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justica italiana
A Justiça de Milão abriu investigação para apurar a atuação de Gianluca Rocchi, chefe de arbitragem responsável por designar as equipes de arbitragem das Séries A e B do Campeonato Italiano. A apuração, conduzida pelo promotor Maurizio Ascione, investiga suspeitas de fraude esportiva envolvendo o ábitro de vídeo (VAR).
Segundo a imprensa italiana, entre elas a La Gazzetta dello Sport, um dos episódios sob análise é a vitória da Udinese por 1 a 0 sobre o Parma, em março de 2025, pelo Campeonato Italiano. Na partida, árbitros da cabine do VAR, liderados por Daniele Paterna, inicialmente não recomendariam revisão para um possível toque de mão dentro da área.
Imagens do centro de operações de Lissone, segundo veículos locais, mostram Paterna aparentemente conversando com alguém e mudando de posição. Investigadores apuram se Rocchi teria interferido no processo ao bater na porta da sala do VAR naquele momento. Outros episódios da temporada 2024/25 também estão sob investigação.
Ex-árbitro de destaque no futebol europeu, Rocchi apitou 263 partidas da Serie A , sendo essa a terceira maior marca da história. Além disso, atuou na arbitragem da Copa do Mundo da Rússia, em da 2018. Aposentado desde 2020, assumiu o comando da arbitragem italiana no ano seguinte.
A investigação teve origem em uma carta enviada em maio de 2025 pelo ex-assistente de arbitragem Domenico Rocca à Assosiação Italiana de Arbitragem (AIA). O caso havia sido arquivado inicialmente, mas voltou a ser analisado pela promotoria.
Uma investigação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e autoridades europeias resultou na condenação de cinco brasileiros pelo Tribunal de Turim, na Itália. O grupo, que inclui um núcleo um casal que era originário de Salvador, foi sentenciado pelos crimes de tráfico de pessoas e exploração da prostituição. Os réus estavam detidos em território italiano desde abril de 2025.
Segundo o processo judicial, a organização criminosa recrutava brasileiros com promessas de trabalho ilegal na Europa. No entanto, ao chegarem à Itália, as vítimas eram submetidas a dívidas abusivas e coagidas ao exercício da prostituição local. O esquema envolvia a retenção de documentos e de valores obtidos pelas vítimas.
NÚCLEO DE SALVADOR
O núcleo central da quadrilha era composto por um casal de Salvador, que recebeu a maior sentença do grupo: nove anos e dez meses de reclusão. A cumplicidade estendia-se aos pais do homem, também condenados a sete anos e nove meses (pai) e cinco anos e seis meses (mãe) de prisão. Uma quinta envolvida foi sentenciada a seis anos e um mês de detenção.
A investigação teve um desdobramento decisivo após o relato de uma das vítimas. A partir daí, a Adidância da Polícia Federal em Roma passou a atuar em sintonia com unidades da PF no Brasil e a polícia italiana para desarticular a quadrilha.
Além das penas privativas de liberdade, a Justiça italiana determinou que todos os condenados sejam expulsos do país imediatamente após o cumprimento das sentenças. A Polícia Federal destaca que a cooperação internacional é uma das principais ferramentas no combate ao tráfico transnacional de pessoas, crime que frequentemente utiliza o sonho da imigração como armadilha para exploração e abusos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.