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isaac edginton
Reclamar. Ato de queixar-se, protestar ou reivindicar direitos. Mas quando se torna recorrente, a reclamação passa a ser um grande problema na sociedade. E pensando na cultura da reclamação, o executivo Isaac Edginton, presidente da Saltur, escreveu o primeiro livro da carreira como escritor, ‘Já Deu, Né?’, pela Editora Noir.
A obra foi lançada nesta quinta-feira (19), em um evento para convidados no Cocar Showroom Brands, no Rio Vermelho.
Prestigiado por amigos, familiares e personalidades baianas, como os cantores Paulinho Boca, Carla Cristina, Adelmo Casé, além de empresários, como Washington Paganelli, e políticos, Edignton deu início a nova fase com o que ele chama de movimento.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Isaac conta que o livro surgiu de um incômodo antigo. O ‘Já Deu, Né?’, existia, ao menos na cabeça do escritor, há alguns anos, mas só em 2026 saiu da mente para o papel.
“Isso é algo que me incomodava desde criança e isso foi crescendo ao longo do tempo. Muitas experiências que eu tive, seja dentro da minha família, seja no ambiente de trabalho, isso foi se expandindo. Essa coisa de ter um livro é uma das únicas coisas que ainda não tinha feito na minha vida, da realização pessoal. E eu fiquei durante muitos anos pensando: o que poderia ser esse livro? E aí esse tema surgiu a três anos atrás, eu comecei a trabalhar profundamente nisso. E de fato, o que a gente está lançando hoje, não é nem só um livro, é um movimento para que a gente comece a mobilizar as pessoas para a gente sair do piloto automático, da reclamação, do dia a dia e para sair com uma proposta construtiva, construir a nossa vida ali, contribuir com a nossa cidade, contribuir com todos aqueles que estão à nossa volta.”
Com a provocação “Reclamar é humano. Construir é escolha”, a obra de Isaac propõe ao público uma reflexão diante de tantas queixas: o que você está ajudando a construir, dentro de si e ao redor?
Segundo Isaac, o livro faz um convite ao pensamento positivo construído com base em fundamentos de neurociência, psicologia, linguagem e filosofia prática.
O presidente da Saltur, no entanto, ressalta, que a proposta do livro não é silenciar críticas legítimas, mas diferenciar a reclamação improdutiva da ação que gera transformação.
“A proposta trazer essa reflexão baseada na neurociência, baseada na minha experiência profissional e baseada numa bibliografia muito interessante, que a gente vai descobrir e oferecer para as pessoas essa oportunidade de dar uma virada de página e passar a ser muito mais contundente. A gente já tem muita gente criticando, a gente precisa ter agora mais construtores.”
Com mais de 30 anos de atuação nas áreas de gestão, comunicação, sustentabilidade e governança, Edington tem trajetória marcada por projetos de grande escala, como a Copa do Mundo de 2014 em Salvador e inovações na governança do Carnaval da capital baiana durante sua gestão à frente da SALTUR.
Ao ser questionado pelo BN sobre como a atuação, especialmente na política, o inspirou na construção do livro, Edington foi direto: sim.
Em contato com uma área alvo de diversas queixas, a política, o empresário falou sobre como estar no meio fez com que ele trabalhasse a mente para não cair no ciclo e se tornar um dos reclamadores retratado no livro.
“Imagine se a gente fosse parar de fazer o que a gente faz por conta das reclamações. Eu acho que, inclusive, nos últimos anos, essa experiência profissional que eu tive na prefeitura, além da minha experiência da iniciativa privada, potencializou ainda muito mais. E, afinal, enquanto é iniciativa pública, você trabalha muito do dia a dia de uma comunidade, de uma cidade inteira. Então, muitas vezes as pessoas estão muito mais preocupadas em procurar dentro de tudo aquilo que está sendo feito de forma positiva, algo que sirva para reclamar. Então, o que a gente procura é nos concentrar no que é positivo para a gente, de fato, começar um grande movimento de transformação da sociedade.”
A obra conduz o leitor do diagnóstico comportamental à prática, abordando desde o “Ciclo da Reclamação” até sua dimensão urbana e digital, refletindo sobre o impacto da cultura da queixa nas cidades e nas redes sociais.
Com prefácio de Oscar Motomura, fundador da Amana-Key e uma das principais referências brasileiras em liderança e estratégia organizacional, a obra traz ainda uma referência a Irmã Dulce, considerada por Isaac como símbolo da construção pela ação.
Parte da receita será destinada às Obras Sociais Irmã Dulce, e um QR Code ao final da publicação convida o leitor a transformar reflexão em ação concreta por meio de doação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Sou uma pessoa pública. Todas as minhas ações são passíveis de questionamento".
Disse o senador Carlos Viana (Podemos-MG) ao declarar que responderá “com a maior tranquilidade” aos questionamentos do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sobre possíveis irregularidades em emendas repassadas à Fundação Oásis, ligada à Igreja da Lagoinha.