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julgamento adiado
O júri popular de Adriano Oliveira Azevedo e Nadson Araújo Oliveira, acusados de envolvimento na morte do estudante de Educação Física Kauan Gomes, foi adiado nesta quinta-feira (13) em Feira de Santana.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a defesa dos dois réus pediu a suspensão do julgamento porque o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) ainda não analisou um pedido de desaforamento, que pode transferir o processo para outra comarca.
O pedido foi apresentado pelos advogados antes do início da sessão, no Fórum Desembargador Filinto Bastos.

Foto: Reprodução / Acorda Cidade
Na ocasião, os dois promotores responsáveis pelo caso se manifestaram contra o adiamento e defenderam a realização do júri. No entanto, a juíza Márcia Simões, responsável pela Vara do Júri, acatou o pedido da defesa e suspendeu a sessão. Ela também decidiu manter a prisão preventiva dos dois réus, informou o g1.
O pedido de desaforamento deve ser analisado pelo TJ-BA no dia 20 de agosto. Caso seja aceito, o julgamento será transferido de Feira de Santana para outra comarca. Ainda não há uma nova data para o júri.
ACUSAÇÃO
Adriano Oliveira Azevedo é apontado pela investigação como responsável pelos disparos que atingiram Kauan Gomes. Nadson Araújo Oliveira é acusado de dirigir o carro usado no crime. Kauan tinha 20 anos quando foi baleado na cabeça. O crime ocorreu na manhã do dia 13 de dezembro de 2024.
Segundo a investigação, o jovem seguia em um carro, com a mãe e uma amiga, para a academia onde trabalhava, no bairro Sobradinho, quando foi atingido pelo disparo. A Polícia Civil apontou que o ataque pode ter ocorrido após uma confusão envolvendo Adriano e uma mulher com quem ele mantinha um relacionamento. A suspeita é de que o veículo onde Kauan estava tenha sido confundido com outro carro.
Após ser baleado, Kauan foi levado para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde a morte cerebral foi confirmada quatro dias depois. Segundo familiares, foram doados rins, fígado, coração e córneas do jovem. O coração chegou a ser transplantado em um paciente internado no Hospital Ana Nery, em Salvador.
O júri popular de um policial militar acusado de matar um dono de um lava-jato em Feira de Santana foi adiado. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, Roberto Costa Miranda é acusado pela morte de José Luiz Borges Santos, de 41 anos. O julgamento foi suspenso nesta terça-feira (12) em Feira de Santana. Já o crime ocorreu no dia 22 de julho do ano passado, no bairro Brasília, na mesma cidade.
PM apontado como autor de morte em lava jato de Feira de Santana se apresenta em delegacia; agente foi liberado em seguida
— BN Municípios (@BNMunicipios) July 24, 2024
Veja ? pic.twitter.com/YMxl34TZsR
A sessão, que durava em torno de cinco horas, foi suspensa após pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou indícios de falso testemunho no depoimento da esposa da vítima. Segundo a promotora de Justiça Marina Neves, a mulher afirmou que José Luiz tinha uma arma no local do crime e teria omitido essa informação por causa de supostos abusos contra a filha do casal.
A juíza Márcia Simões acatou o pedido e concedeu liberdade provisória ao réu, impondo medidas cautelares, como manter endereço atualizado, informar onde está lotado, não se aproximar de testemunhas, especialmente mãe e filha da vítima, e não cometer crimes. No dia do crime, imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que um homem armado e de capacete entrou no lava-jato e atirou contra José Luiz, que morreu no local.
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado pela vítima não aceitar ao relacionamento do acusado com a filha, então com 17 anos. Momentos antes, eles teriam discutido por mensagens de celular. O PM foi preso em 19 de agosto, após se apresentar no Batalhão de Choque em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Em depoimentos anteriores, ele negou o crime, apresentou um álibi e alegou ter perdido a arma dias antes. Contudo, perícia identificou impressões digitais dele no carregador de pistola deixado na cena, além de reconhecimento por testemunhas e imagens da placa da moto usada no crime.
Diante das provas, confessou o assassinato em novo interrogatório, afirmando que estava sendo ameaçado pela vítima. O acusado é lotado na 33ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e mora em Feira de Santana.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).