pública não detalham os números de mortes por letalidade policial por estado, mas o Anuário destacou os índices de letalidade por estado, chamados de taxas de Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP), a cada 100 mil habitantes. Na Bahia, 10,6 pessoas foram mortas por ação policial a cada 100 mil habitantes.
Com os maiores números da série histórica desde 2015, o estado fica atrás apenas do Amapá, com uma taxa de MDIP de 17,1. Em terceiro lugar aparece o estado de Sergipe, com 8,4 pessoas mortas em ações policiais a cada 100 mil habitantes.
O estudo analisou ainda a variação dos índices entre 2024 e 2025. A Bahia esteve entre os 18 estados em que a variação apresentou um aumento de 0,8%. O índice de letalidade policial do país ficou em 3,1 por 100 mil habitantes. O aumento numérico entre 2024, quando ocorreram 6.237 mortes decorrentes de intervenções policiais, e 2025 foi de 5,4%.
As maiores variações foram registradas nos seguintes estados: Rondônia, que registrou um índice de letalidade policial de 2,7, em uma variação 485,6% maior que em 2024; Maranhão, com uma taxa de MDIP de 2,0 e uma variação de 84%; e Alagoas, que registrou uma letalidade policial de 3,6 e uma variação de 54,6%.
RANKING MUNICIPAL
O Anuário de Segurança Pública destacou ainda as cidades brasileiras com população acima de 100 mil habitantes que registraram os maiores índices em 2025. O estado domina o ranking: dos 10 municípios, seis são baianos.
Confira o ranking completo:
- 1° lugar: Porto Seguro (BA) - 32,3 mortes por 100 mil habitantes
- 2° lugar: Eunápolis (BA)- 29,7 mortes por 100 mil habitantes
- 3° lugar: Marituba (PA) - 28,5 mortes por 100 mil habitantes
- 4° lugar: Itabaiana (SE) - 22,0 mortes por 100 mil habitantes
- 5° lugar: Simões Filho (BA) - 19,1 mortes por 100 mil habitantes
- 6° lugar: Jequié (BA) - 18,9 mortes por 100 mil habitantes
- 7° lugar: Lauro de Freitas (BA) - 18,2 mortes por 100 mil habitantes
- 8° lugar: Luís Eduardo Magalhães (BA) - 17,7 mortes por 100 mil habitantes
- 9° lugar: Japeri (RJ) - 17,6 mortes por 100 mil habitantes
- 10° lugar: Macapá (AP) - 17,2 mortes por 100 mil habitantes
Caso Davi Fiuza: exibição de filme e debate sobre letalidade policial ocorrerão na UFBA nesta quarta
Nesta terça-feira (24), completaram nove anos do desaparecimento do jovem Davi Fiuza que, de acordo com familiares, foi levado da porta de casa por 23 policiais militares em formação, no dia 24 de outubro de 2014, na localidade de Vila Verde, na Estrada Velha do Aeroporto.
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Para reforçar o debate sobre letalidade policial nesta quarta-feira (25), a partir das 18h30, acontece no Auditório do PAF-V (campus de Ondina) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a exibição do documentário Sem Descanso, seguida de um debate sobre a letalidade da polícia. O filme tem direção de Bernard Attal que, juntamente com familiares de Davi, vai estar presente no encontro. A participação é gratuita.
O documentário se passa em 2014 e conta a história de Geovane Mascarenhas, um jovem nascido na periferia de Salvador, que foi preso pela polícia militar e nunca mais foi visto. A obra apresenta a investigação do caso, com um debate sobre as raízes históricas e sociais da brutalidade policial.
CASO DAVI FIUZA
De acordo com a família da vítima, Davi tinha acabado de completar 16 anos no dia 8 de outubro, e dias depois houve a operação policial numa sexta-feira, dia 24 de outubro, que antecedia o segundo turno da votação para a eleição de presidente da República.
De acordo com testemunhas, Davi foi abordado por viaturas da 49ª Companhia Independente de Polícia Militar (49ªCIPM/São Cristóvão) na localidade de Vila Verde, na Estrada Velha do Aeroporto. Depois dessa abordagem, nunca mais o adolescente foi visto.
A Polícia Civil concluiu o inquérito em agosto de 2018 e apontou a participação de 17 policiais militares envolvidos na abordagem de Davi Fiúza. Sete deles foram denunciados pelo Ministério Público por sequestro e cárcere privado: Moacir Amaral Santiago, Joseval Queiros da Silva, Genaro Coutinho da Silva, Tamires dos Santos Sobreira, Sidnei de Araújo dos Humildes, George Humberto da Silva Moreira e Ednei da Silva Simões.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar da Costa Neto
"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos".
Disse o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao criticar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.