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lei da reciprocidade
O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (13) que deu início aos procedimentos oficiais para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas pelos norte-americanos a produtos nacionais. A reação é respaldada pela Lei da Reciprocidade, sancionada em abril do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após aprovação unânime no Congresso.
A legislação permite ao Brasil aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela, como barreiras e sanções unilaterais consideradas injustas. Antes da norma, criada para proteger a economia e reequilibrar as relações comerciais, a única alternativa do país era recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Entre as contramedidas previstas pela lei estão:
- Imposição de tarifas e encargos sobre a importação de bens e serviços vindos dos EUA;
- Suspensão de obrigações e concessões relativas a direitos de propriedade intelectual em acordos comerciais.
Para que as sanções definitivas entrem em vigor, o processo exige a realização de consultas públicas para ouvir os setores impactados, além de prazos de análise regulamentados pelo Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Contudo, o texto prevê uma exceção: o Poder Executivo tem autorização para decretar contramedidas provisórias de aplicação imediata em situações excepcionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica, abrindo caminho para que o Brasil responda formalmente à sobretaxa de 50% imposta pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros. A medida assinada nesta segunda-feira (14) visa permitir ao país adotar contramedidas comerciais de forma ágil diante de ações consideradas unilaterais e prejudiciais por parte de outras nações.
O conteúdo do decreto será publicado na edição desta terça-feira (15) do Diário Oficial da União.
A Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso em abril com apoio de bancadas ruralistas e governistas, determina que o Brasil exija dos parceiros comerciais os mesmos padrões ambientais e comerciais que os países impõem ao Brasil. Com a regulamentação, o Executivo passa a ter respaldo legal para agir em casos como o da nova tarifa anunciada por Trump — que atinge diretamente o agronegócio e a indústria brasileira.
De acordo com o governo, o decreto prevê que todas as fases do processo de aplicação da reciprocidade incluam comunicação formal por canais diplomáticos, como forma de manter o diálogo e, ao mesmo tempo, exercer pressão para evitar escaladas comerciais.
A regulamentação ocorre dias após Lula declarar em entrevista ao Jornal Nacional que levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) e que pode acionar a Lei da Reciprocidade a partir de 1º de agosto, caso não haja recuo dos Estados Unidos.
O petista classificou a carta de Trump, que justificou a tarifa como reação a decisões do Supremo Tribunal Federal, como “inadmissível” e uma “intromissão” inaceitável na soberania brasileira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não, porque Deus está no comando e a gente vai resgatar o Brasil".
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao se pronunciar sobre a descoberta de que ele tinha sido filiado ao partido Missão, e por isso não conseguiu registrar sua candidatura a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Flávio, a filiação teria sido uma tentativa de o “sistema” derrubar a sua candidatura.