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O advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu pagamentos que totalizam cerca de R$ 280 mil, por meio de uma empresa de consultoria que foi beneficiária de repasses de R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19) em reportagem do jornal Estado de S.Paulo. O jornal teve acesso a documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) referentes a movimentações do Banco Master.
De acordo com a reportagem, o banco de Daniel Vorcaro enviou R$ 6,6 milhões à empresa Consult Inteligência Tributária, e a JBS foi responsável por repasses de outros R$ 11,3 milhões, realizados entre agosto de 2024 e julho de 2025.
As transações correspondem à totalidade do que foi recebido pela empresa Consult no período em que o Coaf analisou. A empresa declarou faturamento de R$ 25,5 mil.
Entre os pagamentos feitos pela consultoria no mesmo período, levantados pelo Coaf por amostragem, foram identificados 11 pagamentos, que totalizam R$ 281.630,00, ao advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho do ministro Nunes Marques. Os pagamentos foram recebidos por meio do escritório de Kevin Marques, do qual ele é o único responsável, segundo os registros da Ordem dos Advogados do Brasil.
O Estadão obteve do Coaf a confirmação de que as transações da empresa Consult teriam sido “incompatíveis com a capacidade financeira, indicando que alguns dos valores podem ter origem não formal”. Ou seja, o documento do órgão do Ministério da Fazenda aponta que o entra e sai de dinheiro não bate com o volume movimentado até ali e que os altos repasses repentinos poderiam representar uso da firma apenas para passagem de recursos.
Em resposta à reportagem do Estadão, o escritório de Kevin de Carvalho Marques afirmou que o pagamento seria lícito e decorrente do exercício regular da advocacia. “A atuação para a empresa mencionada foi voltada ao fisco administrativo”, disse a nota.
O advogado afirmou que “nunca defendeu nenhum caso” no STF e rechaçou o que chamou de “tentativas de criminalização da advocacia e de interferência no sigilo profissional”.
Já a Consult explicou ao Estadão que a empresa foi criada há quatro anos para “expandir o atendimento às regiões Sul e Sudeste”, mas que o grupo atua desde 2004, com outro CNPJ, atendendo mais de 300 empresas. Sobre os pagamentos feitos por Master e JBS, a empresa afirmou que “prestou serviços de auditoria e consultoria tributária, bem como de desenvolvimento e implantação de sistemas destinados à execução e ao processamento de dados para fins de auditoria tributária, além de serviços de migração de dados às empresas desses grupos”.
Em relação aos pagamentos feitos ao filho do ministro Kássio Nunes Marques, a empresa disse que o valor pago ao advogado era por uma “prestação de serviços técnicos e de assessoria jurídica para a Consult, entre 2024 e 2025”.
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) deliberou pela inclusão da JBS no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja” do trabalho escravo no Brasil.
A decisão ocorre após a Justiça ter determinado, em dezembro do ano passado, que o nome da empresa fosse incluído no cadastro. Na ocasião, foi identificada uma tentativa do governo federal de barrar a divulgação por motivações políticas e econômicas, e não com base em critérios técnicos ou legais.
Na última segunda-feira, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que a JBS permaneça fora da lista. Segundo ele, haveria fragilidades na condução do processo administrativo que poderiam ser questionadas judicialmente.
Para o CNDH, no entanto, esse tipo de intervenção pode comprometer a autonomia da Auditoria-Fiscal do Trabalho, enfraquecer a política nacional de combate ao trabalho escravo e criar uma instância recursal não prevista na legislação. O órgão também alerta para o risco de retrocesso institucional e para o possível descumprimento de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área de direitos humanos.
A recomendação foi proposta pelo conselheiro Ismael Cesar e pela presidente do CNDH, Ivana Leal. Além do ministério, a recomendação foi enviada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Banco Central do Brasil, com pedido de acompanhamento e adoção de medidas que assegurem a efetividade da política de enfrentamento ao trabalho escravo no país.
O empresário Joesley Batista viajou a Caracas para dialogar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma tentativa de convencê-lo a considerar o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma transição pacífica de poder. A visita, descrita como independente e não oficial, ocorreu poucos dias depois de Trump telefonar a Maduro pedindo sua saída.
A iniciativa ocorre em meio ao histórico de relações comerciais e políticas da JBS no país, incluindo contratos de fornecimento de alimentos e interesses no setor de petróleo. Batista também mantém articulação política nos Estados Unidos, com registros de doações e contatos com líderes como Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Banco Bradesco negou que estaria negociando sua venda para a empresa do ramo alimentício JBS. Em posicionamento nesta terça-feira (22), o Bradesco afirmou que as supostas conversas se tratam de “fake news”, segundo publicado pelo portal BP Money.
A informação da possível venda foi divulgada em primeira mão pelo blog “Nem Amigo, Nem Inimigo”, que apagou a publicação original. O site afirmou que as herdeiras do Bradesco, inclusive, já teriam dado sinal verde para o seguimento da negociação.
Até o fechamento da reportagem, a empresa dos irmãos Batista não havia respondido ao pedido de esclarecimento quanto à suposta negociação.
O suposto interesse da JBS em um dos maiores bancos do Brasil não causaria estranheza no mercado. A sua controladora, J&F Investimentos, já atua no setor financeiro por meio do Banco Original, que opera principalmente nos segmentos corporativo, atacado e agro.
A JBS, companhia do setor alimentício, se articula para realizar a compra do Bradesco, obtendo o controle acionário do banco. De acordo com publicação da BP Money, a movimentação, inclusive, já teria o aval das herdeiras do fundador do Bradesco, Amador Aguiar.
Caso as irmãs, Lia, Lina e Maria Aguiar, confirmem o apoio na venda do banco, o movimento fortaleceria a JBS para ser a “nova dona do Bradesco”. Atualmente, o valor de mercado do banco é de R$ 152,11 bilhões.
A movimentação da empresa do ramo alimentício está alinhada com uma nova estratégia da JBS em adquirir controle de empresas em diversos setores. Ainda neste ano, a empresa anunciou suas intenções de adquirir a maior produtora de ovos da América do Sul, a Mantiqueira.
A JBS é uma empresa brasileira de alimentos que atua no processamento de carne e no segmento alimentício, em geral. Ela também comercializa produtos como couros, materiais de higiene e limpeza, colágeno, entre outros.
Nesta segunda-feira (21), a empresa anunciou que ptrevê uma receita líquida de R$ 409,4 bilhões até o final de 2024, de acordo com comunicado ao mercado.
Em pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou o arquivamento de uma investigação sobre a atuação da ONG Transparência Internacional na Operação Lava Jato. A ação está sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
Gonet afirma que o STF não tem competência para julgar o caso, porque não há autoridades com foro privilegiado envolvidas. As informações são do O Globo.
O PGR também argumenta não existirem “elementos mínimos de convicção que justifiquem a continuidade das investigações pelo Ministério Público Federal”. Conforme Gonet, os procedimentos internos do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso já foram realizados e "convergiram para juízos terminativos ou negativos de responsabilidade, sem expressão, até o presente momento, de suficiente standard probatório, seja para fins de sancionamento administrativo ou mesmo de provocação do Poder Judiciário em vias de persecução penal".
Dias Toffoli determinou em fevereiro que fossem enviados ele documentos do acordo de leniência da J&F, controladora da JBS, para investigar a atuação da Transparência Brasil. À época, o ministro defendeu a medida como necessária para apurar “eventual apropriação indevida de recursos públicos” por parte da ONG.
O ministro do STF também ordenou o envio de documentos relacionados ao acordo de leniência, incluindo um processo instaurado pela Corregedoria do MPF para verificar a atuação de membros da força-tarefa em acordos internacionais. A decisão foi tomada a pedido do deputado federal Rui Falcão (PT-SP), que apontou supostas irregularidades.
A Transparência Internacional divulgou, na época, nota afirmando serem "falsas as informações de que valores recuperados através de acordos de leniência seriam recebidos ou gerenciados pela organização".
A ONG disse que não recebeu ou receberia, direta ou indiretamente, "qualquer recurso do acordo de leniência do grupo J&F ou de qualquer acordo de leniência no Brasil." A organização afirmou ainda que nunca pleiteou papel de gestão sobre essas verbas.
Em 2019, diante de críticas no mesmo sentido, os procuradores da força-tarefa da Operação Greenfield, responsável pelo acordo, já haviam negado que a Transparência Internacional fosse gerir os recursos.
A JBS de Joesley Batista, empresário que grampeou conversas com o presidente Michel Temer, será tema de livro. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a obra tem previsão de lançamento para 2018, pela Companhia das Letras. Escrito pela jornalista Consuelo Dieguez, repórter da revista "Piauí", o livro abordará a delação premiada da empresa e a vida de seus sócios, os irmãos Joesley e Wesley Batista.
Artistas e celebridades se manifestaram publicamente, após o vazamento de gravações feitas pelo presidente da JBS, Joesley Batista, ocorrido nesta quarta-feira (17). Em uma das gravações, o presidente Michel Temer é flagrado dando aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (clique aqui). Em outra, o senador Aécio Neves pede R$ 2 milhões ao empresário (clique aqui). Lázaro Ramos, Xico Sá, Roger, Alexandre Frota, Leandra Leal, Ana Cañas, Otávio Muller e Laerte são alguns dos que se manifestaram das redes sociais. Enquanto um grupo pede eleições diretas com saída de Temer, além de sustentar a narrativa de golpe empreendido por ele para afastar Dilma Rousseff, outros famosos responsabilizam o PT pela ascensão do ex-vice e ironizam o discurso petista de que a operação Lava Jata trata-se de perseguição política.
Confira as manifestações:
Vá reformar sua vida no inferno e deixe a Nação em paz, Michel Temer
— xico sá (@xicosa) 18 de maio de 2017
O acordão nacional golpista foi pro brejo. Com STF, com tudo. E agora, profeta Jucá?
— xico sá (@xicosa) 18 de maio de 2017
— Leandra Leal (@leandraleal) 18 de maio de 2017
— Ana Cañas (@anacanas) 18 de maio de 2017
Vagabundos canalhas corruptos cadeira elétrica p vcs ladrões propineiros prisão perpétua é pouco pic.twitter.com/0KERrFFOrJ
— Alexandre Frota (@alefrotabrasil) 18 de maio de 2017
Temer canalha tapete de Dilma aprontou bem heinnn vai se consolar com a babá gostosa ,(nossa o Frota e machista ) chamou a babá de gostosa
— Alexandre Frota (@alefrotabrasil) 18 de maio de 2017
Esses caras da Friboi Eike ,Temer ,Lula ,Dilma Aécio Renan tinham que pegar perpétua vagabundos
— Alexandre Frota (@alefrotabrasil) 18 de maio de 2017
Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio Cunha // Pronto. O principal argumento dos PTs caiu. https://t.co/koAsHhiJZM
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) 17 de maio de 2017
Petista é xarope mesmo, né? Acham que um culpado "inimigo" anula a culpa do Lula...
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) 18 de maio de 2017
— Roger Rocha Moreira (@roxmo) 18 de maio de 2017
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.