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jogos paralimpicos de inverno
O Brasil alcançou neste sábado (14) seu melhor resultado da história no revezamento misto 4x2,5km do esqui cross-country nas Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A prova foi disputada em Tesero, na Itália, no penúltimo dia de competições.
A equipe formada por Cristian Ribera, Aline Rocha e Wellington da Silva completou o percurso em 27min00s5 e terminou na 7ª colocação. O resultado supera a marca brasileira registrada em Jogos Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022, quando o país havia ficado em oitavo lugar.
A medalha de ouro ficou com os Estados Unidos, que finalizaram a prova em 23min24s2. A Ucrânia conquistou a prata, com 23min36s7, enquanto a China completou o pódio com o tempo de 23min56s5.
Até então, o melhor resultado brasileiro no revezamento misto havia sido em Pequim 2022, quando a equipe composta por Cristian Ribera, Aline Rocha, Robelson Lula e Guilherme Rocha terminou na 8ª colocação, com o tempo de 34min10s8.
A participação brasileira no cross-country continua neste domingo (15), último dia de disputas. Aline Rocha e Cristian Ribera voltam à pista na prova dos 20km sentado, que também contará com Elena Sena no feminino. A transmissão será do SporTV 2, a partir das 5h (horário de Brasília)
O cenário de guerra no Oriente Médio provocou a primeira baixa oficial nas delegações que disputam os Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. O único atleta que iria representar o Irã na competição foi obrigado a desistir devido aos confrontos que impedem sua viagem para a Itália. O anúncio foi realizado nesta sexta-feira (6) pelo Comitê Paralímpico Internacional, coincidindo com a data da cerimônia de abertura do evento.
Aboulfazl Khatibi Mianaei, de 23 anos, estava inscrito para participar de sua terceira edição dos Jogos após competir em 2018 e 2022. O atleta disputaria duas provas na modalidade de esqui cross-country. Com a impossibilidade de deslocamento do esquiador, a bandeira do Irã não será hasteada durante o desfile das nações, e o número de países representados na competição caiu de 56 para 55.
O impedimento da viagem ocorre em meio à escalada militar iniciada no último sábado, 28 de fevereiro. O conflito atingiu a capital Teerã e outras regiões do Irã após bombardeios conduzidos por Israel e Estados Unidos, seguidos por respostas militares iranianas contra alvos na região. O presidente da organização, o brasileiro Andrew Parsons, manifestou pesar pela situação do competidor poucas horas antes do início da solenidade em Verona.
"É realmente decepcionante para o esporte mundial, e sobretudo para Aboulfazl Khatibi, que ele não possa participar em condições de segurança de sua terceira edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno em Milão-Cortina 2026", lamentou Parsons. O dirigente explicou que diversas tentativas foram feitas para viabilizar a presença da delegação por meio de trajetos alternativos.
"Desde o início do conflito, no sábado (28), o CPI e o comitê organizador trabalharam incansavelmente com o comitê iraniano e a federação nacional de esqui para encontrar rotas alternativas a fim de garantir um traslado completamente seguro para a delegação iraniana", mas "o risco para a vida humana é muito grande", acrescentou o presidente.
O comitê organizador e a federação nacional de esqui do Irã acompanharam as negociações por rotas seguras, mas o fechamento de espaços aéreos e a intensidade dos ataques no Golfo inviabilizaram os planos de logística.
Os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina seguem com o cronograma de provas em seis modalidades distintas. A organização do evento reforçou que manterá o monitoramento sobre a situação de outras delegações que possam enfrentar dificuldades semelhantes em zonas de conflito.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.