Artigos
Os “meninus” do trio
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
julgamento da morte de maradona
Quatro anos após a morte de Diego Maradona, a Justiça argentina inicia, nesta terça-feira (11), o julgamento de sete profissionais da área da saúde acusados de negligência no atendimento ao ídolo argentino. O grupo responde pelo crime de homicídio simples com dolo eventual, que ocorre quando há conhecimento do risco de morte, ainda que sem intenção direta de causar o óbito. As penas podem chegar a 25 anos de prisão.
Maradona morreu aos 60 anos, em novembro de 2020, após uma parada cardiorrespiratória, enquanto se recuperava de uma cirurgia para remover um hematoma subdural. Segundo as investigações, a morte poderia ter sido evitada se sua equipe médica tivesse adotado medidas adequadas.
ACUSAÇÕES
O Ministério Público afirma que a equipe médica ofereceu ao ex-jogador uma assistência precária e inadequada, sem o suporte necessário para seu quadro clínico. A acusação sustenta que os profissionais isolaram Maradona da família, omitiram informações importantes e deixaram sua recuperação "relegada à sorte". Os réus são:
- Leopoldo Luque (neurocirurgião e médico pessoal de Maradona);
- Agustina Cosachov (psiquiatra);
- Ricardo Almirón (enfermeiro);
- Nancy Forlino (médica da Swiss Medical);
- Mariano Perroni (chefe de enfermagem);
- Carlos Díaz (psicólogo);
- Pedro Di Spagna (médico clínico).
Uma oitava acusada será julgada separadamente por um júri popular.
Os médicos negam responsabilidade na morte do ex-camisa 10. Luque chegou a afirmar que Maradona era um paciente difícil, que se recusava a seguir orientações médicas. "Quando estava chateado ou se sentia mal, afastava todos", disse o neurocirurgião.
Maradona sofria com doença renal crônica, cirrose hepática, insuficiência cardíaca, deterioração neurológica, dependência química e abstinência alcoólica. Mesmo assim, foi liberado para se recuperar em casa, sem acompanhamento especializado.
A acusação destaca que a equipe médica não garantiu exames e monitoramento cardiológico adequados, fator que teria sido crucial para evitar o desfecho trágico.
O julgamento deve durar até julho, com três audiências semanais e o depoimento de mais de 190 testemunhas. As provas incluem exames médicos, mensagens de celular e gravações de áudio.
A morte de Maradona gerou uma comoção nacional na Argentina e repercutiu mundo afora. Seu velório, realizado na Casa Rosada, reuniu centenas de milhares de fãs antes do enterro em Bella Vista, nos arredores de Buenos Aires.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.