Artigos
O Bonfim como bússola: Fé, democracia e o destino do Brasil em 2026
Multimídia
André Fraga destaca importância da COP30 e explica papel do Brasil no debate climático global
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
jimmy cliff
O ano de 2025 ficou marcado por perdas irreparáveis na cultura baiana, brasileira e mundial. No primeiro mês do ano, por exemplo, a Bahia perdeu o responsável por uma das canções que consegue ligar o Carnaval e o São João com maestria, Carlos Pitta.
A quarta-feira de cinzas se estendeu com a partida da maior referência do jornalismo baiano quando se fala em Carnaval, Wanda Chase. O falecimento de Preta Gil comoveu o país. A artista tentava voltar para o Brasil após encerrar o tratamento nos Estados Unidos, mas não resistiu as complicações do câncer.
Na música, o Brasil perdeu Arlindo Cruz, Ângela Ro Ro, Hermeto Pascoal e Lô Borges, em uma partida precoce e inesperada. E já nos últimos dias do ano, o músico Jimmy Cliff, ícone do reggae e com forte ligação com Salvador, nos deixou.
O Bahia Notícias preparou uma lista em homenagem às personalidades que nos deixaram em 2025. Que a colaboração de cada um deles na Terra os faça eternos.
Carlos Pitta: o músico e compositor baiano, responsável pela canção ‘Cometa Mamembe’, ícone das festas nordestinas, faleceu no início de 2025, aos 69 anos, em Salvador, após um período internado no Roberto Santos. O artista que descobriu Ivete Sangalo morreu em decorrência de complicações advindas do diabetes.
Wanda Chase: referência no jornalismo baiano, Wanda Chase morreu pouco menos de um mês após o Carnaval, aos 74 anos, em decorrência de complicações durante uma cirurgia de emergência para tratar um aneurisma dissecante da aorta, condição agravada por infecções urinária e intestinal.
Sebastião Salgado: o fotógrafo e ambientalista Sebastião Salgado faleceu em Paris em maio deste ano, aos 81 anos, vítima de uma leucemia grave, que foi uma complicação de uma malária que contraiu em 2010 durante uma expedição na Indonésia.
Francisco Cuoco: ícone da teledramaturgia brasileira, o ator faleceu em junho, aos 91 anos, em São Paulo, em decorrência de uma falência múltipla dos órgãos. O artista estava internado há 20 dias no Hospital Israelita Albert Einstein tratando problemas de saúde relacionados à idade avançada, que incluíam dificuldades respiratórias e de locomoção.
Preta Gil: a cantora e empresária Preta Gil morreu em julho, aos 50 anos, em Nova York, nos Estados Unidos, em decorrência de complicações de um câncer colorretal. A filha de Gilberto Gil tentava voltar para o Brasil após receber a notícia de que o tratamento não estava surtindo o efeito esperado pelos médicos.
Ozzy Osbourne: o cantor britânico, lendário vocalista do Black Sabbath, faleceu em julho, aos 76 anos, em sua residência em Buckinghamshire, Inglaterra. A causa oficial da morte foi um infarto agudo do miocárdio e uma parada cardíaca.
Arlindo Cruz: o artista, um dos maiores nomes do samba, faleceu em 8 de agosto de 2025 aos 66 anos, no Rio de Janeiro, por falência múltipla de órgãos relacionada às complicações de saúde que ele vinha enfrentando devido ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico sofrido em 2017.
Angela Ro Ro: a cantora e compositora faleceu em 8 de setembro de 2025 aos 75 anos, no Rio de Janeiro, devido a complicações de saúde ligadas a uma infecção pulmonar grave.
Hermeto Pascoal: o multi-instrumentista e compositor alagoano faleceu em setembro de 2025, aos 89 anos, no Rio de Janeiro. Hermeto estava internado no Hospital Samaritano Barra e morreu em decorrência de uma falência múltipla dos órgãos, resultado de complicações de um quadro avançado de fibrose pulmonar.
Lô Borges: um dos pilares do Clube da Esquina, o cantor e compositor faleceu no dia 2 de novembro, aos 73 anos, em Belo Horizonte. Lô estava internado desde outubro no Hospital Unimed e morreu em decorrência de uma falência múltipla de órgãos, após enfrentar um quadro grave de intoxicação medicamentosa acidental.
Jards Macalé: o cantor, compositor e ator faleceu no dia 17 de novembro, aos 82 anos, no Rio de Janeiro. O artista estava internado em um hospital para tratar um enfisema pulmonar e uma broncopneumonia, e veio a óbito em decorrência de uma parada cardíaca após complicações de um choque séptico e insuficiência renal.
Jimmy Cliff: o cantor jamaicano, um dos maiores ícones do reggae mundial, faleceu no dia 24 de novembro de 2025, aos 81 anos, em Kingston, na Jamaica. De acordo com o comunicado divulgado por sua esposa, Latifa Chambers, a causa da morte foi uma convulsão seguida de pneumonia.
Brigitte Bardot: a atriz e ativista dos animais teve a morte confirmada pela fundação que leva o nome dela no dia 28 de dezembro, aos 91 anos. Ícone do cinema e um símbolo sexual nas décadas de 1950 e 1960, a causa da morte não foi revelada.
O cantor jamaicano Jimmy Cliff pode ganhar uma homenagem em Salvador, cidade que foi lar do artista por alguns anos e onde cresceu a filha do músico, Nabiyah Be.
O vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Salvador uma proposta para que seja colocada uma estátua de bronze em homenagem ao artista, ícone do reggae.
Reconhecido como pioneiro no ritmo, ao lado de Bob Marley, o vereador afirma que Cliff foi importante para a cultura baiana e manteve um vínculo forte com o estado desde o fim da década de 70, tendo gravado músicas com artistas como Olodum, Margareth Menezes e Ara Ketu, além de ter se apresentado ao lado de Gilberto Gil.
"Jimmy Cliff não foi apenas um dos maiores nomes da música mundial. Ele teve uma ligação verdadeira com Salvador, colaborou com nossa cena cultural, influenciou o samba-reggae e deixou um legado que atravessa gerações", afirmou o edil.
Não foi especificado qual ponto da cidade seria ideal para receber a homenagem. O requerimento foi protocolado e segue agora para análise do Executivo, que deverá avaliar a viabilidade da instalação do monumento sob responsabilidade da Fundação Gregório de Matos (FGM).
A cantora e atriz brasilo-jamaicana Nabiyah Be compartilhou, nesta terça-feira (25), uma homenagem ao pai Jimmy Cliff. O músico de 81 anos teve o falecimento confirmado na última segunda-feira (24).
A artista, que nasceu na Bahia, publicou uma foto junto ao pai, ícone da música Reggae, na praia. “Meu grande ancestral. Que vida”, escreveu a cantora. Durante sua vida, o cantor teve uma grande conexão com a Bahia e foi no estado que se casou com a artista visual Sônia Gomes e teve uma filha.
A morte do cantor foi confirmada pela família através de um comunicado assinado pela esposa, Latifa. “É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, partiu após uma convulsão seguida de pneumonia. Agradeço à família, amigos, artistas e colegas que dividiram essa jornada com ele. Aos fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a carreira. Ele valorizava profundamente o amor de cada um.”
O cantor e compositor Jimmy Cliff, lenda mundial do reggae, faleceu nesta segunda-feira (24), aos 81 anos, vítima de complicações causadas por um quadro de pneumonia. A morte do artista reacendeu a memória de sua profunda conexão com a Bahia, que se estendeu da capital, Salvador, ao interior do estado.
Embora Jimmy Cliff tenha estabelecido raízes familiares em Salvador – onde conheceu a mãe de sua filha, a atriz e cantora Nabiyah Be – sua passagem por Feira de Santana em 1990 é lembrada como um marco cultural.
O show, realizado em 2 de fevereiro de 1990, foi promovido pelo jornalista e produtor cultural Paulo Norberto. Em depoimento, Norberto detalhou a vinda do artista. “Ele já estava fazendo turnê na Bahia com Gilberto Gil. Eu entrei em contato e consegui uma data. Na época, a gente tinha o projeto Feira Show, e contratamos Jimmy Cliff para um show no dia 2 de fevereiro de 1990”.
Para evitar boatos de cancelamento, o cantor chegou dois dias antes, realizando uma coletiva de imprensa no Feira Palace Hotel e circulando pela cidade. O produtor recorda ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a curiosidade de Cliff pela culinária local: “Ele me chamava à tarde para comer abará. Levava ele em Dona Pequena, no Pilão, na Cristóvão Barreto. Ele comia abará e depois tomava caldo de cana”.
Norberto também relembrou situações inusitadas de bastidores, como a exigência de 35 toalhas brancas de algodão, que o artista utilizava no palco e jogava para o público.
Um momento de grande tensão na época foi o impacto financeiro da semana do show, que coincidiu com o anúncio do Plano Collor, responsável pelo bloqueio de contas bancárias. O produtor conseguiu honrar o compromisso, mas destacou o susto: “Quase me quebrou. Mas consegui pagar [pelo show]. Quase vendo um apartamento.”
Jimmy Cliff, lembrado por sua energia no palco e seu legado para o reggae, fez da Bahia um de seus portos seguros, sendo Feira de Santana palco de um de seus eventos mais comentados no interior do Nordeste.
A distância em km não impediu o jamaicano Jimmy Cliff, ícone do reggae, que faleceu nesta segunda-feira (24), de se conectar com Salvador.
Aproximadamente 5.480km separam Kingston, capital da Jamaica, da capital baiana, mas a sensação de pertencimento do artista com a 1ª capital do Brasil foi tanta, que Salvador se tornou casa para o astro.
Considerado um dos pioneiros do reggae e responsável por levar o gênero ao cenário internacional, o artista, que recebeu dois Grammy com os álbuns Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012), criou uma ponte entre a Jamaica e a Bahia.
Foto: Arquivo Pessoal
A primeira passagem de Jimmy pela Bahia aconteceu no final dos anos 70 e já de cara, o artista se encantou pelo estado, voltando na década de 80, quando escolheu Gilberto Gil para abrir todos os shows que realizou no país, e em Salvador, o jamaicano se apresentou para um público de 60 mil pessoas.
Nos anos 90, Jimmy Cliff se debruçou sobre a música baiana e estreitou relações com o Olodum. O artista se apresentou no Festival de Música e Arte Olodum (Femadum), gravou partes do álbum 'Breakout', de 1992, na Bahia.
Por meio das redes sociais, o grupo se pronunciou sobre a morte do artista.
"Jimmy Cliff deixou um legado de diálogo entre povos, defesa da paz, valorização das raízes e afirmação cultural. Sua trajetória também marcou a Bahia e especialmente o Olodum, já que tivemos o privilégio de gravar com ele duas músicas, Reggae Odoya e Woman No Cry, nos anos 90. Expressamos nossa solidariedade à família, aos amigos e aos admiradores deste grande mestre. Sua arte seguirá inspirando gerações."
Além do grupo percussivo, o artista gravou com Araketu e fez questão de levar a música de Lazzo Matumbi para o mundo ao participar do álbum 'Kindala', de Margareth Menezes cantando 'Me Abraça e Me Beija'. A artista também compartilhou um depoimento na web sobre Jimmy.
"Tive a oportunidade de conviver com Jimmy quando ele veio morar na Bahia. Na época estava gravando meu disco “Kindala”, e compartilhamos momentos musicais inesquecíveis. Com ele gravei “Me Abraça e Me Beija”, composição de Gileno Felix e do querido Lazzo Matumbi. Na Bahia, ficou, casou e teve uma filha, Nabiyah Be, com quem convivi e tenho muito carinho. Uma referência na música, com um legado imenso sobre valorização das nossas raízes e afirmação cultural. A vida segue o seu caminho e as memórias que tenho com ele seguirão em mim. Para sempre, Jimmy Cliff!."
Margareth, inclusive, foi a pessoa responsável por apresentar Jimmy a artista visual brasileira Sônia Gomes, com quem ele teve Nabiyah. A história foi contada por ela em um podcast.
"A Margareth Menezes apresentou meus pais e eles se conheceram em uma cerimônia de ayahuasca na praia, em Salvador. Sou fruto dessa união sagrada. Minha mãe, engravida do meu pai, decide não criar uma filha negra em São Paulo e migra para Salvador... [Jimmy] morou conosco até os meus 9, 11 anos por aí."
Outra grande ligação do artista com a Bahia se dá através do futebol. Além do show na Fonte Nova, o artista assistiu a uma rodada dupla no estádio em 1991, e viu o Bahia enfrentar o Atlético Paranaense e o Vitória jogar contra o Sport.
Na época, o artista não acompanhava o espote e foi levado para um amigo, mas pouco tempo depois, surgiu vestindo com orgulho a camisa do Bahia. Nas redes sociais, o Esquadrão compartilhou uma homenagem para o cantor.
"Com grande pesar, o Esquadrão lamenta o falecimento do jamaicano-tricolor @jimmycliff, um dos maiores reggaemans da história, que abraçou nosso clube após inúmeras vindas a Salvador. Pai da cantora baiana @nabiyahbe, homenageada pelo Bahêa na campanha #BahiaDasArtes em agosto. Descanse em paz, mestre."
Jimmy também foi homenageado pela banda Ara Ketu, com quem gravou a música 'Samba Reggae'.
"Hoje homenageamos Jimmy Cliff, um gigante que marcou para sempre a música baiana. Em 1992, sua passagem pela Bahia e a gravação de “Samba Reggae” deram ao Ara Ketu sua primeira projeção internacional — um gesto generoso que ecoa até hoje em cada batida da nossa música. Recebemos com tristeza sua partida, mas seu legado vive em cada tambor, em cada voz, em cada ponte que une Jamaica e Bahia."
O cantor faleceu aos 81 anos. De acordo com a esposa do artista, Latifa, o cantor sofreu uma convulsão seguida de pneumonia. Jimmy deixa outros dois filhos com Latifa, Aken e Lilty, além de Nabiyah Be.
Filha de Jimmy Cliff, a cantora Nabiyah Be, de nacionalidade brasileira e jamaicana, foi escalada para interpretar a vilã Tilda Johnson, no filme “Pantera Negra”, da Marvel. A informação foi confirmada pela própria artista, que é baiana, nas redes sociais. "Nunca escondi um segredo por tanto tempo. Veja a primeira aparição de Tilda Johnson no teaser de Pantera Negra!", escreveu ela em sua conta no Twitter. Nabiyah nasceu em Salvador, mas mora em Nova York. Com lançamento previsto para fevereiro de 2018, o filme dirigido por Ryan Coogler conta ainda com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Danai Gurira, Forest Whitaker, Daniel Kaluuya, Martin Freeman, Angela Bassett, Sterling K. Brown e Andy Serkis no elenco.
Confira o trailer do filme:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral".
Disse o senador Otto Alencar (PSD) ao criticar a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada.