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jose carlos aleluia
O ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) anunciou a retirada de sua pré-candidatura ao governo do estado e anunciou apoio ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), na disputa pelo Palácio de Ondina. Em evento na capital baiana nesta terça-feira (7), Aleluia avaliou que, retirando seu nome do pleito, as chances de Neto vencer Jerônimo Rodrigues (PT) ainda no primeiro turno “é grande”.
“Eu sou engenheiro. E como engenhereiro eu estudei muito Estatística e as estatísticas mostram com clareza. Primeiro, se eu for candidato, nós teremos segunda turno e seu eu não for candidato, a probabilidade de ganharmos no primeiro turno é muito grande. Eu estou apoiando ACM Neto pelo bem da Bahia, para encerrar o ciclo de quase 20 anos do PT. (...) Há uma urgência na Bahia e a urgência é encerrar o ciclo do PT, o Jerônimo foi pior do que os outros e consolidou do declínio da Bahia”, declarou Aleluia.
Sobre as metas do Novo para as eleições deste ano, o ex-deputado contou que a expectativa é conseguir formar uma bancada na Câmara Federal, visto que a Bahia não tem nenhum representante da legenda na Casa. Questionado sobre seu futuro político, Aleluia evitou dar detalhes a relembrou da pré-candidatura a deputado federal de seu filho, Alexandre Aleuia (Novo).
“O Novo tem um objetivo: fazer uma bancada de deputados federais. Como um partido que está iniciando, nós precisar passar da clásula de barreira. Estamos muito fortes nos estados do Sul, [...] vamos fazer uma bancada grande no Paraná, vamos sair muito bem no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e esperamos nos sair muito bem na Bahia. Ele [Alexandre Aleluia] tem que fazer a campanha dele, eu vou voltar a trabalhar, sou engenheiro, estou trabalhando. Vou ajudar na campanha dele [Alexandre] e todos os deputados do Novo vão ajudar na campanha de Neto”, afirmou José Carlos Aleluia.
Levantamento realizado pela Séculus Análise e Pesquisa, encomendado pelo Bahia Notícias, mostra que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), lidera a corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026. Candidato há quatro anos, ACM Neto aparece com 48,28% das intenções de voto, frente a 31,15% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos. O cenário estimulado em questão inclui ainda os nomes de José Carlos Aleluia (Novo), com 0,65% das intenções de voto, e Ronaldo Mansur (PSOL), com 0,52%. Não souberam ou não opinaram 9,93% dos eleitores, enquanto 9,47% indicaram votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.

Esse é o primeiro levantamento da Séculus em 2026 sobre a corrida eleitoral da Bahia. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BA-09740/2026 e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. Não houve consolidação de dados de uma disputa em dois turnos, dado os baixos números obtidos pelos demais candidatos, além de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues.
REJEIÇÃO
A Séculus perguntou ainda aos entrevistados em qual dos nomes eles não votariam de jeito nenhum. Neste questionário, o governador Jerônimo Rodrigues aparece à frente com 37,96% de rejeição entre os nomes apresentados. O adversário dele, ACM Neto, foi citado por 22,65% dos eleitores. José Carlos Aleluia aparece com rejeição de 5,71%, empatado tecnicamente no quesito com Ronaldo Mansur (6,42%).

Não souberam ou não opinaram somam 14,99% nessa questão, enquanto 12,26% responderam nenhum, branco ou nulo.
O deputado federal da Bahia, José Carlos Aleluia (Novo), destacou que a conquista de ao menos duas cadeiras nos parlamentos é a prioridade do Partido Novo na Bahia. Em entrevista neste sábado (24), em Salvador, durante evento ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Aleluia reafirmou sua pré-candidatura ao governo do Estado e definiu os objetivos para a disputa eleitoral em outubro.
“Nós estamos com a chapa, botando a chapa para deputados estaduais e uma chapa para deputados federais. É fundamental que o partido consiga contribuir para a consolidação do partido novo no Brasil. Para isso nós vamos trabalhar para termos um ou dois deputados federais, um ou dois deputados estaduais. Essa é a nossa prioridade”, afirma o parlamentar.
Segundo Aleluia, o partido também vai manter a chapa majoritária, incluindo um candidato ao Senado Federal. “Olha, nós estamos montando, até porque, nós temos que esperar a janela [partidária]. A janela vai se abrir agora depois do Carnaval. E tem, por exemplo, o caso do Alexandre [Aleluia, vereador de Salvador pelo PL], que só concorrerá a deputado federal, se for pelo Partido Novo”, completa.
O diretório estadual do Partido Novo na Bahia ingressou com um mandado de segurança para tentar anular a decisão da Executiva Nacional que dissolveu a direção baiana e nomeou uma comissão interventora em agosto deste ano. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a ação foi movida inicialmente no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que encaminhou o processo para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após se declarar incompetente para julgar.
Na ação, a qual foi obtida pela reportagem do BN, o grupo baiano afirma que a medida é “arbitrária, desproporcional e sem respaldo estatutário”, já que a sanção prevista para o não cumprimento de metas de desempenho seria somente a redução de repasses financeiros. Além disso, no mandando de segurança, é solicitado a remontagem do diretório estadual com os antigos dirigentes e a garantia da manutenção de seus mandatos até 2027.
“A jurisprudência reforça a necessidade de suspensão imediata dos efeitos do ato impugnado, evitando danos irreparáveis à estrutura partidária e à credibilidade dos dirigentes eleitos. O restabelecimento dos dirigentes é medida essencial para garantir a continuidade das atividades partidárias e a participação dos impetrantes nos processos decisórios do partido”, afirma a ação.
O diretório lembra que foi eleito em janeiro de 2025, com mandato registrado no TSE até 2027, e sustenta que a dissolução viola princípios constitucionais da legalidade, segurança jurídica, contraditório e ampla defesa.
PRODUTIVIDADE E “OPORTUNISMO”
Outro ponto levantado é o desempenho do Novo na Bahia em relação a outros estados. O processo afirma que a seção baiana ocupa a 13ª posição nacional em nominata para deputado federal, com 27 pré-candidatos, superando diretórios como os do Paraná e do Rio de Janeiro, que não foram alvo de sanções.
A antiga composição do diretório estadual do Novo na Bahia foi dissolvida no dia 12 de agosto após decisão da direção nacional da sigla. Como justificativa, a administração da legenda argumentou que o Novo-BA estava com uma “baixa produtividade”, em relação aos outros diretórios.
“A Executiva Nacional do Partido Novo deliberou pela dissolução sumária do Diretório Estadual da Bahia, instaurando uma comissão interventora, sob a alegação genérica de ‘não cumprimento de metas’. Tal decisão foi tomada sob o pretexto de ‘conveniência e oportunidade’, sem qualquer previsão normativa que a ampare, violando diretamente o Estatuto Partidário, a legislação eleitoral e a Constituição Federal”, diz a ação.
O COMANDO DE ALELUIA
Sobre a “conveniência”, o mandado cita indiretamente a incorporação de familiares do ex-deputado federal e pré-candidato ao governo da Bahia, José Carlos Aleluia, em posições de comando do diretório estadual. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (18), a ex-candidata a vereadora, Priscila Chammas, denunciou que o comando da legenda estaria sendo entregue a uma “família de políticos”.
Em vídeo nas redes sociais, Priscila não cita nomes, mas indica que atualmente o comando do partido Novo é formado para a eleição de José Carlos Aleluia, que é pré-candidato a governador pela legenda.
“Depois dessa dissolução, foi entregue de porteira fechada, o partido para uma família de políticos. Então hoje quem compõe o novo diretório é o irmão do político, a sócia do irmão do político e o assessor do político. E esse diretório é feito para eleger este político, que é uma coisa que fere de mora o princípio do partido”, denunciou Chammas.
Na época da dissolução, o comando do Novo da Bahia também publicou um posicionamento nas redes sociais sobre um “racha” dentro do partido. Segundo o comunicado, a ruptura diz respeito à tentativa de cassação dos atuais dirigentes estaduais do partido.
“De forma contraditória e incoerente, o próprio Diretório Nacional, pratica dentro de casa o que combate fora: cassação de mandatos legítimos, neste caso, dos Dirigentes Estaduais do NOVO-Ba. “Mais grave ainda é constatar que essa intervenção tem a finalidade de transferir a gestão do Partido para um grupo político cuja forma de atuação desperta dúvidas e divergências dos valores e princípios que nortearam nossa fundação”, diz a carta.
Confira na íntegra:
Figura conhecida pelo espectro da direita em Salvador, a ex-candidata a vereadora, Priscila Chammas (Novo), se posicionou em relação à dissolução do diretório estadual do Partido Novo e denunciou que o comando da legenda estaria sendo entregue a uma “família de políticos”. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (18), a jornalista também anunciou que há uma ação judicial contra a movimentação e afirmou que pode deixar o partido caso não tenha um pedido de liminar atendido.
Apesar de não citar diretamente o nome da família em questão, nos bastidores se aponta que seria o entorno do ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo), que é pai do vereador de Salvador, Alexandre de Aleluia (PL). Segundo Priscila, a justificativa para a dissolução do diretório foi “baixa produtividade”, todavia, segundo ela, o Novo-BA não era um dos menos produtivos no país.
No vídeo, a ex-candidata também cita que atualmente o comando do partido Novo é formado para a eleição de José Carlos Aleluia, que é pré-candidato a governador pela legenda.
“É a primeira vez na história do partido Novo que um diretório é dissolvido com essa justificativa, sendo que nem de longe o diretório da Bahia era o pior do Brasil (...). Depois dessa dissolução, foi entregue de porteira fechada, o partido para uma família de políticos. Então hoje quem compõe o novo diretório é o irmão do político, a sócia do irmão do político e o assessor do político. E esse diretório é feito para eleger este político, que é uma coisa que fere de mora o princípio do partido”, denunciou Chammas.
Priscila também indicou que, caso a liminar não seja atendida, pode se desfiliar do Novo por não ser mais um projeto em que ela acredita: “Eu não estou disposta a compactuar com isso. Essas pessoas que estão no partido hoje têm nome envolvido em esquema da Odebrecht, o filho é um desafeto meu antigo, então não é um lugar que eu quero estar.”
Veja o vídeo:
A DISSOLUÇÃO
A antiga composição do diretório estadual do Novo na Bahia foi dissolvida no dia 12 de agosto após decisão da direção nacional da sigla.
Na época, o comando do Novo da Bahia publicou um posicionamento nas redes sociais sobre um “racha” dentro do partido. Segundo o comunicado, a ruptura diz respeito à tentativa de cassação dos atuais dirigentes estaduais do partido.
“De forma contraditória e incoerente, o próprio Diretório Nacional, pratica dentro de casa o que combate fora: cassação de mandatos legítimos, neste caso, dos Dirigentes Estaduais do NOVO-Ba. “Mais grave ainda é constatar que essa intervenção tem a finalidade de transferir a gestão do Partido para um grupo político cuja forma de atuação desperta dúvidas e divergências dos valores e princípios que nortearam nossa fundação”, diz a carta.
Confira na íntegra:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Mário Frias
"Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?".
Disse o ex-secretário especial de Cultura ao comentar com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre a articulação do filme biográfico “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.