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kannemann
Após a vitória do Grêmio por 3 a 1 sobre o Internacional, na última quinta-feira (3), pelas quartas de final da Copa do Brasil, que garantiu a equipe nas semifinais da Copa do Brasil, o goleiro Weverton contou detalhes da preparação de Walter Kannemann antes dos clássicos. Em entrevista à ESPN, o jogador destacou a intensidade do zagueiro argentino no vestiário.
“O Kannemann é um pedaço da história viva do Grêmio. Para mim, com mais de 20 anos de futebol, chega a ser assustador o ritual dele para entrar em campo. O Kannemann começa a quebrar o vestiário, simplesmente. Ontem eu fui ao banheiro um pouquinho antes, o Kannemann estava jogando água na cara, dando soco na cara dele, chutando a porta do banheiro, xingando. Eu falei: "O que é isso? Vamos jogar futebol, não vamos para a guerra". É um cara raiz, um personagem que o futebol está perdendo aos poucos”, declarou.
A postura do defensor já havia sido registrada antes do primeiro Gre-Nal das quartas de final, disputado no Beira-Rio e encerrado com empate sem gols. Em imagens divulgadas pelo Grêmio, Kannemann aparece motivando os companheiros com gritos, empurrões e puxões de camisa durante o aquecimento.
Aos 35 anos, o argentino deixou de ser titular absoluto desde a chegada do técnico Luís Castro. Para os dois clássicos decisivos da Copa do Brasil, porém, o treinador português optou pela experiência do zagueiro, mesmo com Gustavo Martins novamente à disposição. No segundo confronto, Kannemann foi substituído aos 15 minutos da etapa final.
No Grêmio desde 2016, Kannemann é considerado um dos principais ídolos recentes do clube. O zagueiro participou das conquistas da Copa do Brasil de 2016, da Libertadores de 2017 e da Recopa Sul-Americana de 2018, além de sete títulos do Campeonato Gaúcho. Ao todo, soma 352 jogos pelo Tricolor e tem contrato até o fim de 2027.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta terça-feira (25), uma operação contra uma organização criminosa acusada de fraudar documentos de jogadores de futebol para desviar valores em contas bancárias. Entre os atletas lesados, segundo apuração da TV Globo, estão Gabriel Barbosa, o Gabigol, atualmente no Cruzeiro, e o zagueiro argentino Walter Kannemann, do Grêmio.
As investigações apontam que o grupo falsificava documentos dos atletas para abrir contas bancárias em seus nomes. Em seguida, solicitava a portabilidade dos salários, que passavam a ser creditados nas contas controladas pelos criminosos. De acordo com a polícia, a quadrilha teria obtido, até o momento, cerca de R$ 1,2 milhão com o esquema.
Uma das fraudes resultou no desvio de R$ 938 mil apenas dos vencimentos de Gabigol. Assim que os valores eram transferidos, os golpistas realizavam diversas movimentações, saques e compras para dificultar o rastreamento dos recursos.
As investigações tiveram início após as instituições bancárias envolvidas detectarem inconsistências e comunicarem às autoridades. A operação, batizada de "Falso 9", é coordenada pela PCPR com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Até agora, dois mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Curitiba e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana da capital paranaense. A operação também se estende a outros estados, com mandados sendo executados em Porto Velho (RO), Cuiabá (MT) e Lábrea (AM), em ação conjunta com a Polícia Civil de Rondônia.
A corporação informa que os crimes investigados incluem estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Dos valores desviados, apenas R$ 135 mil foram recuperados até o momento. As vítimas ainda não se pronunciaram publicamente.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.