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joelma gonzaga
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, o decreto que regulamenta a Lei Paulo Gustavo. A medida libera R$ 3,8 bilhões para municípios, estados e o Distrito Federal investirem na produção de eventos culturais.
A ministra da Cultura Margareth Menezes e o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, anunciaram que o estado deve receber quase R$ 300 milhões em recursos para o fomento cultural. De acordo com Monteiro, serão R$ 286 milhões para o Estado, sendo R$ 148 milhões para o fundo estadual de cultura e outros R$ 138 milhões para os municípios baianos.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, acredita que o investimento vai abranger as carências do setor na Bahia.
Natural de Salvador, Joelma esteve à frente de importantes produções nacionais como “AmarElo - É tudo para Ontem” e “Doutor Gama”. Ao BN, ela declarou que acredita em uma grande revolução com a Lei.
“Nós temos a oportunidade de fazer através dela um grande pacto de impulsionamento do nosso audiovisual.”
Joelma ainda contou que junto com a lei Paulo Gustavo, cartilhas e propostas de editais serão lançadas, além de sugestões de uma melhor operacionalização para potencializar o audiovisual, principalmente em pequenos municípios.
“70% desse recurso da [lei] Paulo Gustavo é do audiovisual e ele vai chegar de fato em toda a ponta, o estado, os municípios. O ministério está muito focado em ajudar nessa operacionalização inclusive dos pequenos municípios. O audiovisual é uma das principais expressões da nossa cultura. Eu acredito que ele vai impulsionar o estado. E depois vai ser continuado com a LAB 2 [Lei Aldir Blanc 2] que é uma lei estruturante com permanência de cinco anos”, afirma.
De acordo com a pasta, por meio da Lei Aldir Blanc 2, estados e municípios receberão R$ 3 bilhões anuais diretamente da União. A política tem vigência prevista de cinco anos.
A secretária também salientou que a Sabe, espaço do governo federal para que crianças e adolescentes acessem informações sobre direitos, aprendam a identificar diferentes tipos de violência e busquem ajuda, está pensando no setor do audiovisual.
“Na Sabe, a gente tá desenhando vários programas a nível nacional, que pense em toda a cadeia do audiovisual, desde o desenvolvimento de história, a escrita do roteiro, a elaboração das histórias desde a produção executiva, que é essa pessoa que vai cuidar do plano de negócios, da carreira do audiovisual e que é uma carência muito grande do setor e uma carência, acredito, aqui na Bahia”, conclui.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.