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juliano de carvalho cruz
O Diretório Nacional do Solidariedade apresentou uma contestação formal a um processo judicial em que o vereador Juliano de Carvalho Cruz, de Jacobina, busca a declaração de justa causa para sua desfiliação partidária. O ponto central da divergência está na validade de uma carta de anuência, datada de 3 de abril de 2026, que supostamente teria sido assinada pelo presidente nacional da legenda, Paulinho da Força.
De acordo com os argumentos protocolados pelos advogados do partido, o documento em questão apresenta indícios de falsidade material. A agremiação sustenta que a assinatura constante na carta não foi produzida pelo dirigente partidário e não possui semelhança com o seu punho gráfico autêntico.
Além da contestação da rubrica, a legenda aponta que o documento não segue os padrões institucionais, destacando que as comunicações oficiais da sigla são obrigatoriamente emitidas em papel timbrado, característica ausente na peça apresentada pelo parlamentar.
Com base nessas alegações, o Solidariedade arguiu o incidente de falsidade documental, fundamentado no Código de Processo Civil. A defesa do partido solicitou à relatora do caso no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), desembargadora Carina Canguçu, a realização de uma perícia grafotécnica para comprovar a invalidade do documento. O partido afirma nos autos que a carta seria uma tentativa de fundamentar uma justa causa inexistente para evitar a perda do mandato eletivo.
O pedido formulado pela legenda inclui ainda o requerimento para que o Ministério Público Eleitoral seja oficializado, visando a apuração de possível crime de falsidade documental e uso de documento falso. Além da discussão sobre a autenticidade da carta, o partido reforça a tese de que não houve mudança substancial em seu programa partidário que justificasse a saída do vereador, classificando a movimentação como infidelidade partidária.
No documento, os advogados do Solidariedade também pede a condenação do vereador por "litigância de má fé" por uso de documento falso para instruir o processo.
O vereador, que já efetuou sua filiação ao União Brasil em 2 de abril de 2026 conforme registros da Justiça Eleitoral, baseia sua pretensão inicial na mudança de posicionamento político do Solidariedade em âmbito estadual, já que foi eleito em 2024 pelo Solidariedade e o partido integrava a base de oposição ao Governo da Bahia. Ele menciona que o partido apoiou formalmente a candidatura de ACM Neto ao governo em 2022.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Reis
"Essa decisão é da Câmara, dos vereadores. O prefeito é apenas um conselheiro, um orientador. Eu acho que tudo tem sua hora e seu momento. Essa semana nós temos que dedicar energia e foco total nas eleições estaduais e na eleição nacional. Até porque tem muitos vereadores que são candidatos a deputados, e temos projetos importantes para a Bahia e, no momento certo, a gente vai decidir a eleição da Câmara. Essa é a minha opinião, mas é óbvio que essa é uma decisão dos vereadores".
Disse o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) ao comentar sobre a escolha do próximo presidente da Câmara Municipal de Salvador. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (28), o gestor afirmou que a definição cabe aos próprios vereadores, mas disse que pretende trabalhar pela unidade da base aliada na escolha do próximo comando da Casa.