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A Justiça do Rio Grande do Sul arquivou a investigação que apurava denúncias de importunação sexual e assédio envolvendo o assistente de arbitragem Claiton Timm, durante a partida entre Juventude e América-MG pelo Campeonato Brasileiro Feminino. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público e publicada na última sexta-feira (4) pela juíza Fernanda Ghiringhelli de Azevedo, da 1ª Vara Criminal de Bento Gonçalves.
As acusações partiram de jogadoras do América-MG, que, em nota oficial, relataram que o assistente teria feito comentários de cunho sexual via rádio comunicador antes do início da partida.
“Antes do início da partida, através do rádio comunicador, entre seus pares de profissão, o profissional proferiu palavras e piadas de cunho sexual, se referindo às nossas atletas, em um comportamento absolutamente inaceitável e que configura grave ofensa”, afirmava o clube na ocasião.
No entanto, o inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Bento Gonçalves não encontrou elementos que sustentassem as acusações. Segundo o delegado Clóvis Souza, após a análise de documentos, áudios e depoimentos, concluiu-se que não havia indícios suficientes para o indiciamento do árbitro assistente.
O relatório da investigação aponta que “a própria árbitra do jogo não identificou nenhum comportamento ofensivo por parte do bandeirinha” e que os diálogos entre os árbitros “abrangiam temas de interesse do jogo, nada se referindo às atletas, que podem ter ouvido apenas expressões ou palavras de forma isolada, gerando uma interpretação diversa”.
A defesa de Claiton Timm lamentou a repercussão do caso e declarou, em nota, que o árbitro “sempre demonstrou profundo respeito às mulheres e repudia qualquer forma de violência dentro ou fora dos gramados”.
Apesar do arquivamento na esfera criminal, Claiton Timm segue afastado das atividades pela Comissão de Arbitragem da CBF, que solicitou também a apuração do caso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.