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O município de Jacobina, no Piemonte da Dinamantina, lidera o ranking de cidades do Nordeste com maior número de tremores de terra de magnitude igual ou superior a 1,5 registrados neste ano.
Segundo dados do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), foram 60 ocorrências entre janeiro e julho, informou nesta quinta-feira (11) o site Augusto Urgente, parceiro do Bahia Notícias. O número é mais que o dobro do registrado em Currais Novos (RN), que aparece na segunda posição, com 23 tremores.
A Bahia tem seis municípios entre os dez primeiros colocados. Além de Jacobina, aparecem no ranking Maracás, com 13 registros; Santaluz, com nove; Serrinha, com sete; e Itagibá e Jaguarari, com seis cada.
RANKING
Jacobina (BA) – 60
Currais Novos (RN) – 23
Maracás (BA) – 13
Santaluz (BA) – 9
Caruaru (PE) – 8
Serrinha (BA) – 7
Itagibá (BA) – 6
Jaguarari (BA) – 6
Canhoba (SE) – 5
Arapiraca (AL) – 5
A atividade sísmica de baixa magnitude não é incomum na Bahia. Cidades como Jacobina e Jaguarari apresentam registros recorrentes, associados à presença de pequenas falhas geológicas. O monitoramento é realizado pelo LabSis/UFRN, que acompanha a frequência e a intensidade dos tremores em diferentes áreas do Nordeste.
O interior baiano voltou a registrar tremor de terra nesta quinta-feira (13). Desta vez, a situação ocorreu em Ipiaú, no Médio Rio de Contas, quando dois abalos de baixa intensidade foram verificados. Um pela manhã às 10h44 com magnitude 2.1 mR. Outro no início da tarde às 12h51 com 2.3 mR.
Os casos foram identificados pelo Laboratório Sismológico da UFRN [Universidade Federal do Rio Grande do Norte], que monitora a atividade sismográfica no Nordeste. Até o momento não há relatos de que os tremores tenham sido percebidos pela população.
Além de Ipiaú, o solo de Jacobina, na região do Piemonte da Diamantina, foi responsável pelos tremores registrados na Bahia deste a última segunda-feira (10). Todos também de baixa intensidade sem danos causados aos moradores.

Foto: Reprodução / Augusto Urgente
Na quarta-feira (12), um sismo deu em uma magnitude estimada de 1.5 mR às 17h27. Já na terça-feira (11) três tremores de terra foram detectados no município. O primeiro teve magnitude preliminar de 1.3 mR às 17h43. O segundo registrou 2.2 mR às 17h53. E o último tremor de 1.7 mR ocorreu às 18h11.
Já o primeiro abalo da semana se deu na madrugada da segunda, às 3h36, com magnitude estimada em 1.7 mR.
Um tremor de terra de baixa intensidade chamou atenção de residentes de Vera Cruz [Ilha de Itaparica], na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O fato ocorreu precisamente às 16h53, atingido a magnitude de 3.0 mR, conforme foi notado pelo Laboratório Sismológico da UFRN [Universidade Federal do Rio Grande do Norte].
Moradores chegaram a perceber o tremor e relataram batidas em portas de residências O abalo teve o epicentro identificado a cerca de 8 km da costa de Vera Cruz.

Foto: Reprodução / LabSis UFRN
Ainda segundo o LabSis, antes do fenômeno em Vera Cruz, o último evento na Bahia ocorreu no domingo (1°) em Curaçá, no Sertão do São Francisco, com magnitude de 2.0 mR. O fato ocorreu às 18h48, horário de Brasília.
Moradores de Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, chegaram a sentir tremores de terra entre a última terça-feira (11) e esta quarta-feira (12). Os abalos, de baixa intensidade, no entanto, não ocasionaram danos.
As informações foram divulgadas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Labsis - UFRN), que monitora a região.
Na terça, o tremor foi registrado às 23h33 e a magnitude preliminar do tremor foi calculada em 1.9. Na quarta, o abalo se deu por volta das 5h30, com magnitude de 2.2. Apesar da percepção, não há registro de feridos nem de estragos causados à população local.
Antes desses registros, os últimos tremores na Bahia tinham ocorrido em Maracás, também no Vale do Jiquiriçá, no dia 28 de fevereiro. Segundo o Labsis-UFRN, os abalos foram de magnitude 2.3 e 2.5.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.