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Atleta denuncia ex-treinador de jiu-jítsu por abusos desde a infância; professor foi preso em Manaus
ALERTA GATILHO: o texto a seguir apresenta informações que podem causar gatilhos para quem sofre com problemas psicológicos. O Centro de Valorização da Vida (CVV) conta com mais de quatro mil voluntários em todo o Brasil. A entidade é uma associação civil sem fins lucrativos e reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973 e presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar. Busque ajuda pelo telefone 188. O número gratuito e válido em todo o território nacional.
A prisão do professor de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, trouxe à tona o relato da atleta Brenda Larissa Alves da Silva, de 27 anos, que afirmou ter sido vítima de abusos sexuais, físicos e psicológicos por 14 anos. Segundo ela, os crimes começaram quando tinha 12 anos, após ingressar em um projeto esportivo em Manaus, no Amazonas.
Melqui foi preso no dia 28 de abril, na capital amazonense, após denúncias envolvendo ao menos três vítimas, incluindo uma adolescente de 17 anos. A prisão temporária foi decretada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.
Em entrevista ao g1, Brenda afirmou que o treinador se aproximou dela ao perceber sua dedicação nos treinos e a condição de vulnerabilidade da família. De acordo com a atleta, ele oferecia apoio financeiro, custeava despesas com alimentação, quimonos e competições, além de prometer oportunidades no esporte.
"Ele falou que eu podia mudar a vida da minha família, mas chegou um momento em que disse que eu teria que pagar por tudo. E eu paguei da pior forma possível", afirmou a atleta.
Segundo Brenda, o apoio passou a ser usado como forma de controle. Ela relata que, ao longo dos anos, sofreu abusos recorrentes, agressões físicas, humilhações e pressão psicológica. A atleta afirma que só percebeu que havia outras vítimas quando tinha 16 anos.
"Eu achava que só eu vivia aquilo, mas não era. Tinha outras passando pelo mesmo", contou.
Após surgirem comentários sobre abusos envolvendo outras alunas, o projeto esportivo foi encerrado. Brenda diz que, naquele período, Melqui criou um suposto namoro entre ela e outro aluno para afastar suspeitas.
Segundo ela, isso foi "um plano dele para que ninguém descobrisse o que estava acontecendo."
Mesmo após mudanças de cidade, a relação com o treinador se manteve. Brenda chegou a integrar um projeto criado por Melqui nos Estados Unidos, mas teve o visto negado e viajou apenas para competir no Mundial. Depois, passou a morar em São Paulo com o namorado da época, quando o contato com o treinador diminuiu.
"Ele meio que parou pela distância, não podia controlar de longe, ele meio que parou de mandar mensagem", recordou.
Durante a pandemia de Covid-19, ao retornar para Manaus, Brenda afirma que voltou a sofrer pressão psicológica para permanecer sob influência do professor. O vínculo profissional foi mantido até 2023, quando a atleta rompeu com Melqui.
Mesmo depois do afastamento, segundo Brenda, o contato continuou.
"Ele continuava me mandando mensagens, fazendo propostas, tentando me convencer a voltar. Isso era uma tortura", disse.
A atleta também afirma que o treinador tentou interferir em sua carreira, pediu o fim de relacionamentos e ofereceu vantagens para que ela voltasse a treinar com ele. Brenda relata ainda que a própria irmã também foi vítima de abuso sexual pelo mesmo homem.
"Até antes de ser preso, ele curtia minhas coisas. Foram 14 anos de tortura física e mental", afirmou.
DENÚNCIA DA ATLETA
Brenda informou que já registrou denúncia em Manaus e decidiu tornar o caso público para incentivar outras possíveis vítimas a procurarem ajuda. Segundo ela, o medo impediu que falasse antes.
"Foram 14 anos de muito medo", disse.
A atleta contou que a decisão de denunciar publicamente veio pela indignação com o que afirma ter vivido e após ouvir relatos de outras mulheres.
"Muita indignação pela minha irmã, por tudo que eu vivi também. E, ao ouvir os relatos de outras meninas, isso me deu força para falar: se elas não conseguem, eu vou conseguir", relatou.
"Eu quero que chegue até elas, para que também possam fazer a denúncia e para que a justiça seja feita", concluiu.
INVESTIGAÇÃO
De acordo com a investigação, o caso chegou às autoridades após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva fora do Brasil. A vítima, que está atualmente nos Estados Unidos, foi ouvida pelas autoridades junto com familiares.
A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas.
Segundo a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação em que o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso avance, com promessa de compensação financeira.
Durante a apuração, outras possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Em um dos relatos, a vítima afirmou ter 12 anos à época dos fatos.
Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Melqui Galvão em Jundiaí, no interior de São Paulo.
Em nota, a Polícia Civil do Amazonas informou que as investigações relacionadas ao professor continuam em Manaus, com depoimentos presenciais e virtuais para esclarecer possíveis crimes. O suspeito está detido na Delegacia-Geral, e a corporação aguarda decisão judicial para transferi-lo a um presídio em São Paulo, onde foi expedido o mandado de prisão temporária.
QUEM É MELQUI GALVÃO?
Melqui Galvão é faixa preta e treinador de jiu-jítsu. Ele comandava uma academia na Zona Norte de Manaus e é pai de Mica Galvão, multicampeão da modalidade.
Após a prisão do pai, Mica se manifestou nas redes sociais. O lutador afirmou viver um momento difícil, citou a relação familiar e defendeu que o caso seja apurado pelas autoridades.
"É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter", escreveu.
Na publicação, Mica também repudiou qualquer tipo de violência.
"Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças — esse é um valor que carrego e que não abre exceção", afirmou.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Um avião de pequeno porte saiu da pista e colidiu com um barranco enquanto realizava o pouso no Aeroporto Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, no interior de São Paulo, na manhã deste domingo (15).
Segundo a Rede Voa, concessionária responsável pelo terminal, ninguém ficou ferido. Ainda de acordo com a empresa, o piloto conseguiu deixar a aeronave sem complicações.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento do acidente. Nas imagens, a aeronave sai da pista poucos segundos após o pouso, atinge um barranco e uma fumaça branca se espalha pelo local. Em outros registros, o jato aparece atravessado na pista do aeroporto.
Acidente hoje em Jundiaí. Cessna Citation realiza excursão de pista. A princípio sem feridos graves ????. Ainda cedo para saber possíveis causas. pic.twitter.com/4aWkbOv1Lm
— Roberto Stolt (@RobertoStolt) March 15, 2026
A aeronave é um jato modelo Cessna Citation 550. O avião teria decolado do Aeroporto de Bragança Paulista com destino a Jundiaí.
De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a matrícula do avião está em situação regular para voos até março de 2027. O modelo tem capacidade para até nove passageiros.
Segundo a concessionária, o Seripa IV, órgão de investigação do Cenipa responsável pela região, foi acionado e se deslocou até o aeroporto. O Centro de Controle Operacional (CCO) da Rede Voa também prestou apoio inicial com a equipe de bombeiros do terminal.
O avião modelo Beechcraft King Air que teve problemas no trem de pouso em Jundiaí, interior de São Paulo, concluiu o pouso no Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, nesta quinta-feira (29), após uma falha no trem de pouso.
Veja o momento:
?? Avião faz pouso de emergência em SP após precisar queimar combustível
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 29, 2025
Confira ??https://t.co/JyjSrpjwXU pic.twitter.com/ZucZYCDyNc
Conforme informações do G1, o avião precisou queimar combustível para ficar mais leve e efetuar o pouso, para isso o piloto sobrevoou toda a região do Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista, antes de pousar em Jundiaí.
A administração do aeroporto acionou o plano de emergência do aeródromo, mobilizando o SAMU, a Defesa Civil Municipal, a Guarda Civil Metropolitana (GCM), o Corpo de Bombeiros e as equipes do próprio terminal.
A atriz Eloísa Mafalda morreu, aos 93 anos, na noite desta quarta-feira (16), em sua casa, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. De acordo com informações do jornal O Globo, a morte foi confirmada pelo filho da artista, Marcos Teixeira, informando que o sepultamento será realizado na cidade natal de Eloísa, em Jundiaí, no interior de São Paulo, nesta quinta (17) ou na sexta-feira (18). Segundo a publicação, a família da atriz ainda não sabe a causa da morte. Eloísa Mafalda começou a carreira nas radionovelas da Rádio Nacional, em seguida ela fez sua estreia na TV Paulista, onde permaneceu até a emissora ser vendida para a TV Globo. Já na Globo, ela atuou em mais de 40 atrações, entre novelas, séries e especiais. Dentre seus principais papéis estão o de Dona Nenê, na versão original de “A Grande Família”; Dona Pombinha Abelhas, de “Roque Santeiro”; Maria Machadão, em “Gabriela”; Gioconda, de “Pedra Sobre Pedra” e Manuela, de “Mulheres de Areia”. Fora das telas desde “O Beijo do Vampiro”, de 2002, a atriz teve que dispensar vários convites, por problemas com a perda de memória.
Por falta de vacina, alguns fãs foram impedidos de assistir ao show da banda Capital Inicial, em Jundiái, em São Paulo, na sexta-feira (17). Para assistir ao show no Clube Jundiaiense, os fãs precisavam comprovar estar vacinados contra a febre amarela, há pelo menos dez dias, pois a área é de risco, notificada pela Unidade de Zoonoses local desde o último dia 30 de Outubro. Foi exigida a apresentação da carteira de vacinação em dia. Muitos foram impedidos de entrar também por terem sido vacinados há poucos dias, e não há dez, como exigido. Mesmo com esse incidente, o próprio Capital Inicial publicou uma foto do show e aparentemente a casa estava cheia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).