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O lateral-direito do Paris Saint-Germain, Achraf Hakimi, será submetido a julgamento em decorrência de uma investigação por estupro. A confirmação do procedimento judicial foi enviada nesta terça-feira (24) pela defesa do atleta à Agência France Presse (AFP), após o encaminhamento do processo ao tribunal criminal pela promotoria de Nanterre.
O caso teve início em fevereiro de 2023, quando uma mulher de 24 anos relatou às autoridades ter sido vítima de violência sexual na residência do jogador, situada em Boulogne-Billancourt. Embora a denunciante tenha optado por não registrar uma queixa formal no momento do depoimento, o Ministério Público da França decidiu dar prosseguimento à apuração dos fatos. Em março do mesmo ano, o jogador foi indiciado e passou a cumprir medidas de supervisão judicial.
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Desde o surgimento das primeiras informações sobre o episódio, Hakimi nega a autoria do crime. O lateral afirma ser alvo de uma tentativa de chantagem e declarou em entrevistas recentes que mantém sua disposição em colaborar com as instituições de justiça. Na época da abertura do inquérito, o PSG divulgou nota em que manifestava apoio ao atleta e confiança no sistema judiciário francês.
No âmbito pessoal, a atriz Hiba Abouk, então esposa do jogador, anunciou o término do relacionamento semanas após o início das investigações. Segundo o comunicado da atriz, a decisão pela separação ocorreu em período anterior aos fatos apurados, com um pedido público de cautela em relação ao caso até que houvesse uma conclusão definitiva por parte dos tribunais.
Revelado na base do Real Madrid, Hakimi registrou passagens por Borussia Dortmund e Inter de Milão antes de sua transferência para o clube de Paris em 2021. No período em que a investigação esteve em curso, o lateral manteve sua rotina de competições por clube e seleção. O jogador participou de edições da Copa Africana de Nações, do Mundial de Clubes da Fifa e integrou a equipe de Marrocos que obteve a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris.
O avanço do processo para a fase de julgamento vai de encontro ao momento em que o atleta acumula títulos nacionais na França e uma conquista da Liga dos Campeões. A data para o início das sessões no tribunal criminal ainda não foi divulgada pelas autoridades responsáveis.
O zagueiro Lucas Hernández, atleta do Paris Saint-Germain e integrante da seleção francesa campeã da Copa do Mundo de 2018, passou a ser alvo de uma denúncia por suposto trabalho dissimulado e tráfico de seres humanos. A informação foi divulgada pela revista Paris Match, que teve acesso à queixa apresentada ao Ministério Público de Versalhes.
Segundo o relato, uma família colombiana, formada por um casal e três filhos, teria trabalhado para o jogador e sua companheira, Victoria Triay, entre setembro de 2024 e novembro de 2025, sem qualquer tipo de vínculo formal. A residência onde os serviços teriam sido prestados fica no departamento de Yvelines, na região metropolitana de Paris.
De acordo com a denúncia, os cinco membros da família desempenhavam múltiplas funções, incluindo segurança, jardinagem, serviços domésticos, preparo de refeições e cuidados com crianças. As jornadas relatadas variavam entre 72 e 84 horas semanais, com pagamentos feitos exclusivamente em dinheiro, sem contratos, registros trabalhistas ou contribuições sociais.
O documento aponta que o primeiro contato ocorreu em junho de 2024, quando Marie, então na Colômbia, foi convidada por Victoria Triay a trabalhar na França, sob a promessa de que a situação migratória seria regularizada em até seis meses. A jovem teria ingressado no país apenas com passaporte, sem visto de trabalho, e afirma que a regularização nunca foi providenciada.
Com o passar dos meses, outros familiares foram incorporados à rotina da casa. Marie e a mãe teriam trabalhado de domingo a domingo, uma delas em regime integral, inclusive durante a noite, recebendo cerca de 2 mil euros mensais. Já os homens da família, apontados como responsáveis pela segurança da residência, teriam recebido valores entre 500 e 3 mil euros, com a alegação de que atuavam, em alguns momentos, armados.
A advogada dos denunciantes, Lola Dubois, sustenta que nenhum dos trabalhadores teve acesso a contratos formais, férias ou benefícios sociais. "Trata-se de uma privação total de direitos. O fato de um jogador profissional, assessorado por advogados, nunca ter fornecido contratos demonstra a intencionalidade da infração", declarou.
A queixa também menciona que, em fevereiro de 2025, os trabalhadores teriam sido pressionados a assinar acordos de confidencialidade e teriam recebido documentos de identidade espanhóis falsos, com o objetivo de aparentar situação legal no país. Somente em outubro de 2025, após a dispensa de duas funcionárias, contratos teriam sido elaborados de forma retroativa, com jornadas parciais que, segundo os denunciantes, não condizem com a realidade vivida.
Outro episódio citado envolve uma tentativa de assalto à residência do jogador, em dezembro de 2024. Conforme o depoimento, integrantes da família teriam reagido para impedir o crime, e imagens de câmeras de segurança sustentariam parte dessa versão.
Desde novembro, a família afirma não manter mais vínculo com o atleta, mas relata ter sofrido intimidações após o rompimento. "Fomos explorados e humilhados. Prometeram regularização, mas nunca aconteceu", disse Marie.
Procurado pela imprensa francesa, o agente de Lucas Hernández informou que o jogador e sua companheira não tinham conhecimento da denúncia e teriam sido "surpreendidos” pelas acusações. O caso permanece em análise pelas autoridades judiciais da França.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.