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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

jose carlos aleluia

TRE-BA cancela filiação de José Carlos Araújo ao DC e determina retorno do deputado ao PDT
Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) cancelou a filiação do deputado José Carlos Araújo ao Democracia Cristã (DC) e determinou o restabelecimento do vínculo do parlamentar com o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

 

A decisão ocorreu após José Carlos Araújo alegar que sua filiação ao DC foi realizada à sua revelia, em meio a uma disputa política envolvendo o grupo de João Caldas, presidente nacional da sigla, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira.

 

O deputado assumiu temporariamente o mandato durante a licença do deputado Léo Prates (Republicanos-BA). Após tomar conhecimento de que o DC havia acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar uma regra que beneficia Álvaro Lira, filho de Arthur Lira, José Carlos recuou da filiação. Álvaro completa 21 anos em março de 2027.

 

O DC ingressou com uma ação no STF contra a regra que alterou o marco de aferição da idade mínima para que um candidato possa assumir um mandato eletivo.

 

A medida só pôde ser apresentada pela legenda após a chegada de José Carlos Araújo, que fez o partido passar a ter um representante no Congresso Nacional, requisito para que uma sigla possa ingressar com esse tipo de ação no Supremo.

 

Na decisão, o juiz eleitoral Paulo Sérgio Filho afirmou que “não foi apresentado qualquer elemento que demonstre manifestação de vontade” do deputado para se filiar ao DC. A sigla havia sido intimada a prestar esclarecimentos sobre a filiação, mas, segundo a decisão, não apresentou elementos capazes de comprovar a manifestação de vontade do parlamentar.

“Se eu não for candidato a chance de ganhar no 1º turno é grande”, afirma Aleluia ao anunciar apoio a ACM Neto
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) anunciou a retirada de sua pré-candidatura ao governo do estado e anunciou apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), na disputa pelo Palácio de Ondina. Em evento na capital baiana nesta terça-feira (7), Aleluia avaliou que, retirando seu nome do pleito, as chances de Neto vencer Jerônimo Rodrigues (PT) ainda no primeiro turno “é grande”.

 

“Eu sou engenheiro. E como engenhereiro eu estudei muito Estatística e as estatísticas mostram com clareza. Primeiro, se eu for candidato, nós teremos segunda turno e seu eu não for candidato, a probabilidade de ganharmos no primeiro turno é muito grande. Eu estou apoiando ACM Neto pelo bem da Bahia, para encerrar o ciclo de quase 20 anos do PT. (...) Há uma urgência na Bahia e a urgência é encerrar o ciclo do PT, o Jerônimo foi pior do que os outros e consolidou do declínio da Bahia”, declarou Aleluia.

 

Sobre as metas do Novo para as eleições deste ano, o ex-deputado contou que a expectativa é conseguir formar uma bancada na Câmara Federal, visto que a Bahia não tem nenhum representante da legenda na Casa. Questionado sobre seu futuro político, Aleluia evitou dar detalhes a relembrou da pré-candidatura a deputado federal de seu filho, Alexandre Aleuia (Novo).

 

“O Novo tem um objetivo: fazer uma bancada de deputados federais. Como um partido que está iniciando, nós precisar passar da clásula de barreira. Estamos muito fortes nos estados do Sul, [...] vamos fazer uma bancada grande no Paraná, vamos sair muito bem no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e esperamos nos sair muito bem na Bahia. Ele [Alexandre Aleluia] tem que fazer a campanha dele, eu vou voltar a trabalhar, sou engenheiro, estou trabalhando. Vou ajudar na campanha dele [Alexandre] e todos os deputados do Novo vão ajudar na campanha de Neto”, afirmou José Carlos Aleluia.

Séculus/ Bahia Notícias: ACM Neto lidera corrida de 2026 na Bahia com 48,3%; Jerônimo aparece com 31,2%
Foto: Divulgação

Levantamento realizado pela Séculus Análise e Pesquisa, encomendado pelo Bahia Notícias, mostra que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), lidera a corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026. Candidato há quatro anos, ACM Neto aparece com 48,28% das intenções de voto, frente a 31,15% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

A pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos. O cenário estimulado em questão inclui ainda os nomes de José Carlos Aleluia (Novo), com 0,65% das intenções de voto, e Ronaldo Mansur (PSOL), com 0,52%. Não souberam ou não opinaram 9,93% dos eleitores, enquanto 9,47% indicaram votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.

Esse é o primeiro levantamento da Séculus em 2026 sobre a corrida eleitoral da Bahia. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BA-09740/2026 e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. Não houve consolidação de dados de uma disputa em dois turnos, dado os baixos números obtidos pelos demais candidatos, além de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues.

 

REJEIÇÃO
A Séculus perguntou ainda aos entrevistados em qual dos nomes eles não votariam de jeito nenhum. Neste questionário, o governador Jerônimo Rodrigues aparece à frente com 37,96% de rejeição entre os nomes apresentados. O adversário dele, ACM Neto, foi citado por 22,65% dos eleitores. José Carlos Aleluia aparece com rejeição de 5,71%, empatado tecnicamente no quesito com Ronaldo Mansur (6,42%).

 

 

Não souberam ou não opinaram somam 14,99% nessa questão, enquanto 12,26% responderam nenhum, branco ou nulo.

José Carlos Aleluia destaca eleições legislativas como prioridade do Partido Novo na Bahia: “Contribuir para a consolidação do Novo no Brasil”
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O deputado federal da Bahia, José Carlos Aleluia (Novo), destacou que a conquista de ao menos duas cadeiras nos parlamentos é a prioridade do Partido Novo na Bahia. Em entrevista neste sábado (24), em Salvador, durante evento ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Aleluia reafirmou sua pré-candidatura ao governo do Estado e definiu os objetivos para a disputa eleitoral em outubro. 

 

“Nós estamos com a chapa, botando a chapa para deputados estaduais e uma chapa para deputados federais. É fundamental que o partido consiga contribuir para a consolidação do partido novo no Brasil. Para isso nós vamos trabalhar para termos um ou dois deputados federais, um ou dois deputados estaduais. Essa é a nossa prioridade”, afirma o parlamentar. 

 

Segundo Aleluia, o partido também vai manter a chapa majoritária, incluindo um candidato ao Senado Federal. “Olha, nós estamos montando, até porque, nós temos que esperar a janela [partidária]. A janela vai se abrir agora depois do Carnaval. E tem, por exemplo, o caso do Alexandre [Aleluia, vereador de Salvador pelo PL], que só concorrerá a deputado federal, se for pelo Partido Novo”, completa.

Diretório do Partido Novo na Bahia vai à Justiça contra intervenção da Executiva Nacional e alega oportunismo
Foto: Divulgação / Partido Novo

O diretório estadual do Partido Novo na Bahia ingressou com um mandado de segurança para tentar anular a decisão da Executiva Nacional que dissolveu a direção baiana e nomeou uma comissão interventora em agosto deste ano. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a ação foi movida inicialmente no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que encaminhou o processo para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após se declarar incompetente para julgar.

 

Na ação, a qual foi obtida pela reportagem do BN, o grupo baiano afirma que a medida é “arbitrária, desproporcional e sem respaldo estatutário”, já que a sanção prevista para o não cumprimento de metas de desempenho seria somente a redução de repasses financeiros. Além disso, no mandando de segurança, é solicitado a remontagem do diretório estadual com os antigos dirigentes e a garantia da manutenção de seus mandatos até 2027.

 

“A jurisprudência reforça a necessidade de suspensão imediata dos efeitos do ato impugnado, evitando danos irreparáveis à estrutura partidária e à credibilidade dos dirigentes eleitos. O restabelecimento dos dirigentes é medida essencial para garantir a continuidade das atividades partidárias e a participação dos impetrantes nos processos decisórios do partido”, afirma a ação.

 

O diretório lembra que foi eleito em janeiro de 2025, com mandato registrado no TSE até 2027, e sustenta que a dissolução viola princípios constitucionais da legalidade, segurança jurídica, contraditório e ampla defesa.

 

PRODUTIVIDADE E “OPORTUNISMO”
Outro ponto levantado é o desempenho do Novo na Bahia em relação a outros estados. O processo afirma que a seção baiana ocupa a 13ª posição nacional em nominata para deputado federal, com 27 pré-candidatos, superando diretórios como os do Paraná e do Rio de Janeiro, que não foram alvo de sanções.

 

A antiga composição do diretório estadual do Novo na Bahia foi dissolvida no dia 12 de agosto após decisão da direção nacional da sigla. Como justificativa, a administração da legenda argumentou que o Novo-BA estava com uma “baixa produtividade”, em relação aos outros diretórios.

 

“A Executiva Nacional do Partido Novo deliberou pela dissolução sumária do Diretório Estadual da Bahia, instaurando uma comissão interventora, sob a alegação genérica de ‘não cumprimento de metas’. Tal decisão foi tomada sob o pretexto de ‘conveniência e oportunidade’, sem qualquer previsão normativa que a ampare, violando diretamente o Estatuto Partidário, a legislação eleitoral e a Constituição Federal”, diz a ação.

 

O COMANDO DE ALELUIA
Sobre a “conveniência”, o mandado cita indiretamente a incorporação de familiares do ex-deputado federal e pré-candidato ao governo da Bahia, José Carlos Aleluia, em posições de comando do diretório estadual. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (18), a ex-candidata a vereadora, Priscila Chammas, denunciou que o comando da legenda estaria sendo entregue a uma “família de políticos”.

 

Em vídeo nas redes sociais, Priscila não cita nomes, mas indica que atualmente o comando do partido Novo é formado para a eleição de José Carlos Aleluia, que é pré-candidato a governador pela legenda.

 

“Depois dessa dissolução, foi entregue de porteira fechada, o partido para uma família de políticos. Então hoje quem compõe o novo diretório é o irmão do político, a sócia do irmão do político e o assessor do político. E esse diretório é feito para eleger este político, que é uma coisa que fere de mora o princípio do partido”, denunciou Chammas.

 

Na época da dissolução, o comando do Novo da Bahia também publicou um posicionamento nas redes sociais sobre um “racha” dentro do partido. Segundo o comunicado, a ruptura diz respeito à tentativa de cassação dos atuais dirigentes estaduais do partido. 

 

“De forma contraditória e incoerente, o próprio Diretório Nacional, pratica dentro de casa o que combate fora: cassação de mandatos legítimos, neste caso, dos Dirigentes Estaduais do NOVO-Ba. “Mais grave ainda é constatar que essa intervenção tem a finalidade de transferir a gestão do Partido para um grupo político cuja forma de atuação desperta dúvidas e divergências dos valores e princípios que nortearam nossa fundação”, diz a carta.

 

Confira na íntegra:

Priscila Chammas denuncia “entrega” do Partido Novo à família Aleluia após dissolução do diretório estadual
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Figura conhecida pelo espectro da direita em Salvador, a ex-candidata a vereadora, Priscila Chammas (Novo), se posicionou em relação à dissolução do diretório estadual do Partido Novo e denunciou que o comando da legenda estaria sendo entregue a uma “família de políticos”. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (18), a jornalista também anunciou que há uma ação judicial contra a movimentação e afirmou que pode deixar o partido caso não tenha um pedido de liminar atendido.

 

Apesar de não citar diretamente o nome da família em questão, nos bastidores se aponta que seria o entorno do ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo), que é pai do vereador de Salvador, Alexandre de Aleluia (PL). Segundo Priscila, a justificativa para a dissolução do diretório foi “baixa produtividade”, todavia, segundo ela, o Novo-BA não era um dos menos produtivos no país.

 

No vídeo, a ex-candidata também cita que atualmente o comando do partido Novo é formado para a eleição de José Carlos Aleluia, que é pré-candidato a governador pela legenda.

 

“É a primeira vez na história do partido Novo que um diretório é dissolvido com essa justificativa, sendo que nem de longe o diretório da Bahia era o pior do Brasil (...). Depois dessa dissolução, foi entregue de porteira fechada, o partido para uma família de políticos. Então hoje quem compõe o novo diretório é o irmão do político, a sócia do irmão do político e o assessor do político. E esse diretório é feito para eleger este político, que é uma coisa que fere de mora o princípio do partido”, denunciou Chammas.

 

Priscila também indicou que, caso a liminar não seja atendida, pode se desfiliar do Novo por não ser mais um projeto em que ela acredita: “Eu não estou disposta a compactuar com isso. Essas pessoas que estão no partido hoje têm nome envolvido em esquema da Odebrecht, o filho é um desafeto meu antigo, então não é um lugar que eu quero estar.”

 

Veja o vídeo:

 

A DISSOLUÇÃO
A antiga composição do diretório estadual do Novo na Bahia foi dissolvida no dia 12 de agosto após decisão da direção nacional da sigla.

 

Na época, o comando do Novo da Bahia publicou um posicionamento nas redes sociais sobre um “racha” dentro do partido. Segundo o comunicado, a ruptura diz respeito à tentativa de cassação dos atuais dirigentes estaduais do partido. 

 

“De forma contraditória e incoerente, o próprio Diretório Nacional, pratica dentro de casa o que combate fora: cassação de mandatos legítimos, neste caso, dos Dirigentes Estaduais do NOVO-Ba. “Mais grave ainda é constatar que essa intervenção tem a finalidade de transferir a gestão do Partido para um grupo político cuja forma de atuação desperta dúvidas e divergências dos valores e princípios que nortearam nossa fundação”, diz a carta.

 

Confira na íntegra:

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Ivana Bastos

Ivana Bastos
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

"Os próximos passos são ganhar as eleições presidenciais [...] e também a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, a recondução a esse mandato de presidente da Assembleia". 


Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada estadual reeleita Ivana Bastos (PSD), que concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8) para fazer um balanço do processo eleitoral. 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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