Artigos
Cultura independente à própria sorte
Multimídia
Deputado Antonio Henrique Jr. destaca alinhamento ideológico com o PV: “A gente veio representar o partido, ajudar a crescer”
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
joao jorge rodrigues
O novo presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP) do Ministério da Cultura, João Jorge Rodrigues, produtor cultural e militante do movimento negro no Brasil, nomeado em 21 de março, foi empossado nesta quinta-feira (27), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O evento contou com a presença de mães de santo de religiões de raízes africanas, indígenas, autoridades, familiares e representantes de blocos afro que dançaram, oraram e cantaram.
De acordo com com o Ministério da Cultura, a data da posse foi escolhida por ser o Dia da Liberdade (Freedom Day) na África do Sul, instituído em 1994, quando ocorreram as eleições democráticas na nação sul-africana, marcando o fim de mais de 300 anos de colonialismo e segregação racial (apartheid), naquele país.
Em seu discurso, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse que a posse da fundação marca a retomada da valorização da instituição e o compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a proteção e a promoção da cultura afro-brasileira. “Empossar João Jorge é dar uma resposta ao que aconteceu na gestão anterior, ao desrespeito ao legado do povo afro, à falta de consciência pelos que passaram os nossos antepassados”, classificou a ministra.
“Ser carrasco dos desvalidos é a pior covardia que se pode praticar pelas pessoas racistas”, disse a ministra.
O novo presidente, no discurso de posse, exaltou nomes de ativistas da causa negra e, em especial, das mulheres que lutaram pela negritude. Emocionado, João Jorge recordou as perseguições sofridas contra a entidade, desde sempre, e homenageou os empregados da casa.
“Estamos reconstruindo e com o árduo e intenso trabalho de uma pequena equipe. Uma equipe de funcionários que resistiram à opressão, ao arbítrio e à perseguição moral”, falou João Jorge.
Para João Jorge, lutar é preciso. “Em muitos países, dizem que são democráticos, falam em oportunidades, mas, na realidade, a população pobre, a população negra, as mulheres, a população indígena, os que são de outras orientações sexuais sabem muito bem que [as oportunidades] não existem”, pontuou.
Para lembrar o Dia da África, que celebra-ce no dia 25 de maio, a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior irá oferecer a palestra “A Memória, Identidade e Cultura do Egito a Bahia”, nesta quinta-feira (24). O palestrante convidado para participar do evento é o diretor do Bloco Afro Olodum, João Jorge Rodrigues. De acordo com ele, o público pode esperar do evento um resgate da memória, da difusão do Egito Antigo e da Bahia, que foi importante na luta dos negros. A palestra ocorre às 14h30 e será encerrada com o bailarino e coreógrafo Siry Brasil, que irá apresentar um solo em homenagem ao Dia da África.
SERVIÇO
O QUÊ: "A Memória, Identidade e Cultura do Egito a Bahia"
QUANDO: Quinta-feira, 24 de maio, às 14h30
ONDE: Biblioteca Juracy Magalhães Junior, Rio Vermelho, Salvador-BA
VALOR: Gratuito
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fernanda Melchionna
"A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos".
Disse a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ao debater com o senador Sérgio Moro (PL-PR) durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”.