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A Justiça da Coreia do Sul condenou uma mulher brasileira de 30 anos por perseguição e invasão de propriedade contra Jung Kook, integrante do grupo BTS. A sentença foi anunciada pelo juiz Park Ji-won, do Tribunal Distrital Ocidental de Seul, e estabeleceu um ano de prisão com dois anos de liberdade condicional. A mulher, que está detida desde janeiro, será deportada do país asiático assim que a decisão for finalizada.
De acordo com o tribunal, a brasileira compareceu à residência do cantor 22 vezes em um período de aproximadamente um mês. Em suas investidas, ela aguardava a chegada de Jung Kook, deixava cartas e objetos no local e, em uma das ocasiões, tocou a campainha 133 vezes durante a noite. A acusação também apontou que a mulher aproveitou a entrada de um entregador para acessar a propriedade sem autorização.
Mesmo após receber uma advertência policial e uma medida de emergência que a proibia de se aproximar do local, a brasileira retornou à residência e deixou fotos e materiais impressos nas proximidades. A decisão judicial incluiu a proibição de se aproximar a menos de 100 metros da residência do artista ou de tentar qualquer tipo de contato com ele.
Em justificativa, o tribunal destacou a gravidade da conduta e o fato de JungKook ter solicitado punição severa. "A ré cometeu o crime mesmo depois de ter sido libertada na sequência de um aviso policial, não cumpriu as medidas de emergência e a vítima exige uma punição severa", diz a decisão, conforme publicou o site sul-coreano Law Talk News. O juiz considerou, no entanto, que não houve intenção de causar danos físicos e que a invasão não atingiu as áreas internas da residência, o que pesou na definição da pena.
FAMÍLIA SE PRONUNCIA
Após a prisão da brasileira em janeiro, familiares manifestaram preocupação com o estado de saúde dela. Um parente, em entrevista ao g1, informou que a mulher viajou para a Coreia do Sul sem comunicar a família e que sofre de um transtorno mental diagnosticado em 2021. "A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida", relatou o familiar.
Outro parente, que também não se identificou, disse ao g1 que a jovem foi levada ao psiquiatra em 2021. "Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem", afirmou. Os familiares esperam que a deportação seja efetivada para que possam acompanhar o tratamento da jovem no Brasil.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.