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kalla calcados
A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) determinou que a Kalla Calçados Ltda. indenize em R$ 10 mil uma vendedora que foi vítima de humilhações constantes por parte dos gestores. Segundo a funcionária, após questionar as situações ocorridas na loja, a gerente também passou a usar apelidos depreciativos, chamando-a de “língua de ladeira” e "língua grande".
A funcionária afirmou que a gerente fez plaquinhas com os apelidos e forçou os empregados a posarem para fotos, que foram divulgadas em grupos internos e redes sociais. O juiz da 15ª Vara do Trabalho considerou as provas de assédio moral claras, incluindo uma captura de tela de uma mensagem onde funcionários seguravam cartazes com o apelido, acompanhados de comentários jocosos.
Além da versão da vendedora, outras testemunhas foram ouvidas. A testemunha da empresa alegou que a vendedora havia criado seu próprio apelido, mas o juiz viu isso como uma tentativa de distorcer os fatos, já que essa defesa não constava na tese da loja. A testemunha que participou da foto também não revelou quem havia idealizado a situação vexatória. Por isso, foi multada em 10% do valor da causa.
A empresa e a testemunha apelaram, alegando que se tratava de uma brincadeira e uma “gíria regional”. No entanto, a desembargadora Ana Paola Diniz destacou que a gerente tratava a vendedora de forma degradante, especialmente após ela questionar jornadas exaustivas. A magistrada também mencionou que a gerente fez placas com apelidos durante um evento, que foram compartilhadas nas redes sociais.
Por fim, a desembargadora notou contradições no depoimento da testemunha da empresa, que afirmou que a vendedora nunca se queixou do apelido. Para ela, a alegação de que era uma brincadeira não diminui a gravidade da situação. A condenação foi mantida, mas a multa à testemunha foi reduzida para 2% do valor da causa, considerando sua situação econômica. A decisão teve o apoio dos juízes convocados Sebastião Lopes e Luciano Martinez.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.