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Poucas expressões conseguiram atravessar fronteiras estaduais e ganhar o Brasil com tanta força quanto o tradicional "lá ele". Nascida na Bahia e usada como resposta imediata para frases de duplo sentido, a expressão se transformou em um fenômeno nacional nos últimos anos, aparecendo em programas de televisão, redes sociais e até em campanhas publicitárias.
Mas quem pensa que o "lá ele" é um patrimônio exclusivamente baiano talvez precise olhar com mais atenção para a Copa do Mundo de 2026.
Alguns jogadores espalhados pelos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá, carregam nomes que, ao menos para os ouvidos brasileiros — especialmente os baianos — podem despertar reações automáticas e arrancar algumas risadas.
Pensando nesse contexto, o Bahia Notícias reuniu alguns dos principais candidatos ao prêmio informal de nome mais perigoso da Copa e montou a "Seleção do Lá Ele" pra você se divertir. Confira alguns dos nomes famosos abaixo:
Sugawara (Japão)
Conhecido pela intensidade e pela capacidade de apoiar o ataque, o lateral-direito da seleção japonesa atua atualmente pelo Southampton FC, da Inglaterra. Aos 25 anos, é um dos principais nomes da renovação do Japão e ganhou espaço após se destacar pelo AZ Alkmaar, dos Países Baixos.

Foto: Divulgação / Southampton
Jeremy Doku (Bélgica)
Velocidade, habilidade e capacidade de quebrar linhas fazem dele uma peça importante da seleção comandada por Domenico Tedesco. Doku é um dos principais dribladores do futebol europeu, atuando com a camisa do Manchester City. Revelado pelo Anderlecht, ele chega à Copa como uma das armas ofensivas da Bélgica.

Foto: Divulgação / Manchester City
Khuliso Mudau (África do Sul)
O lateral-direito sul-africano defende o Mamelodi Sundowns, equipe que domina o futebol de seu país há várias temporadas e deu seu cartão postal disputando a Copa do Mundo de Clubes, em 2025. Experiente, Khuliso é presença constante na seleção e um dos líderes do elenco.

Apesar do duplo sentido, Khuliso Mudau utiliza apenas o segundo nome atrás do seu uniforme | Foto: Reprodução / Globo
Bilal El Khannouss (Marrocos)
Uma das maiores promessas do futebol marroquino, Bilal El Khannouss atua pelo Stuttgart, da Alemanha. Aos 21 anos, já disputou Copa do Mundo, Copa Africana de Nações e se consolidou como um dos principais articuladores da seleção marroquina.

Bilal utiliza apenas o segundo nome, El Khannouss, atrás do seu uniforme | Foto: Divulgação
Sherel Floranus (Curaçao)
O defensor de Curaçao joga atualmente no PEC Zwolle e é um dos atletas mais experientes da seleção caribenha. Floranus carrega passagens por clubes da Holanda e da Rússia.

Foto: Divulgação
Ali Maamar (Marrocos)
Companheiro de seleção de Bilal El Khannouss, Ali Maamar atua no futebol belga, pelo Anderlecht, e integra a nova geração marroquina. Jovem, versátil e com projeção para os próximos ciclos da seleção africana.

Foto: Instagram / @maamar.ali
Na Bahia, não se brinca com Carnaval, acarajé e o baianês. É por isso que o mau uso do "Lá ele" tem feito muita gente da terra pegar ar com quem é de fora.
E o Bahia Notícias decidiu pedir a avaliação de quem entende do assunto: Tiago Banha e PC Reis, humoristas criadores da página Frases de Baiano.
"Tudo começou a dar errado quando saiu da Bahia. Alguns jogadores começaram a falar lá fora, aí o povo tá usando em toda frase, sem contexto nenhum. Então parem de usar, deixe com a gente, porque tá chato já", brincou PC.
"A não ser que vá praquele quadro de Luciano Huck, 'Soletrando', e ele peça aplicação na frase. O cara fala: 'comprei um carro novo, lá ele'. Lá ele o quê, desgraça? Cê tá maluco? O baianê é nosso! Eu cheguei a ouvir um paulistano falar assim: 'Não entendi o que esses baianos tão reclamando do uso do lá ele, parece até que foram eles que criaram'. E foi! Quem sabe usar é a gente", se revoltou Banha.
Conseguindo "furar a bolha" e atingir seguidores até no Sul do país, onde nunca se apresentou, Banha avaliou que esse reconhecimento mostra que está no caminho certo. Aliás, um vídeo dele falando exatamente do Carnaval rodou o país nas últimas semanas. Na participação no Bahia Cast, ele disse que o Carnaval de Salvador é "maluquice". "Esse vídeo é do ano passado, mas essa é uma realidade do Carnaval daqui. Quando a gente racionaliza essa festa, a estrutura que é montada, não faz sentido nenhum. Eu amo Carnaval, e eu não consigo me ver passando fevereiro em outro lugar que não Salvador. É a maluquice que tá no nosso coração", avaliou.
Com todo esse amor, claro que ele ia avaliar a campanha de Música do Carnaval de uma forma bem criteriosa. Torcendo por "Deixa eu botar meu boneco", de Oh Polêmico, Banha disse que Léo Santana chamou a atenção "com seu abdômem trincado" dançando "Zona de Perigo", só que a música de Ivete, "Cria da Ivete", também cresceu. Logo, em sua avaliação, ele não sabe dizer quem vai ganhar.
"Eu gosto muito do Polly, acho que ele furou a bolha e atingiu um público que não tava só na favela. Torço muito pra ele ganhar, acho que ele merece por todo trampo desses últimos meses", defendeu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.