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Primeiro brasileiro a subir ao pódio olímpico no taekwondo masculino, Maicon Andrade ficará fora das competições oficiais por dois anos. O atleta recebeu uma suspensão por violação das normas antidoping, conforme divulgação feita nesta sexta-feira (8) pela International Testing Agency (ITA).
A punição não está ligada a um exame positivo para substância proibida. O caso envolve falhas no cumprimento das obrigações de localização exigidas de atletas sujeitos a testes fora de competição. Esse sistema, conhecido internacionalmente como whereabouts, obriga competidores a informar com precisão onde estarão em determinados períodos, para que possam ser submetidos a exames surpresa.
Segundo o registro da ITA, Maicon foi enquadrado no artigo 2.4 do Código Mundial Antidoping. A infração foi registrada em julho do ano passado, dentro de processo administrado pela World Taekwondo. O período de inelegibilidade começou em 19 de janeiro deste ano e vai até 18 de janeiro de 2028.
Na prática, o brasileiro fica impedido de disputar eventos oficiais durante o período da sanção. A decisão aparece no sistema da ITA como uma "sanctioning decision", classificação usada para casos encerrados com aplicação de punição.
Maicon Andrade marcou seu nome na história do esporte brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Na categoria acima de 80kg, ele venceu o britânico Mahama Cho na disputa pelo bronze e garantiu a primeira medalha do país no taekwondo masculino em Olimpíadas.
O ITA (Agência Internacional de Testagem) revelou nesta quinta-feira (19), que encontrou 45 violações de regras durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Ainda segundo a agência, cinco atletas foram pegos e outros 40 desrespeitaram as regras.
O ITA revelou que foram feitas 6130 coletas de 4150 atletas diferentes, utilizando urina, sangue e o teste de sangue seco para a realização dos exames. 39% do total de atletas competidores foram testados com prioridade para as grandes potências: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, França e China.
Os cinco testes positivos que resultaram em suspensão, entretanto, não pertencem a estes países. Foram dois no judô, um no atletismo, natação e boxe com substâncias anabolizantes ou diuréticas, com os atletas sendo desclassificados das suas provas. Foram atletas de: Afeganistão, Bolívia, Congo, Iraque e Nigéria.
As 40 violações descobertas não foram especificadas, sendo citadas desrespeito as regras de testagem, mas não houve caso utilizado como exemplo. Agora, todos os testes serão guardados por 10 anos, podendo ser abertos e reanalisados com o desenvolvimento de novos testes e tecnologias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
José Múcio Monteiro
"Precisamos ver onde podemos ajudar mais. A simpatia que o meu presidente tem pela Venezuela é absoluta. A partir de agora, Brasil e Venezuela são um só país".
Disse o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro após reunião nesta terça-feira com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas. O encontro está marcado para as 14h, horário de Brasília. Pela manhã, Múcio já havia se reunido com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, com quem conversou sobre a ajuda que o Brasil vem enviando ao país após os terremotos da semana passada.