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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

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O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

lavagem de itapua 2026

Do povo e para o povo: Ativistas comunitários destacam caráter social e ancestral da Lavagem de Itapuã
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

Para além do sagrado e do profano, a Lavagem de Itapuã é uma celebração comunitária do bairro boêmio ao litoral norte da capital. A cerca de 20 km do Centro de Salvador, Itapuã e seus nativos promovem sua própria festa popular há 121 anos, como uma data de reafirmação de sua origem local e étnica. Nesta quinta-feira (5), durante a celebração, ativistas comunitários destacaram o caráter social e ancestral da Lavagem. 

 

Um dos organizadores da festa é Raimundo Bujão, nativo de Itapuã e um dos líderes fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU) na Bahia. Ao Bahia Notícias, o ativista relata que o empenho da comunidade na festa reflete a história por trás dela. “A festa de Itapuã, ela tem uma história, tem uma tradição que, para além da festa, é um espaço de resistência. A festa surge exatamente a partir da impossibilidade do lazer, da veneração à sua fé, dos nossos ancestrais escravizados”, conta. 

 

O militante destaca, no entanto, que, apesar da longevidade e representatividade da festa, que chega aos seus 121 anos em 2026, o reconhecimento público ainda não chegou. “Surge a festa de Itapuã, que era chamada Festa da Mãe d'Água e que este ano está completando 121 anos. Apesar da sua longevidade, a gente ainda encontra dificuldades sobre a questão da estrutura por parte do poder público”, explica. 

 


Raimundo Bujão, Coordenador Estadual de Formação Política do Movimento Negro Unificado da Bahia. Foto: Alana Dias / Bahia Notícias 

 

Assim, Bujão resume que “o que sustenta essa festa é a participação popular”. “Se não fossem os moradores, se não fosse a dedicação, a entrega, essa festa teria muito mais dificuldade. O que você vê de brilho aqui, tudo isso é em função do envolvimento direto da comunidade.” Isso fica claro quando observados os mais de 30 blocos que desfilaram na Avenida Octávio Mangabeira, entre Piatã e Itapuã, nesta quinta. A maior parte deles era organizada, financiada e “aproveitada” por nativos. 

 

 

E é pensando na manutenção desse ecossistema que gera lazer, renda e cidadania cultural para os moradores, que Rose Santiago, uma das líderes comunitárias vinculadas à Associação de Moradores de Itapuã, entidade organizadora da Lavagem. “Cultura, eu acho que cultura é inegociável. E eu vejo hoje assim, a cultura virando comércio. Quem faz cultura não vive da cultura, pode querer ter certeza de que hoje quem está ganhando dinheiro, quem está vivendo da cultura, é justamente essa galera que se apropria”, conta. 

 

A apropriação citada por Rose diz respeito a caricatura do que é a Bahia e seus costumes. “A gente tem que separar o que é uma baiana tradicional e o que é as baianas ditas, ‘baianas de evento’, essas mulheres que ficam nos aeroportos, distribuindo suvenires. Eu acho que não é bem essa imagem que a gente traz consigo conosco da nossa ancestralidade”, afirma. 

 


Rose Santiago. Foto: Alana Dias / Bahia Notícias 

 

A nativa de Itapuã destaca ainda que, para evitar mais desgastes provocados por essa influência do mercado do turismo, é necessário manter as tradições populares. “A gente tem que prestar atenção e ver e o que é que a gente está fabricando, porque a gente começa a arenar a participação espontânea, uma manifestação popular com o dinheiro”, destaca. 

 

“Porque eles querem é isso, eles querem é acabar, eles querem apagar a gente. Então, a gente aqui, o povo unido, jamais será vencido”, finaliza Rose.

 

Tradição e ancestralidade: Lavagem de Itapuã homenageia nativos e figuras da festa: “Estou cumprindo uma missão”
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

A Lavagem de Itapuã de 2026 trouxe para o seu tradicional desfile, nesta quinta-feira (5), a temática de tradição e ancestralidade. A festa, organizada pela Associação dos Moradores de Itapuã (AMI), homenageou em sua 121ª edição, o morador Ulisses dos Santos, o mestre Ulisses, e Teresa Alves de Souza, Ekedi do terreiro Ilê Axé Oya Demim, de Lauro de Freitas. O Bahia Notícias, participou dos desfiles e conversou com os homenageados da celebração comunitária. 

 

Para o mestre Ulisses, nativo de Itapuã, o reconhecimento deve ser utilizado para trazer ainda mais força para a festa. Ao BN, ele conta que atuou como mestre de bateria do bloco de Afoxé, Filhos de Gandhy, considerado o maior do mundo, iniciando a participação tradicional do grupo na Lavagem. “Talvez aqui hoje eu seja o mais velho que está aqui. Fiz essa lavagem por vários anos, porque em 1950 acho que eu já estava participando da Lavagem”, relata. Hoje, Mestre Ulisses comanda o grupo Afoxé Korin Nagô, em Itapuã. 

 


Mestre Ulisses ao lado de sua filha, Raimunda Santos, rainha do Afoxé Korin Nagô. Foto: Alana Dias / Bahia Noticias

 

Ele explica que, inicialmente, o homenageado seria o seu primo, Carlos Teles, ex-ativista comunitário do bairro. “O homenageado não seria eu. Seria Carlos Telles, que é um primo meu. Essa pessoa faleceu e por ser mais velho do que ele, ser da família Telles, eles me escolheram. Então eu hoje estou cumprindo uma missão em homenagem a Carlos Telles”, relata. 

 

Mas para Ulisses, que recebe essa homenagem simbólica pela segunda vez, a Lavagem de Itapuã passa por um momento crucial em sua manutenção. “Essa Lavagem era feito pelos filhos de Itapuã natos, estivadores e doqueiros que vinham da cidade para cá para fazer esse trabalho com a gente. Mas hoje a gente, por não ter o capital, não ter quem ajude, a gente se espera pela Prefeitura, espera pelo [Governo do] Estado. Isso para mim é uma tristeza”, conta. 

 

 

O Mestre resume que, para a manutenção da festa, é necessária a participação jovem: “Eu espero que essa turma jovem, tome conta”. Ao lado do Mestre Ulisses, estava a segunda homenageada, Teresa Alves de Souza, que atua na Lavagem de Itapuã desde 2013, trazendo consigo um coletivo de baianas de acarajé da região metropolitana de Salvador, que compõe o cortejo da Lavagem. 

 

Em entrevista, Teresa resume “para mim, é uma grande alegria, uma satisfação e estou muito grata”. “Porque eu já faço parte dessa lavagem há muitos anos e não esperava ser homenageada desse ano, mas estou grata”, sucinta.  

 


Teresa Alves de Souza, ao centro e seu coletivo de baianas. Foto: Alana Dias / Bahia Notícias 

 

Ela conta que sua relação com a gestão da Lavagem teve início com a sua amizade com Rose, uma das organizadoras da festa, junto a AMI. “Minha relação em Itapuã e assim sou casinha baiana. Que tenho um grupo de baianas em Lauro de Freitas. Tenho um grupo de baianas com mais de 100 mulheres, inclusive estou com todas aí, desci para fazer essa linda homenagem”, completa. 

 

O cortejo das baianas sai de Piatã por volta das 10h da manhã desta quinta-feira, cumprindo o rito religioso da festa com flores e águas de cheiro. Ao lado delas, que são simbolo da resistência cultural baiana, também desfilaram os integrantes do bloco Filhos de Gandhy e líderes religiosos realizando uma liturgia com pipocas e milho branco. 

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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