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A Justiça da Argentina decidiu nesta semana encaminhar a julgamento um caso envolvendo duas irmãs de Diego Maradona, seu ex-advogado e outros três acusados por “administração fraudulenta” da marca do ex-jogador.
Segundo decisão judicial, divulgada pela Agence France-Presse, os réus são acusados de “fraudar os interesses dos legítimos herdeiros”, os cinco filhos de Maradona. Entre os denunciados estão o advogado Matías Morla e suas assistentes, além das irmãs Rita Maradona e Claudia Norma.
A acusação sustenta que Morla e seus colaboradores lucraram com a exploração da marca “Diego Maradona” após a morte do ex-jogador, em 2020, sem repassar os direitos aos herdeiros. De acordo com a investigação, a empresa Sattvica S.A., criada em 2015 para administrar os direitos comerciais, teve suas ações transferidas às irmãs entre 2022 e 2023.
"Morla, zombando do sistema judiciário, explorou-as em benefício próprio até o final de 2021 e depois as transferiu para as irmãs, que continuaram a explorá-las até 29 de dezembro do ano passado", afirmou o advogado Félix Linfante, representante de uma das filhas, Jana Maradona.
Uma avaliação oficial citada no processo estima o valor das marcas em cerca de 100 milhões de dólares. O tribunal determinou, de forma cautelar, a suspensão da exploração comercial por parte dos acusados.
O caso teve início em 2021, após denúncia das filhas Dalma e Gianinna Maradona por suposta apropriação indevida de contratos ligados ao nome do ex-jogador.
JULGAMENTO DA MORTE DE MARADONA
O avanço do processo ocorre enquanto segue em curso outro julgamento relacionado à morte de Maradona, nos tribunais de San Isidro, na região de Buenos Aires.
A ação analisa a responsabilidade de sete profissionais de saúde que integravam a equipe médica do ex-jogador no momento de sua morte, em novembro de 2020, aos 60 anos, após parada cardiorrespiratória e edema pulmonar.
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O julgamento reúne mais de 100 testemunhas e deve se estender até a segunda quinzena de julho. Um oitavo réu será julgado separadamente.
A morte de Diego Maradona, um dos maiores ídolos do futebol mundial, ganha um novo capítulo nesta terça-feira (14). A Justiça argentina deu início a um novo julgamento envolvendo sete membros da equipe médica do ex-jogador, acusados de homicídio por negligência, quase um ano após um processo anterior ter sido anulado. As informações foram divulgadas inicialmente pela agência Reuters.
Maradona morreu aos 60 anos, no dia 25 de novembro de 2020, após sofrer um ataque cardíaco enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro.
Estão no banco dos réus a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica Nancy Edith Forlini, o enfermeiro Ricardo Almirón, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna. A oitava ré, a enfermeira Dahiana Madrid, será julgada por um júri separado, ainda sem data definida. Toda a equipe médica nega qualquer irregularidade.
A acusação argumenta que os profissionais violaram os protocolos de tratamento e que a residência onde Maradona se recuperava não possuía a estrutura necessária para os cuidados exigidos. Por outro lado, a defesa sustenta que a morte era inevitável devido aos problemas de saúde acumulados pelo ex-jogador, em consequência do uso prolongado de cocaína e álcool.
Um tribunal em San Isidro, próximo a Buenos Aires, capital do país, ouvirá quase 100 testemunhas durante o julgamento. Se condenados, os réus podem pegar penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.
Pela Seleção Argentina, Maradona disputou 91 partidas oficiais pela seleção argentina principal, marcando 34 gols entre 1977 e 1994. O ídolo liderou a conquista da Copa do Mundo de 1986, onde foi eleito o melhor jogador, e disputou quatro edições do Mundial (1982, 1986, 1990, 1994).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.