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jose boto
Momentos antes da apresentação do novo técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, à imprensa, o diretor de futebol do clube, José Boto, quebrou o silêncio sobre o processo de desligamento de Filipe Luís. O dirigente utilizou a coletiva no Ninho do Urubu para descrever o fluxo de decisões que culminou na substituição do comando técnico da equipe principal logo após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira.
A explicação de Boto fundamentou-se nas competências que recebeu ao assumir a gestão esportiva do clube da Gávea. O dirigente português descreveu a mudança como o cumprimento de uma meta de avaliação interna.
"Quando me convidaram para vir para o Flamengo, o presidente me deu uma série de atribuições. Uma delas era fazer diagnósticos e encontrar soluções. Neste caso, fiz o diagnóstico, dei solução. O presidente aceitou e como decisor máximo bateu o martelo", afirmou o diretor.
José Boto reforçou que a análise técnica sobre o rendimento do elenco indicou a necessidade de uma correção de rumo para as competições nacionais e internacionais que ocupam o calendário deste ano. O português também agradeceu ao treinador brasileiro e valorizou o trabalho feito por ele no clube.
Filipe Luís encerrou sua passagem com um currículo de seis títulos no time principal, incluindo Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Nas divisões de base, o profissional também registrou conquistas como o Mundial Sub-20 em 2024. O desempenho ofensivo da equipe sob seu comando registrou 183 gols marcados e 68 sofridos ao longo da trajetória no cargo.
Após a fala do diretor de futebol, Leonardo Jardim recebeu a camisa do clube e iniciou o atendimento aos jornalistas. O treinador detalhou o cronograma de treinamentos para o restante da semana e confirmou que as atividades em campo buscarão a recuperação da solidez defensiva do grupo.
Os próximos dias no Ninho do Urubu serão dedicados à integração total da comissão técnica portuguesa com os departamentos de análise de desempenho e saúde. O Flamengo busca agilizar a regularização de todos os protocolos para que Jardim possa dirigir a equipe da beira do gramado no compromisso contra o Fluminense, na grande fina do Campeonato Carioca. O duelo está marcado para este domingo (8), às 18h.
A derrota do Flamengo por 1 a 0 para o Bahia, que ocorreu neste domingo (5), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, custou ao Rubro-Negro a liderança do Campeonato Brasileiro e acendeu o alerta dentro do clube. Mas, além do resultado, o principal assunto após o jogo foi o desabafo do diretor técnico José Boto, que fez duras críticas à arbitragem e levantou suspeitas sobre possíveis favorecimentos no campeonato.
Visivelmente irritado, Boto reconheceu as falhas do próprio time, mas apontou que a condução da arbitragem em outros jogos vem causando "suspeitas"dentro do futebol brasileiro.
"Perdemos por culpa nossa e erros nossos. Mas o que se passa em outros campos é vergonhoso. Tentamos falar com a CBF, presidente da comissão da arbitragem, mas continua igual. O que acontece em outros campos deixa suspeitas. O árbitro que nos prejudicou (contra o Cruzeiro) ganhou como prêmio apitar o jogo do nosso rival e fez o que fez. Alguém da CBF tem que vir falar sobre isso", disparou.
As declarações de Boto ocorreram logo após uma rodada marcada por polêmicas, especialmente no clássico São Paulo 2 x 3 Palmeiras, no Morumbis, em que o Tricolor reclamou de um pênalti não marcado e ouviu da própria CBF que "tinha razão" nas queixas. O dirigente rubro-negro fez questão de relacionar os episódios, sugerindo incoerência no tratamento entre os clubes.
"Basta vocês verem o que se passa. Eu não estou acusando ninguém, mas isso não me cheira bem. Não parece ser apenas falta de qualidade dos árbitros, porque uns apitam de uma maneira quando vão em um time e apitam de outra para outro. Isso nos prejudica, prejudica o esforço dos nossos jogadores", afirmou.
Boto reforçou que o Flamengo precisa melhorar seu desempenho, mas pediu mais equilíbrio e transparência da CBF nas designações e punições de árbitros.
"Sabemos que temos que melhorar muita coisa e que não estamos fugindo das nossas responsabilidades. Agora, temos que trabalhar e fazer o nosso, mas não podemos ser sempre prejudicados e nossos rivais beneficiados. Isso não! Eu não sei como resolver isso, mas alguém vai vir explicar o que está acontecendo. Não adianta dizer: ‘Ah, erramos aqui...’. Erram sempre e não sabemos o que está acontecendo", concluiu.
O dirigente fez menção direta ao árbitro Ramon Abatti Abel, árbitro responsável pelo polêmico clássico entre São Paulo e Palmeiras, o mesmo que, segundo Boto, havia prejudicado o Flamengo em partida anterior contra o Cruzeiro.
A crítica pública do dirigente ocorre em um momento de pressão sobre a Comissão de Arbitragem da CBF, presidida por Rodrigo Cintra, que já vinha sendo cobrada por erros consecutivos em partidas decisivas.
Com o revés em Salvador, o Flamengo perdeu a liderança do Brasileirão e viu o Palmeiras assumir a ponta. Fora de campo, no entanto, o debate sobre a arbitragem promete se arrastar pelos próximos dias.
O clima da decisão entre Estudiantes e Flamengo começou ainda longe do gramado. Na madrugada desta quinta-feira (25), torcedores do time argentino realizaram um foguetório em frente ao hotel em Hudson, onde a delegação rubro-negra está hospedada para o jogo de volta das quartas de final da Libertadores. Assista;
FOGUETÓRIO NO HOTEL DO FLAMENGO!
— Paparazzo Rubro-Negro (@PapaRubroNegro) September 25, 2025
EM SUAS REDES SOCIAIS, O DIRETOR TÉCNICO DE FUTEBOL DO MENGÃO, JOSÉ BOTO, COMPARTILHOU REGISTROS DE UM FOGUETÓRIO OCORRENDO NESTE MOMENTO NO HOTEL EM QUE A DELEGAÇÃO RUBRO-NEGRA ESTÁ HOSPEDADA EM BUENOS AIRES pic.twitter.com/RQd7A4144H
O barulho, registrado pelo diretor de futebol do clube, José Boto, tomou conta da região e foi publicado nas redes sociais do dirigente, que marcou a Conmebol no vídeo e destacou o horário da ação. A delegação foi surpreendida, já que o hotel fica a cerca de 30 km de La Plata e conta com esquema especial de segurança.
O confronto ganhou clima de rivalidade desde o primeiro confronto, no Maracanã. O Flamengo venceu por 2 a 1, mas deixou o campo reclamando duramente da arbitragem. Boto, inclusive, classificou a atuação do juiz como "escandalosa e vergonhosa". Dias depois, a pressão surtiu efeito: a Conmebol anulou a expulsão de Gonzalo Plata, liberando o jogador para a partida de volta.
O jogo decisivo acontece nesta quinta, às 21h30 (de Brasília), no Estadio Jorge Luis Hirschi, valendo vaga na semifinal da Libertadores.
Recém contratado como diretor das categorias de base do Flamengo, Alfredo Almeida deu uma declaração polêmica na última segunda-feira (14), em entrevista coletiva no Ninho do Urubu. Ao ser questionado sobre a possibilidade de resgate de especificidades tradicionais na formação do futebol de atletas brasileiros, o dirigente exemplificou afirmando que atletas do continente africano têm "valências físicas" como sua principal característica, enquanto europeus possuem a "parte mental".
“A África tem valências físicas como quase nenhuma parte do mundo. A parte mental, temos que ir a outras zonas da Europa e do globo”
— Vini (@viniesportes) July 14, 2025
????? Alfredo Almeida, o novo responsável pela base do Flamengo.
pic.twitter.com/6vGdaGynzG
"Por exemplo, a África tem valências físicas como em quase nenhuma parte do mundo. Na parte mental, temos que ir a outras zonas da Europa e do globo. E há uma realidade do Brasil em que pensaram que o europeu vinha ao Brasil comprar força, atletas altos, grandes, fortões. Se formos a realidade do Brasil, existe regra e exceção. Exceção nós temos o Ronaldo Fenômeno, que tinha tudo. Mas a regra é termos os Neymares da vida. Jogadores franzinos, mas que a bola faz parte do corpo, que descobrem soluções em campo como ninguém", completou o dirigente.
Após a declaração o ge buscou o diretor do Observatório de Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Carvalho, e o repsonsável criticou a fala do dirigente.
"É algo que muito se reproduziu, mas não existe estudo sobre as características específicas para jogadores europeus e africanos. Essa fala reforça estereótipos que se tinham e ainda se têm da população negra. A frase reproduz uma ideia de eugenia. Que ao europeu cabe a inteligência. E a força, aos africanos. Por mais que a gente tenha jogadores cerebrais, lideranças negras no futebol, as pessoas no futebol continuam reproduzindo essas ideias racistas", finalizou.
Além disso, o jornal O Globo procurou a assessoria do Flamengo, que encaminhou uma retratação do português. O profissional afirmou que o trecho foi destacado de contexto e gerou interpretações que não condizem com seu pensamento.
"Um trecho específico da minha fala, isolado do contexto geral, acabou gerando interpretações que em nada refletem meu pensamento. Por isso, peço desculpas se a forma como me expressei causou qualquer desconforto. Não houve, em momento algum, a menor intenção de soar discriminatório", explicou Alfredo durante a nota.
O diretor foi contratado pelo Rubro-Negro carioca em janeiro de 2025 e atuava junto à comissão técnica e às categorias de base. Na última semana, o comandante da base do Mengão, Carlos Noval foi demitido e o português recebeu a proposta de cuidar da formação dos novos atletas do Fla.
Confira a seguir a nota de Alfredo Almeida na íntegra:
"Durante a entrevista coletiva de minha apresentação como diretor da base do Flamengo, fiz uma explanação mais ampla sobre os diferentes perfis de atletas ao redor do mundo e as valências que costumam ser observadas por clubes no processo de formação e recrutamento.
Um trecho específico da minha fala, isolado do contexto geral, acabou gerando interpretações que em nada refletem meu pensamento. Por isso, peço desculpas se a forma como me expressei causou qualquer desconforto. Não houve, em momento algum, a menor intenção de soar discriminatório.
Tenho total consciência de que há atletas com grande capacidade tática no futebol africano, assim como existem jogadores europeus com enorme talento criativo e brasileiros com impressionante força física. As características dos jogadores não se limitam à sua origem geográfica.
Reforço meu respeito a todas as culturas, povos e escolas do futebol. Sigo comprometido com o trabalho de formação no Flamengo, pautado por valores como inclusão, diversidade, ética e desenvolvimento integral dos nossos atletas."
A permanência de José Boto no cargo de diretor de futebol do Flamengo vive seu momento mais delicado desde sua chegada ao clube, no início do ano. Após a eliminação no Mundial de Clubes e uma série de decisões contestadas nos bastidores, o dirigente passou a enfrentar forte pressão de conselheiros, torcedores e apoiadores do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
A gestão de Boto vem sendo duramente criticada por pontos que vão desde gastos considerados excessivos até decisões técnicas polêmicas. Um dos principais focos de descontentamento é o salário do diretor, que de acordo com as informações do portal Lance!, ultrapassa em R$ 240 mil o vencimento do técnico Filipe Luís. Além disso, o Flamengo ainda arca com despesas de aproximadamente R$ 50 mil com aluguel de um imóvel na Barra da Tijuca, além de veículo blindado e segurança particular para o dirigente.
Outro episódio que gerou incômodo foi a desistência repentina da contratação do atacante Mikey Johnston, do West Bromwich. O jogador irlandês tinha chegada marcada ao Rio de Janeiro nesta terça-feira (8), mas o negócio foi cancelado no domingo à noite após pressão interna e rejeição de parte da torcida. Inicialmente, falou-se em reprovação nos exames médicos, mas a motivação real teria sido política.
As críticas se ampliaram após a renovação contratual de Gerson até 2030. O jogador, que antes tinha multa rescisória de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão), passou a ter cláusula de saída de 25 milhões de euros (R$ 160 milhões), valor pago pelo Zenit após o Mundial. O volante Erick Pulgar passou por situação semelhante: de uma cláusula inicial de 60 milhões de euros (cerca de R$ 387 milhões), a nova multa foi reduzida para 6 milhões de dólares (R$ 34,8 milhões), válidos a partir de 2026.
A possível saída do jovem volante Victor Hugo para o Famalicão, de Portugal, sem compensação financeira imediata, também revoltou membros da diretoria. O meia, que estava emprestado ao Goztepe, da Turquia, ainda tem dois anos de contrato com o Flamengo. O clube manteria apenas 30% de uma futura venda.
Nos bastidores, aliados políticos de Bap tentaram frear as ações de Boto, solicitando a suspensão de qualquer negociação de entrada, saída ou renovação. A tentativa, porém, não teve sucesso — o diretor segue tocando tratativas, incluindo a busca por reforços com o valor recebido pelo clube no Mundial.
Outro ponto de tensão gira em torno do técnico Jorge Jesus. Bap, que manifestava abertamente o desejo de repatriá-lo, viu o nome do português perder força diante dos bons resultados de Filipe Luís. Caso decida por uma reviravolta, o presidente terá de lidar com a resistência de Boto, que tem má relação com o ex-comandante rubro-negro.
Na base, a substituição de Cleber dos Santos, campeão da Libertadores Sub-20, por Nuno Campos também gerou ruídos. O português, contratado por Boto, pediu demissão dois meses após assumir a equipe, agravando o clima interno.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Cuba não está passando fome porque não sabe produzir, porque não sabe construir sua energia. Cuba está passando fome porque não querem que Cuba tenha o que todo mundo deveria ter direito".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que a crise alimentar em Cuba não é resultado de incapacidade produtiva, mas consequência de decisões políticas que, segundo ele, impedem a ilha de ter acesso ao que deveria ser um direito básico.