Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
jorge viana
A Justiça Federal da 1ª Região suspendeu a nomeação do ex-governador do Acre, o senador Jorge Ney Viana (PT-AC), para a presidência da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (APEX-Brasil). A ação para a suspensão foi movida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionou as “condições regulamentares” para a nomeação do ex-governador.
“O atual Presidente da Apex-Brasil não preenche o requisito fundamental de fluência no idioma inglês, nível avançado, para ocupar o cargo que indevidamente assumiu. A falta de competência para o cargo restou praticamente confessada na exata medida em que - assim que assumiu posição de comando na APEX-Brasil - sua primeira providência foi tratar de alterar as exigências do próprio cargo que ocupa, tentando viabilizar a posteriori a supressão do requisito que não o detinha para a posse no cargo”, diz a ação.
LEIA TAMBÉM:
Na decisão, a juíza Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal, liberou que Viana comprove em até 45 dias a proficiência em língua inglesa, assim, podendo ser mantido no cargo. Caso o ex-governador não entregue a documentação que comprove a fluência dentro do prazo, o seu afastamento na presidência da Apex-Brasil é imediato.
“A produção da prova, a declaração do seu conteúdo, poderá ser produzida em até 45 dias, a partir do dia útil seguinte a data desta decisão. Prazo corrido. Ou seja, até o dia 06/07/2023 devem ser trazidos aos autos tais elementos de prova para fins de análise da convalidação. A data da declaração e o conteúdo podem ser de atestação de fato até 06/07/2023”, afirmou a decisão.
Jorge Viana foi nomeado para a presidência da Apex-Brasil em janeiro, pouco após o início do governo Lula. Ele foi governador do Acre por dois mandatos entre 1999 e 2006, sendo eleito senador em 2011.
Vice-presidente da República e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin teria ficado incomodado com as recentes notícias negativas envolvendo o presidente da Apex (Agência de Promoção de Exportações do Brasil), Jorge Viana.
Segundo aliados de Alckmin, uma das revelações que mais o incomodaram foi a de que Viana alterou o regimento interno da Apex, para acabar com a exigência de que o presidente da agência de exportações precisa comprovar fluência no inglês, conforme informou o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Viana, que admite não ter domínio completo sobre a língua inglesa, mudou o estatuto da Apex para poder se manter no comando do órgão. Do contrário, ele poderia ter de deixar o posto.
Apesar do incômodo nos bastidores, Alckmin não fez qualquer comentário público sobre o assunto. Embora a agência seja subordinada à pasta do vice, Viana foi indicação direta do presidente Lula, que já deixou claro que não demitirá o aliado.
Atual presidente da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil) e ex-senador do Acre, Jorge Viana (PT-AC), mudou o estatuto do órgão para poder continuar na presidência. O cargo tem salário de R$ 65 mil.
Segundo informações do Estadão, o estatuto da Apex previa o inglês fluente como "requisito mínimo" para presidir a instituição. A Apex é um órgão responsável por divulgar produtos brasileiros no exterior.
Mesmo sem o domínio do inglês, Jorge Viana chegou a ficar três meses no cargo. Contudo, o conselho deliberativo da Apex mudou o estatuto no dia 22 de março. Com a alteração, ao invés de obrigatório, a fluência do idioma inglês passou a ser “preferencial”.
A assessoria de Jorge Viana informou que ele fala inglês, mas não ao ponto de fazer um discurso. A assessoria também informou que a nomeação dele na Apex engrandece o órgão por conta da capacidade do ex-senador de diálogo e interlocução.
O ex-governador do Acre e presidente da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana, participou do Almoço-Debate LIDE, Grupo de Líderes Empresariais, nesta sexta-feira (10), em Salvador. Na ocasião, o atual chefe da Apex falou sobre iniciativas que podem ajudar a Bahia a ampliar as exportações.
“Eu estou vindo aqui na Bahia para conversar, ouvir como a gente faz para que o estado que já é grande exportador, hoje maior do Nordeste, pois exporta metade do que o Nordeste exporta, possa exportar ainda mais. No encontro com o presidente Lula esta semana, eu informei para ele que dos R$ 27 bilhões que foram exportados pelo nordeste, a Bahia exportou R$ 14 bilhões, e tem oito estados que exportam menos que a Bahia, todos juntos. Então, o Nordeste precisa de uma atenção especial. Se a Bahia já exporta, vai exportar mais, e os outros da mesma forma”, disse Viana.
O presidente da ApexBrasil ainda afirmou que deve se encontrar ainda nesta sexta-feira com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para ouvir as demandas do setor e planejar novos investimentos para a Bahia.
“Eu vou estar com o governador hoje e converso sempre com parlamentares. Um encontro desse como o Lide, que eu fui convidado, é muito importante. Eu fiz um encontro desse em Brasília, para ouvir também o setor produtivo, porque pode ser um detalhe que precisa ser resolvido pelo governo federal ou uma atenção que tem que se ter para que a cadeia produtiva de exportação possa nascer. A Apex tem duas missões: captar investimentos e ampliar as exportações do país”, apontou.
Para Jorge Viana, “em menos de três meses que assumiu, o presidente Lula está agitando o Brasil de novo, trazendo o país para criar perspectivas positivas”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.