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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

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jeffrey epstein

Mensagens de Vorcaro mostram comparação entre banqueiro e Jeffrey Epstein: "Jeff tá amador demais"
Fotos: Reprodução / Departamento de Justiça dos EUA / Revista Piauí

Mensagens de WhatsApp extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e obtidas pela BBC News Brasil registram uma conversa na qual o investidor e um contato identificado como o empresário Flávio Carneiro fazem comparações com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein.

 

O diálogo ocorreu em 19 de dezembro de 2023, durante comentários sobre publicações do investidor Vladimir Timerman, gestor da Esh Capital e autor de denúncias contra operações do Banco Master. Um relatório da Polícia Federal reproduz uma captura de tela de uma postagem de Timerman em rede social, datada do dia anterior, que afirmava: "No meio das minhas investigações tenho convicção de que encontrei o Jeffrey Epstein brasileiro...". A publicação original não mencionava nomes.

 

Na troca de mensagens, Vorcaro escreveu "Jeff epstein" e "Carapuça caiu kkkk". Sequencialmente, o banqueiro afirmou ter percebido que a publicação se referia a outra pessoa. Carneiro respondeu: "Essa aí não tem sua cara pq o jeff tá amador demais", ao passo que Vorcaro rebateu com risos.

 

Procurado pela BBC News Brasil, Flávio Carneiro afirmou ser amigo de Vorcaro, ressaltando que nunca trabalhou para o banqueiro e que não tinha conhecimento de todas as suas atividades. Ele declarou não se recordar com exatidão do assunto da conversa, mas lembrou que o contexto envolvia a disputa entre Vorcaro e Timerman. "Acredito se tratar de um comentário sobre algum trecho de matéria publicada a respeito do tema entre eles", afirmou.

 

Vorcaro encontra-se preso preventivamente desde 4 de março de 2026, no âmbito de investigações sobre supostas fraudes no Banco Master.puração sobre suspeitas de exploração sexual. Além da apuração relativa a crimes financeiros, a Polícia Federal abriu uma investigação preliminar sobre suspeitas de exploração sexual de mulheres envolvendo o banqueiro.

 

Em diálogo datado de 18 de agosto de 2025, Vorcaro associou a realização de eventos sociais aos seus negócios ao responder à então namorada, Martha Graeff, que o questionava sobre a razão de seguir determinadas mulheres em redes sociais. "Fazia parte do meu business. Nunca te escondi o que fiz e pq fiz", escreveu. "Fiz festa com 300 desse tipo. Não quer dizer que fiquei."

 

Outros registros obtidos pelas autoridades indicam supostos pagamentos pela presença de mulheres em eventos e repasses adicionais caso houvesse envolvimento com convidados, além de propostas de investimento em agências de modelos e conversas sobre contratações e vistos.

 

Práticas semelhantes constam no histórico de Jeffrey Epstein, que financiou modelos no Brasil e avaliou propostas de investimento em agências brasileiras citadas no material examinado — negociações que não avançaram. Os documentos analisados não estabelecem qualquer ligação direta entre Epstein e Vorcaro.

 

Epstein foi condenado em 2008 nos Estados Unidos por crimes de prostituição envolvendo menor de idade. Preso novamente em 2019 sob acusação de tráfico sexual de menores, morreu na prisão antes do julgamento. Vorcaro não responde por esses crimes e não há qualquer suspeita de envolvimento de menores de idade no caso do brasileiro.

 

Em nota divulgada no dia 13 de outubro, a defesa de Vorcaro negou integralmente as acusações: "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei."

 

As mensagens detalham discussões sobre valores cobrados por presença em eventos. Em outubro de 2024, Vorcaro encaminhou a mensagem: "Presença 2 mil Se ficar com alguem 10 mil". Em fevereiro de 2025, uma interlocutora confirmou o recebimento de valores após alinhamento sobre um encontro.

 

Em setembro, o portal Metrópoles divulgou conversa de 7 de março de 2025 na qual uma mulher cobrava Vorcaro em nome de uma amiga, mencionando: "Ela disse que ficou com o kassio!". Vorcaro solicitou dados e valores para pagamento. O portal associou o nome ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou ao veículo ter encontrado a pessoa citada.

 

A assessoria de imprensa do ministro informou à BBC News Brasil que Nunes Marques jamais trocou mensagens com Vorcaro, não solicitou favores ao banqueiro e votou pela manutenção de sua prisão, acrescentando que o magistrado nunca autorizou terceiros a falarem em seu nome.

 

Diálogos entre Vorcaro e o empresário Tiago Polo indicam tratativas para investimentos no setor de modelos. Polo afirmou à reportagem que manteve relação estritamente profissional com o banqueiro, atuando em relações públicas e produção de eventos. "Nunca recrutei mulheres para encontros de natureza sexual, nem para Daniel Vorcaro nem para qualquer outra pessoa", declarou.

 

Polo explicou ter sido procurado em 2023 para sondar investimentos na área, com a recomendação de que o nome de Vorcaro permanecesse em sigilo nas tratativas iniciais. Em 19 de outubro de 2023, Polo sugeriu reunião com um diretor da Ford Models. Ao ser questionado por Vorcaro se a empresa estava à venda, Polo mencionou também a agência Allure e retransmitiu uma mensagem de outro interlocutor sobre a finalidade do negócio: "A ideia da agência seria uma forma de ajustar as meninas indiretamente". Vorcaro optou por avançar nas tratativas com a Ford Models.

 

A respeito da expressão "ajustar as meninas", Polo declarou que apenas repassou a declaração de terceiros e que suas conversas tratavam exclusivamente do mercado de moda. A Ford Models Brasil informou à BBC News Brasil que jamais manteve contato com Vorcaro ou Polo, não recebeu propostas comerciais, não está à venda e atua no segmento da moda sem prestar serviços de acompanhantes para eventos.

 

Em 30 de novembro de 2023, as conversas voltaram-se para a Allure. Polo sugeriu a aquisição integral ou parcial da agência. Vorcaro consentiu, afirmando que realizaria a operação por meio de um fundo de investimento. Em dezembro, Polo enviou arquivos relativas a minutas de contratos de compra e venda de quotas, mas os registros não confirmam a conclusão da compra.

 

A Allure Management informou que seu responsável, Felipe Nisti, conversou com Polo em 2023 sobre proposta de investimento voltada exclusivamente ao mercado publicitário e de moda. A empresa negou qualquer vínculo, contrato ou contato direto entre Nisti e Vorcaro. Polo confirmou que as tratativas não foram concluídas e não geraram remuneração.

 

As mensagens trazem ainda registros sobre vistos e contratações. Em 16 de fevereiro de 2024, Vorcaro escreveu a um interlocutor: "Vamos tirar visto famiglia", "Contratar todas allure" e "E marca entrevista", obtendo como resposta "Deixa comigo". As mensagens não identificam as mulheres citadas, o destino dos vistos nem comprovam a efetivação das solicitações.

 

A caracterização da exploração sexual exige análise sobre o formato do recrutamento, promessas feitas e o nível de autonomia das mulheres para recusar encontros e gerir seus ganhos, segundo Carlos H. Borlido Haddad, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas.

 

Lívia Miraglia, também professora da UFMG e coordenadora da mesma estrutura jurídica na Faculdade de Direito, destaca a necessidade de investigar o controle sobre finanças, deslocamentos, retenção de documentos e imposição de dívidas. "A avaliação é sempre concreta: a vulnerabilidade por si só não configura o crime, é preciso demonstrar que o agente se aproveitou dela", explica.

 

Quanto ao custeio de deslocamentos, Haddad esclarece que a transferência de recursos para viagens não constitui crime por si só, sendo indispensável comprovar o conhecimento da finalidade de exploração por meio de documentos, mensagens e depoimentos.

 

O auditor fiscal do trabalho Maurício Krepsky pontua que o recrutamento de mulheres em situação migratória instável pode configurar tráfico de pessoas para exploração sexual ou trabalho análogo à escravidão. Ele enfatiza, contudo, que a prestação voluntária de serviços sexuais por adultos é atividade lícita e resguardada pelas normas trabalhistas e de segurança do trabalho.

Sobreviventes de Jeffrey Epstein pedem US$ 6 mi em ação judicial contra espólio do financista
Foto: Departamento de Justiça dos EUA

Duas mulheres que se apresentam como sobreviventes de crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein entraram com uma ação judicial em Nova York pedindo pelo menos US$ 6 milhões, cerca de R$ 32 milhões, em indenizações. O processo foi protocolado na terça-feira (15) contra os responsáveis pela herança do ex-financista.

 

Identificadas pelos pseudônimos “Jane Doe” e “Amy”, as autoras também pedem que a Justiça determine a criação de um programa para localizar e notificar outras possíveis vítimas retratadas em imagens de abuso sexual infantil encontradas no acervo de Epstein.

 

A ação tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York e tem como réus Darren K. Indyke, ex-advogado de Epstein, e Richard D. Kahn, ex-contador do financista. Os dois são processados na condição de co-executores do espólio.

 

Segundo a petição, Jane Doe tinha cerca de 12 anos quando Epstein teria obtido fotos parcialmente nuas dela. As imagens, feitas originalmente para um estudo artístico, estariam guardadas em local trancado. Ela afirma que só descobriu posteriormente que o material havia sido mantido pelo financista para fins sexuais.

 

Já “Amy” afirma aparecer em imagens de abuso sexual infantil conhecidas como “Misty”, que circulam desde o fim dos anos 1990. De acordo com o processo, parte desse material foi encontrada entre os arquivos apreendidos de Epstein. A petição afirma que 38.934 imagens foram analisadas, mas que o processamento pelo programa de identificação de vítimas do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) ainda não havia sido concluído.

 

 

Além dos US$ 6 milhões, as autoras pedem uma indenização estatutária de US$ 150 mil para cada pessoa que venha a ser reconhecida pela Justiça como integrante da possível classe, além de danos compensatórios e punitivos. Jeffrey Epstein foi investigado por exploração sexual de menores e tráfico sexual. Ele morreu em 2019, enquanto estava sob custódia em Nova York, após ter sido preso naquele ano por acusações federais de tráfico sexual.

Governo dos EUA libera arquivos do caso Epstein sobre adolescente que teria sido estuprada por Trump
Foto: The Official White House

 

O Departamento de Justiça americano divulgou, nesta quinta-feira (5), documentos descrevendo várias entrevistas com uma mulher que acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estuprá-la nos anos 1980. As páginas, que pertencem ao FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA), haviam sido anteriormente retidas do vasto acervo de documentos relacionados ao abusador Jeffrey Epstein

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, as notas datilografadas descrevem entrevistas conduzidas pelo FBI com a vítima em 2019, na ocasião em que ela disse ter sido estuprada tanto por Epstein quanto por Trump. Ela fez a denúncia pouco depois de Epstein ter sido preso naquele ano sob acusações de tráfico sexual.

 

Suas acusações contra Trump remontam à década de 1980, quando ela era adolescente. O relato da mulher está entre uma série de acusações não comprovadas contra homens conhecidos contidas nos milhões de documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça.

 

O departamento já havia divulgado documentos descrevendo a existência dos memorandos liberados na quinta-feira, indicando que o FBI havia conduzido quatro entrevistas relacionadas às acusações dela e havia escrito resumos de cada conversa.

 

Mas apenas uma dessas entrevistas parecia estar incluída na divulgação inicial, o que levantou dúvidas sobre por que as três restantes estavam ausentes, já que a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro de 2025 pelo Congresso norte-americano, exigia que o governo divulgasse todos os arquivos investigativos relacionados a Epstein, sem revelar informações que identificassem suas vítimas.

 

Quando os arquivos foram tornados públicos no final de janeiro, autoridades descreveram o acervo como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso incluia acusações não corroboradas.

 

"Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020", disse o departamento em um comunicado.

Toto Wolff ironiza suspeitas sobre motor da Mercedes e faz referência a Caso Epstein
Foto: Divulgação / Mercedes

O clima nos testes de pré-temporada da Fórmula 1, no Bahrein, subiu de temperatura nesta quinta-feira (19). O chefe da equipe Mercedes, Toto Wolff, reagiu às recentes suspeitas de irregularidades técnicas que pairam sobre os novos motores da escuderia para 2026. Em coletiva, o dirigente austríaco chegou a comparar o nível das acusações ao escândalo de Jeffrey Epstein.

 

As especulações indicam que rivais estariam questionando a legalidade da relação de compressão das unidades de potência alemãs, além de supostas pendências na homologação do combustível fornecido pela Petronas.

 

Visivelmente incomodado com o que chamou de "histórias inventadas", Wolff utilizou uma comparação para desqualificar os rumores. Sob risos da imprensa presente no circuito de Sakhir, ele sugeriu que a próxima acusação poderia ser de cunho pessoal e igualmente absurda.

 

"Amanhã talvez inventem outra coisa, não sei: apareci nos papéis de Epstein!, vai saber o quê! Outra coisa absurda!", disparou o mandatário, referindo-se ao financista americano envolvido em uma rede de tráfico sexual que atingiu figuras da elite global.

 

O centro da disputa técnica envolve o novo regulamento de motores, que agora equilibra a potência em 50% térmica e 50% elétrica. Concorrentes suspeitam que a Mercedes teria encontrado uma brecha na medição da taxa de compressão para obter vantagem de potência.

 

Wolff, no entanto, foi enfático ao negar qualquer desvio nas normas da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

 

"Disseram que a relação de compressão (do motor) era algo ilegal, isso são bobagens, uma absoluta barbaridade", declarou o dirigente da Mercedes-AMG Petronas.

 

Outro ponto de desgaste é o combustível. Informações de bastidores sugerem que o produto da petroleira malaia Petronas ainda não teria recebido o selo de homologação necessário para o Grande Prêmio da Austrália, em 8 de março. Wolff também rechaçou a tese. 

 

"Depois inventam uma história segundo a qual nosso combustível seria ilegal, não sei de onde isso saiu, mas começa a circular", prosseguiu.

 

A situação é acompanhada de perto por McLaren, Alpine e Williams, equipes que também utilizam os motores Mercedes nesta temporada. Qualquer sanção ou necessidade de readequação técnica teria um efeito cascata em quase um terço do grid.

 

Apesar das declarações ácidas de Wolff, o paddock aguarda os relatórios oficiais da FIA. A expectativa é que, até a abertura oficial da temporada em Melbourne, todos os componentes técnicos e químicos passem pelo rigoroso processo de certificação da entidade máxima do esporte.

Franck Ribéry e advogado de Benzema são citados em documentos do Caso Jeffrey Epstein
Fotos: Reprodução / Instagram / @franckribery7 | Divulgação

ALERTA GATILHO: o texto a seguir apresenta informações que podem causar gatilhos para quem sofre com problemas psicológicos. O Centro de Valorização da Vida (CVV) conta com mais de quatro mil voluntários em todo o Brasil. A entidade é uma associação civil sem fins lucrativos e reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973 e presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar. Busque ajuda pelo telefone 188. O número gratuito e válido em todo o território nacional.

 

O ex-jogador e ídolo do Bayern de Munique, Franck Ribéry, foi mencionado em depoimentos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, conforme documentos publicados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O nome do francês surgiu em um registro no qual uma vítima afirma que ele e o advogado Sylvain Cormier teriam solicitado meninas de 14 anos em um estabelecimento descrito como parte de um circuito de exploração.

 

O documento traz um relato forte da vítima, que descreve uma tentativa de abordagem direta do atleta. Segundo o depoimento, Ribéry teria tentado agredi-la em seu próprio jardim após obter seu número e endereço, sendo contido e retirado do local por policiais. A vítima expressou sua surpresa e angústia ao perceber o que chamou de "braço da prostituição" retornando para buscá-la, justamente no momento em que tentava se reconstruir após anos de abusos familiares.

 

"Fiquei surpreendida ao ver a chegada do circuito da prostituição. Finalmente tinha conseguido libertar-me do meu progenitor predador e tinha finalmente encontrado a minha mãe, após anos de separação. Agora, tinha a impressão de que um braço da prostituição tinha voltado para me levar, como se eu tivesse de pertencer a eles", relatou a vítima nos autos oficiais.

 

É fundamental destacar que, apesar da gravidade do relato, não existe uma condenação ou confirmação judicial contra o atleta sobre este caso específico até o momento, tratando-se de alegações contidas nos autos tornados públicos.

 


Foto: Divulgação

 

Sylvain Cormier, também citado, é um advogado francês de renome que ficou conhecido por defender Karim Benzema (atualmente no Al-Ittihad) em casos polêmicos, como o "Caso Valbuena" e o "Caso Zahia". Neste último, ocorrido entre 2010 e 2014, o advogado defendeu o atacante de acusações de relações com uma prostituta menor de idade, focando na tese de que o jogador não tinha conhecimento da idade da jovem, o que resultou em sua absolvição.

 

CASO JEFFREY EPSTEIN
O caso Jeffrey Epstein é reconhecido como um dos escândalos mais graves das últimas décadas, expondo uma rede de abuso sexual e tráfico de menores que envolvia figuras influentes da política, da realeza e do empresariado mundial.

 

Epstein era um financista norte-americano que utilizava sua vasta fortuna e conexões poderosas para aliciar meninas em situação de vulnerabilidade, oferecendo falsas promessas de ajuda financeira ou carreiras promissoras para atraí-las ao seu círculo de exploração.

 

A trajetória judicial de Epstein foi marcada por controvérsias, começando em 2008, quando ele fechou um acordo na Flórida que foi duramente criticado pela opinião pública. Na ocasião, ele se declarou culpado apenas por crimes menores de prostituição, cumprindo uma pena leve de 13 meses em regime semiaberto.

 

O caso só ganhou nova força em 2019, após investigações jornalísticas detalhadas que levaram à sua nova prisão por tráfico sexual federal. As acusações apontavam que os abusos eram sistemáticos e ocorriam em suas propriedades de luxo em Nova York, Flórida e em sua ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas.

 

A morte de Epstein em sua cela, em agosto de 2019, encerrou o processo criminal contra ele, mas abriu caminho para uma série de teorias e novas investigações. Embora a causa oficial tenha sido suicídio, falhas graves no protocolo de segurança da prisão alimentaram suspeitas sobre as circunstâncias do ocorrido.

 

Mesmo sem o réu principal, a justiça avançou contra seus cúmplices, culminando na condenação de Ghislaine Maxwell em 2021, sentenciada por recrutar e facilitar os abusos cometidos pela rede de Epstein, mantendo o caso sob constante vigilância pública.

Pegadinha de Silvio Santos aparece em arquivos do caso Jeffrey Epstein
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um vídeo de pegadinha de um antigo programa de Silvio Santos aparece entre os arquivos oficiais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein. 

 

O material do caso foi liberado na última sexta-feira (30), com cerca de 3 milhões de páginas, 2.000 vídeos e 180 mil imagens produzidas durante as investigações sobre Epstein, condenado por abuso sexual de menores e encontrado morto em 2019. 

 

 

 

O vídeo da pegadinha se refere a um momento em que atores do programa brasileiro assustam pessoas na rua com um jato semelhante a um extintor de incêndio. Até o momento, no entanto, não há explicação oficial sobre o que motivou a inclusão desse vídeo nos documentos. 
 

Documentos do caso Epstein citam jogador Kristaps Porzingis, da NBA, em acusação não formalizada
Foto: Divulgação

Novos documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, divulgados na última quarta-feira (4), pelo Governo dos Estados Unidos, mencionam o nome do jogador da NBA Kristaps Porzingis. Os arquivos fazem referência a uma acusação de violação atribuída ao atleta, supostamente ocorrida em março de 2019, quando ele ainda defendia o New York Knicks. Apesar da citação, nenhuma denúncia formal foi apresentada à Justiça.

 

De acordo com o material revelado, Epstein teria enviado um e-mail com a pergunta "Você tem um investigador em quem confia?", sem identificação do destinatário. Os documentos também indicam que o então empresário entrou em contato com seu advogado para discutir a possível contratação de um investigador particular.

 


Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Segundo as informações contidas nos arquivos, a mulher envolvida no caso alegou que Porzingis teria oferecido US$ 68 mil (cerca de R$ 355 mil) para ajudar a pagar a faculdade de seu irmão, como forma de tentar “apaziguar” a situação. A polícia de Nova York, responsável pela apuração, apontou que, caso haja ligação direta entre o episódio e as comunicações atribuídas a Epstein, o caso pode ser enquadrado como uma tentativa de extorsão.

 

À época, a mulher apresentou um documento que supostamente teria sido assinado por ela e pelo jogador, estabelecendo um acordo entre as partes. Os advogados de Porzingis, no entanto, afirmaram que o documento era falso. A proximidade temporal entre o episódio envolvendo o atleta e as mensagens atribuídas a Epstein levantou suspeitas sobre uma possível conexão entre os casos, embora não haja confirmação oficial.

 

Kristaps Porzingis estava no Atlanta Hawks, mas foi envolvido em uma troca com Jonathan Kamunga para jogar no Golden State Warrios. Ele não foi formalmente acusado, e o caso não avançou judicialmente até o momento.

 

ALERTA GATILHO: o texto a seguir apresenta informações que podem causar gatilhos para quem sofre com problemas psicológicos. O Centro de Valorização da Vida (CVV) conta com mais de quatro mil voluntários em todo o Brasil. A entidade é uma associação civil sem fins lucrativos e reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973 e presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar. Busque ajuda pelo telefone 188. O número gratuito e válido em todo o território nacional.

 

CASO JEFFREY EPSTEIN
O caso Jeffrey Epstein é um dos escândalos mais graves e controversos das últimas décadas, envolvendo abuso sexual, tráfico de menores, poder econômico e conexões com figuras influentes da política, da realeza e do mundo empresarial.

 

Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano que construiu uma fortuna cercada de mistério e manteve uma rede de relacionamentos com pessoas extremamente poderosas. A partir dos anos 2000, ele passou a ser acusado de aliciar e abusar sexualmente de meninas menores de idade, muitas delas em situação de vulnerabilidade social, sob o pretexto de oferecer dinheiro, ajuda financeira ou oportunidades.

 

Em 2008, Epstein chegou a um acordo judicial extremamente controverso na Flórida. Apesar das acusações federais de tráfico sexual, ele se declarou culpado apenas por crimes menores relacionados à prostituição, cumprindo cerca de 13 meses de prisão em regime semiaberto, com autorização para sair diariamente para trabalhar. O acordo também garantiu imunidade a possíveis cúmplices, o que gerou forte indignação pública e críticas ao sistema judicial.

 

Em 2019, após uma série de reportagens investigativas, o caso voltou ao centro do debate. Epstein foi preso novamente, desta vez por tráfico sexual de menores em nível federal, com acusações mais amplas e penas que poderiam chegar à prisão perpétua. As investigações apontavam que os abusos ocorreram em diversas propriedades, incluindo mansões em Nova York, Flórida e uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas.

 

Pouco mais de um mês após ser preso, em agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela. A causa oficial foi declarada como suicídio por enforcamento, mas as circunstâncias — falhas de vigilância, câmeras inoperantes e guardas ausentes — alimentaram teorias de conspiração e suspeitas de negligência grave. A morte impediu que o processo avançasse e que ele respondesse formalmente às acusações em julgamento.

 

Mesmo após sua morte, o caso continuou a ter repercussões. Diversas vítimas moveram ações civis, e nomes ligados ao círculo de Epstein passaram a ser questionados. A mais conhecida associada foi Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 por ajudar a recrutar e abusar de menores.

Trump é citado em acusação de abuso sexual contra adolescente em arquivos do caso Epstein
Foto: Comitê da Câmara dos EUA/Reprodução

Documentos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30) citam uma acusação antiga de abuso sexual envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump. O material faz referência a uma denúncia segundo a qual uma adolescente, à época com 13 ou 14 anos, teria sido vítima de violência sexual décadas atrás, no estado de Nova Jersey. Trump não se manifestou sobre o conteúdo dos arquivos.

 

De acordo com os registros, a denúncia foi feita por uma pessoa que se identificou como amiga da suposta vítima. Um funcionário do Departamento de Justiça teria conversado com a denunciante, e o caso foi encaminhado ao escritório de Washington para possível apuração, conforme anotação oficial.

 

Os documentos não informam a data exata em que o suposto crime teria ocorrido nem indicam se a acusação resultou na abertura de investigação formal. Segundo os próprios registros, o relato se refere a fatos que teriam ocorrido há mais de 30 anos.

 

O Departamento de Justiça destaca que parte do material divulgado contém denúncias não verificadas e que os documentos devem ser analisados com cautela. Em divulgações anteriores relacionadas ao caso Epstein, por exemplo, houve a inclusão de conteúdos posteriormente considerados falsos e retirados dos arquivos oficiais.

 

No mesmo conjunto de documentos, aparecem outras acusações envolvendo Trump que, segundo a própria pasta, carecem de credibilidade. Entre elas está o relato de uma mulher que afirmou ter sido vítima e testemunha de um suposto esquema de tráfico sexual ocorrido entre 1995 e 1996 em um campo de golfe pertencente a Trump, na Califórnia. Essa denúncia também não resultou em confirmação oficial ou ação judicial conhecida.

Mensagens obtidas pelo Congresso dos EUA indicam que Trump tinha conhecimento sobre crimes de Jeffrey Epstein
Foto: White House

Democratas do Congresso dos EUA revelaram e-mails em que Jeffrey Epstein revela que o presidente Donald Trump teria "passado horas" na casa dele com uma de suas vítimas. As mensagens, divulgadas nesta quarta-feira (12), sugerem que o líder americano sabia mais sobre os crimes de Epstein, que incluem tráfico sexual, do que admite.

 

Trump nega firmemente ter qualquer envolvimento ou conhecimento do esquema de Epstein. Segundo ele, sua relação com o suspeito era amigável, mas houve uma separação.

 

No entanto, os democratas que integram o Comitê de Supervisão Americana afirmou que os e-mails, tirados de algumas das milhares de páginas recebidas, levantam novas questões sobre a relação entre o presidente e o suspeito. Os documentos foram publicados pelo jornal The New York Times.

 

Em uma das mensagens, Epstein afirma categoricamente que Trump "sabia sobre as garotas", que eram em sua maioria menores de idade. Em outra mensagem, Jeffrey pondera sobre como responder perguntas de jornalistas sobre a relação dos dois a medida em que Trump virou uma figura política.

 

"Esses últimos e-mails e correspondências levantam questões sobre o que mais a Casa Branca estaria escondendo e qual a natureza da relação entre Epstein e o Presidente", declarou o representando democrata do comitê, Robert Garcia.

 

Os três e-mails diferentes, que foram divulgados nesta quarta, fazem parte do acordo judicial, fechado na Flórida em 2008, onde promotores federais concordaram em não prosseguir com as acusações. Elas surgiram anos depois de Trump e Epstein relatarem um afastamento, no começo dos anos 2000.

 

Num e-mail de abril de 2011, Epstein disse a Ghislaine Maxwell, que mais tarde foi condenada por acusações relacionadas à facilitação de seus crimes: “Quero que você perceba que aquele cachorro que não latiu é Trump”. Ele acrescentou que uma vítima não identificada “passou horas na minha casa com ele, ele nunca foi mencionado”, ao falar com a confidente.

 

"Eu tenho pensado sobre isso", respondeu Maxwell.

 

Em um e-mail de janeiro de 2019, Epstein escreveu ao autor Michael Wolff sobre Trump: “É claro que ele sabia sobre as meninas quando pediu a Ghislaine que parasse”. Os democratas da Câmara, citando um denunciante não identificado, disseram esta semana que Maxwell estava se preparando para pedir formalmente a Trump que comutasse sua sentença de prisão federal.

 

Os e-mails foram fornecidos ao Comitê de Supervisão com uma parcela maior de documentos do espólio de Epstein que o painel solicitou como parte de sua investigação sobre Epstein e Maxwell, que cumpre pena de 20 anos por acusações de tráfico sexual.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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