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O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), Vicente Buratto, utilizou parte da sessão desta quinta-feira (13) para se defender da acusação da prática de ‘lawfare’, feita em petição judicial juntada nesta quarta (12) pelo escritório Mahmed & Advogados no processo trata da prestação de contas da ex-candidata a deputada federal, Camila Parker (PV).
A ação está sob a relatoria da desembargadora Arali Maciel Duarte, que votou pela aprovação com ressalvas da prestação de contas. Já Vicente Buratto opinou pela desaprovação, com a determinação de devolução de valores ao Tesouro Nacional. O processo ainda teve pedido de vista do desembargador Abelardo Paulo da Mata Neto.
Na petição, assinada pelos advogados Alexandre Santos Nascimento, Sávio Mahmed e Vittor Matos, é citada a existência de outro processo envolvendo Camila Parker, também sob a relatoria da desembargadora Arali, no qual as contas foram aprovadas com ressalvas, sem a devolução, “e o Dr. Buratto também vem guerreando contra essa aprovação, deixando bem claro nas sessões que não vai aprovar um processo nosso, e que vai pedir devolução de todos os recursos pago a empresa, já adiantando voto de desaprovação e devolução. Deixando transparecer a verdadeira guerra instituída contra a parte, ou como pode ser entendido na teoria da PRÁTICA DE LAWFARE”.
Ao longo do texto, a defesa da ex-candidata afirma que o desembargador tem tentado “guerrear” com a parte e criar um “universo de leis paralelas” para que seja comprovada a destinação de recursos a empresa contratada para pagar os prestadores de serviço na execução de atividades de apoio administrativo, durante a campanha eleitoral de 2022.
Em sua defesa, o desembargador Vicente Buratto afirmou que o papel da justiça eleitoral é buscar a boa aplicação dos recursos públicos. “A justiça eleitoral não pode aceitar que esses recursos sejam utilizados sem a devida comprovação. O que se busca nesses casos é a verificação da boa aplicação dos recursos públicos na finalidade devida, que é a prática das campanhas eleitorais”, afirmou.
Para o magistrado, a acusação da prática de ‘lawfare’ - que é definida pelo uso do sistema jurídico como prática de uma estratégia contra adversários, ou seja, o uso das leis como uma arma política - lhe imputou suposta prática criminosa.
“Ao mencionar que eu pratico lawfare no bojo de um processo judicial, está induzindo de que eu estaria prevaricando e isso nunca pratiquei, e nunca praticarei, muito menos no exercício da magistratura. Eu sou servidor público de carreira e aqui estou exercendo a magistratura com muita honra, com muita altivez e de cabeça erguida, porque não faço,não pratico crimes e nem compactuo com a prática de crimes”, disparou.
Buratto sinalizou que os seus questionamentos e avaliações no processo se tratam apenas de “discussões técnicas” e que “não há ato contra qualquer pessoa”. “O que eu busco é a aplicação do direito”, frisou.
Após as declarações do desembargador, o advogado responsável pelo escritório Mahmed & Advogados, Alexandre Santos Nascimento, pediu desculpas pelo ocorrido e disse que irá identificar qual dos seus oito colaboradores o colocou na “saia justa” e escreveu a peça.
“Sinto-me imensamente envergonhado pelo que foi feito pelo meu grupo e me responsabilizo pessoalmente, e peço, encarecidamente, as minhas vênias e as mais profundas desculpas a esta Casa. Hoje é um dia muito triste para um advogado com 15 anos de carreira, porque por excesso de confiança a minha imagem foi vilipendiada. Contudo, não posso afastar a minha responsabilidade. Lamento profundamente o ocorrido, lamento cada minuto que os senhores perderam hoje para tratar de uma questão conduzida de forma mal-educada. De forma alguma eu pretendo me eximir da minha responsabilidade”, declarou.
Apesar do pedido de desculpas, Buratto manteve o pedido feito e acolhido pela Corte para que a Secretaria Jurídica do TRE-BA expeça certidão junto à Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) para que sejam adotadas as medidas cabíveis, e junto ao Ministério Público Federal (MPF) para a apuração de suposto crime de calúnia. Além disso, o desembargador pediu à Corte a aplicação do artigo 78 do Código Processual Civil, que trata proíbe “às partes, a seus procuradores, aos juízes, aos membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e a qualquer pessoa que participe do processo empregar expressões ofensivas nos escritos apresentados”.
O cantor e compositor Chico Buarque foi recebido pelo papa Francisco, nesta terça-feira (11), junto com a advogada Carol Proner, o advogado argentino Roberto Carlés e a ativista e escritora italiana Grazia Tuzi, no Vaticano. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, o grupo entregou ao pontífice um relatório de mil páginas com denúncias de processos do que consideram “judicialização seletiva da política” na Argentina, no Equador e no Brasil. “Não é exagero reconhecer que o ‘lawfare’ se transforma em um dos maiores perigos para a democracia no mundo e não apenas na América Latina”, diz trecho do documento. Segundo a coluna, a advogada Carol Proner já havia encontrado com o papa em outra ocasião, quando juristas criticaram a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luciano Ribeiro
"Era um amigo querido, fomos colegas de Parlamento aqui nesta Casa. Era um homem de coragem, de posição, sempre na defesa dos mais humildes e necessitados. Acredito que não terei dificuldades nesta missão, porque temos o perfil parecido, militamos na oposição e nunca fechamos portas, respeitando a todos".
Disse o primeiro suplente do União Brasil , Luciano Ribeiro ao tomar posse como deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O ato ocorreu na manhã desta quinta-feira (22) e foi conduzido pela presidente do Legislativo, deputada Ivana Bastos, com a vaga decorrente do falecimento do deputado Alan Sanches (União).