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A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.
Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.
ESTADOS UNIDOS
Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.
Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.
A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.
Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.
CIDADES-SANTUÁRIO
A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.
Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.
CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ
Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.
Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.
A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.
Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.
O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.
Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.
Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.
MÉXICO
Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.
A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.
Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica.
O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.
A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL
Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.
Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.
Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície.
Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.
“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”
Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.
Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986.
Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.
ACERTOS FINAIS
Para os torcedores que seguirão rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.
O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador.
Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos.
Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.
CANADÁ
Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.
A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.
Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.
CONTROLE DE FRONTEIRAS
Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.
Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.
Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.
DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.
O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede.
Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.
INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE
Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.
Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.
Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.
Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (17) que o “tempo está se esgotando” para o Irã, em publicação na rede social Truth Social. O republicano advertiu que é “melhor eles se mexerem rápido, ou não sobrará nada deles”, em referência ao governo iraniano.
A declaração ocorre dias após encontros diplomáticos envolvendo o ex-presidente norte-americano e o líder chinês Xi Jinping, nos quais, segundo a Casa Branca, foram discutidas tensões no Oriente Médio e a posição de que o Irã não deve desenvolver armas nucleares.
Trump também voltou a fazer críticas ao governo iraniano em meio ao cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, afirmando que a trégua é “incrivelmente frágil”. Em falas recentes, ele já afirmou que não será “muito mais paciente” com as autoridades do país.
O ex-presidente voltou a defender o plano norte-americano para a região, dizendo que impedir o Irã de obter armas nucleares é essencial para evitar uma escalada de conflitos no Oriente Médio. Segundo ele, caso isso ocorra, haveria risco de expansão da guerra para outras regiões.
A Casa Branca também afirmou que Estados Unidos e China concordaram sobre a necessidade de manter abertas rotas marítimas estratégicas por onde circula parte significativa do petróleo e gás consumidos no mundo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (5) o Papa Leão XIV ao comentar sobre o conflito envolvendo o Irã. O líder do execultivo afirmou que as declarações do pontífice podem representar risco aos religiosos.
“Não acho isso correto. Ele pode estar colocando em risco muitos católicos e outras pessoas. [...] Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear”, disse em entrevista ao apresentador Hugh Hewitt.
Apesar das críticas, o papa não defendeu publicamente o acesso do Irã a armamentos nucleares. O pontífice tem reiterado publicamente sua oposição a conflitos armados e à escalada de tensões no Oriente Médio.
A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.
A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.
"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.
A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.
"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.
"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.
Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.
Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.
O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.
Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".
A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.
O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.
O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Irã está confirmado na Copa do Mundo de 2026 e disputará suas partidas nos Estados Unidos, mesmo diante das tensões recentes envolvendo o país.
Durante discurso no 76º Congresso da entidade, realizado em Vancouver, no Canadá, o dirigente reforçou a participação da seleção iraniana e destacou o papel do futebol como instrumento de união.
"Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, é claro, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026. E, é claro, o Irã jogará nos Estados Unidos. O motivo é simples: temos de nos unir, unir as pessoas, é a nossa responsabilidade. O futebol une o mundo", disse. Em seguida, completou: "Temos de sorrir, ser felizes, ser positivos. Muitas pessoas tentando dividir o mundo, se ninguém unir, o que acontecerá? Temos essa oportunidade, temos a Copa, muito poderosa, tem a mágica de nos unir. Juntos somos invencíveis".
A presença do Irã no torneio chegou a ser questionada após a escalada de conflitos envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel, iniciada em fevereiro. Ainda assim, Infantino já havia sinalizado anteriormente que a seleção estaria garantida na competição, apesar de declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que levantou dúvidas sobre a segurança dos iranianos em território americano.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e está programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã integra o Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com todos os jogos previstos para os Estados Unidos.
A estreia iraniana será diante da Nova Zelândia, no dia 15 de junho, em Los Angeles. Na sequência, a equipe enfrenta a Bélgica, também na cidade californiana, em 21 de junho. O último compromisso da fase de grupos será contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle. Em caso de classificação, a equipe seguirá atuando exclusivamente em solo norte-americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou neste sábado (25) o envio de negociadores norte-americanos a Islamabad, no Paquistão, onde ocorreria a segunda rodada de negociações com representantes do Irã sobre a guerra no Oriente Médio.
Segundo publicação de Trump na rede Truth Social, a decisão foi motivada por divergências internas na liderança iraniana e pela recusa de autoridades do país em dialogar diretamente com os enviados dos EUA. “Eu acabei de cancelar a viagem de meus representantes a Islamabad para se encontrar com os iranianos”, escreveu.
A Casa Branca havia informado anteriormente que os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner embarcariam para o Paquistão, onde se reuniriam com o chanceler iraniano, Abbas Aragchi.
Aragchi esteve em Islamabad, mas não se reuniu com representantes norte-americanos. Segundo agências internacionais, o chanceler iraniano entregou as exigências de Teerã a mediadores paquistaneses e deixou o encontro sem diálogo direto com os EUA.
Após o cancelamento, Aragchi afirmou que a visita foi “frutífera” e questionou a disposição dos Estados Unidos para avançar nas negociações. “Ainda temos de ver se os EUA são sérios em relação à sua diplomacia”, disse.
A decisão ocorre um dia após Trump afirmar que havia confiança em avanços nas tratativas. O impasse interrompe a continuidade das negociações iniciadas há três semanas, quando representantes se reuniram presencialmente.
O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou como “vergonhosa” a proposta do governo de Donald Trump de substituir a seleção do Irã pela italiana na Copa do Mundo de 2026. A mudança foi solicitada pelos Estados Unidos à Fifa na última quarta-feira (22).
A informação foi divulgada pelo enviado especial do país norte-americano para Negócios Globais, Paolo Zampolli, ao jornal Financial Times.
O ministro do Esporte, Andrea Abodi, também afirmou não ter gostado da ideia em entrevista à agência italiana LaPresse. "Primeiro, não é possível; segundo, não é apropriado... Você se classifica em campo".
A participação do Irã nesta edição da Copa do Mundo — que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México — foi colocada em questão após o início das tensões bélicas entre o país e os EUA. A Itália disputou a repescagem do torneio, no entanto, não conquistou a vaga após perder para a Bósnia na final dos play-offs.
Apesar da tentativa norte-americana, a Fifa afirmou, nesta quinta-feira (23), em entrevista à BBC, que não substituirá a seleção do Irã pela da Itália na Copa. Segundo a fonte ouvida pela rede britânica, a entidade não tem planos para realizar a troca, que só seria considerada se o Irã desistisse oficialmente da competição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a redução do PIS/Cofins sobre a gasolina nesta quinta-feira (23). A medida integra uma série de medidas do governo federal para tentar conter o avanço dos preços dos combustíveis. Os valores têm escalado desde que os Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irã, em março deste ano.
Segundo a Folja de São Paulo. a principal preocupação de Lula é que esse aumento tem potencial de impactar negativamente o desempenho do petista nas urnas das eleições deste ano, em um contexto no qual seu principal concorrente à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), cresce nas pesquisas de intenção de voto.
Em março, o governo de Lula anunciou a desoneração do PIS/Cofins e uma subvenção de R$ 0,32 por litro para o diesel nacional e importado.
Depois, ampliou a subvenção para R$ 1,52 por litro no caso importado e R$ 1,12 no nacional, em um custo que será partilhado também com os governos estaduais, e adicionou um custeio de R$ 850 sobre a tonelada do gás de cozinha importado —cerca de R$ 11 por botijão de 13 kg.
Também desonerou o PIS/Cofins do querosene de aviação e do biodiesel, concluindo um pacote de custo estimado superior aos R$ 30 bilhões.
A expectativa é que este valor seja pago por um aumento na arrecadação com a exportação de petróleo, já que o preço do barril no mercado internacional está altíssimo e empresas do Oriente Médio estão com dificuldade de circular seu produto pelo mundo, graças ao fechamento de Hormuz, o que cria uma oportunidade para o mercado brasileiro.
HORMUZ
Uma das principais consequências da guerra foi o fechamento do estreito de Hormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
O resultado foi que o preço do barril disparou, ultrapassando os US$ 100 no caso do Brent, a referência para o comércio internacional, e afetando os combustíveis no mundo inteiro no caso brasileiro, sobretudo o diesel, já que a gasolina é praticamente garantida pela produção nacional.
O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura do Estreito de Ormuz para a passagem de embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos. A medida foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã e é valida até a quarta-feira (22), data final do acordo realizado com os Estados Unidos.
"De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro Abbas Araghchi.
A rota, essencial para o transporte de petróleo, estava fechada desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro. Com a medida, todos os navios poderão navegar livremente.
A ampliação da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em Estados Unidos, México e Canadá, marca uma inflexão importante para seleções da Ásia e da Oceania. Com o aumento de 32 para 48 participantes, as confederações Confederação Asiática de Futebol e Confederação de Futebol da Oceania passam a ter maior representatividade, alterando o peso competitivo de regiões historicamente periféricas no cenário mundial.
A AFC, que tradicionalmente contava com quatro ou cinco vagas, passa a ter oito classificações diretas, além de uma possibilidade adicional via repescagem intercontinental. Já a OFC, que nunca teve vaga direta garantida, assegura pela primeira vez um representante automático, além de também disputar a repescagem. A mudança reduz a dependência de confrontos eliminatórios contra seleções de outros continentes — historicamente um obstáculo para equipes da Oceania — e amplia o leque competitivo asiático.
No contexto das Eliminatórias, a Ásia confirmou um grupo diversificado de seleções para 2026. Entre elas, nomes tradicionais como Japão, Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita mantêm protagonismo, enquanto outras equipes consolidam crescimento recente, como Austrália — integrante da AFC desde 2006 — e Catar, que busca continuidade após sediar o Mundial de 2022.
O Japão chega como uma das seleções mais organizadas do continente, com forte presença de jogadores em ligas europeias e campanhas consistentes nas últimas Copas — disputou todas desde 1998, tendo alcançado as oitavas de final em quatro ocasiões, incluindo 2022. A Coreia do Sul, semifinalista em 2002, segue como potência regional e presença frequente — estará em sua 11ª participação consecutiva. O Irã, dominante nas Eliminatórias asiáticas, tenta superar a barreira histórica da fase de grupos, enquanto a Arábia Saudita busca repetir feitos como a vitória sobre a Argentina em 2022.
A Austrália, por sua vez, mantém regularidade desde que migrou para a AFC, tendo disputado as últimas cinco Copas (a mais recente em 2022, quando chegou às oitavas). Já o Catar vive um momento de reconstrução, após campanha abaixo das expectativas como anfitrião em 2022, sua estreia em Mundiais.
Outras seleções asiáticas aparecem como possíveis estreantes ou retornos relevantes, reflexo direto do aumento de vagas. Países como Uzbequistão e Jordânia, historicamente competitivos em nível continental, entram no ciclo com chances reais de classificação inédita, algo raro no formato anterior.
Na Oceania, a Nova Zelândia desponta como principal beneficiada. Tradicional dominante regional, a equipe disputou apenas duas Copas (1982 e 2010) e, até então, dependia de repescagens contra seleções mais fortes. Com a vaga direta assegurada à OFC, os neozelandeses chegam como favoritos naturais à classificação e podem retornar ao Mundial após 16 anos.

Jogadores da Nova Zelândia comemorando gol | Foto: Reprodução/Instagram (@nzallwhites)
O histórico de Ásia e Oceania em Copas do Mundo ainda é limitado quando comparado a Europa e América do Sul, mas registra avanços pontuais. A melhor campanha asiática segue sendo o quarto lugar da Coreia do Sul em 2002. Além disso, Japão e Coreia do Sul acumularam presenças frequentes em oitavas de final, enquanto seleções como Arábia Saudita (1994) e Austrália (2006 e 2022) também alcançaram essa fase.
Já a Oceania tem participação muito mais restrita: além da Nova Zelândia, apenas a Austrália — antes de migrar para a AFC — representou a região, com destaque para 2006, quando chegou às oitavas. Em termos históricos, nenhuma seleção da OFC venceu uma partida em fase eliminatória de Copa.
No cenário de 2026, algumas marcas podem ser quebradas. A Ásia pode atingir seu maior número de seleções em oitavas de final em uma mesma edição, impulsionada pelo aumento de vagas e pelo novo formato que permite a classificação de terceiros colocados. Há também a possibilidade de estreias inéditas e de ampliação do número de participações consecutivas de seleções como Japão e Coreia do Sul. Pela Oceania, a expectativa é de encerrar o longo jejum sem vitórias em Copas, caso a Nova Zelândia avance de fase.
O novo formato do torneio — com 12 grupos de quatro seleções — altera a dinâmica competitiva. Para equipes asiáticas e da Oceania, a possibilidade de avançar como uma das melhores terceiras colocadas reduz a pressão por campanhas quase perfeitas na fase inicial, algo que historicamente limitava essas seleções.
Na repescagem intercontinental, o ciclo para 2026 também evidenciou evolução. Seleções asiáticas tiveram desempenho competitivo contra adversários de outras confederações, refletindo maior equilíbrio técnico global. A presença ampliada nesses playoffs reforça o crescimento estrutural da AFC. Já a OFC, embora ainda enfrente limitações, ganha relevância ao participar de forma mais consistente do processo classificatório.
Para além do futebol, Ásia e Oceania carregam enorme diversidade cultural, que também se reflete no estilo de jogo. A Ásia reúne tradições milenares, com sociedades que valorizam disciplina, coletividade e organização — características frequentemente observadas em campo. Já a Oceania, composta por nações insulares e forte influência indígena e colonial, apresenta uma identidade esportiva marcada por intensidade física e resiliência.
A leitura do atual ciclo de preparação para a Copa de 2026 reforça que Japão e Coreia do Sul não apenas mantêm protagonismo asiático, mas chegam com gerações tecnicamente mais qualificadas e internacionalizadas — sobretudo pela presença massiva de jogadores em ligas europeias.
No caso japonês, o momento é considerado um dos mais promissores de sua história recente. A base da equipe que vem sendo utilizada ao longo das Eliminatórias e amistosos internacionais é formada por atletas que atuam em alto nível no futebol europeu, o que tem elevado o patamar competitivo da seleção. Nomes como Takefusa Kubo, destaque na Espanha, Kaoru Mitoma (ainda que eventualmente ausente por lesões), Daichi Kamada e Takumi Minamino formam a espinha dorsal ofensiva, combinando velocidade, mobilidade e capacidade de jogo entrelinhas.
No meio-campo, a seleção japonesa se estrutura a partir de Wataru Endo, que atua como elemento de equilíbrio e liderança tática — peça recorrente nas escalações do ciclo — ao lado de jogadores como Ao Tanaka. Já no setor defensivo, nomes como Ko Itakura e Takehiro Tomiyasu (quando disponível) sustentam uma linha defensiva mais sólida e adaptada ao ritmo europeu.
O ataque também apresenta variedade de opções, com Ayase Ueda, Daizen Maeda e Ritsu Doan frequentemente utilizados no ciclo recente. Esse conjunto de jogadores evidencia um Japão mais versátil taticamente, capaz de alternar entre posse de bola e transições rápidas — característica que se refletiu em resultados relevantes em amistosos contra seleções campeãs mundiais ao longo do ciclo, reforçando sua competitividade internacional.
De acordo com convocações recentes, a base da equipe tem sido relativamente estável, com presença recorrente de atletas que atuam em ligas como Premier League (Inglaterra), Bundesliga (Alemanha), La Liga (Espanha) e Ligue 1 (França), algo que diferencia essa geração de ciclos anteriores e amplia a experiência internacional do elenco.

Time titular da seleção japonesa antes de amistoso | Foto: Reprodução/Instagram (@japanfootballassociation)
Já a Coreia do Sul mantém uma estrutura mais consolidada em torno de lideranças técnicas e de um núcleo ofensivo bem definido. O principal nome segue sendo Son Heung-min, capitão e referência histórica da seleção, além de ser o jogador com mais partidas pela equipe nacional e um dos maiores artilheiros de sua história. Mesmo em um momento de questionamentos sobre desempenho, o próprio comando técnico reforça sua centralidade no grupo, tratando-o como “o coração da equipe” no atual ciclo.
Ao redor de Son, a Coreia do Sul construiu uma base ofensiva que aparece com frequência nas convocações, com nomes como Hwang Hee-chan, Lee Kang-in e Cho Gue-sung, além de opções mais jovens que vêm sendo integradas progressivamente ao elenco. Jogadores como Oh Hyeon-gyu e Yang Min-hyeok representam essa renovação ofensiva, aparecendo com regularidade em listas recentes.
No meio-campo, a equipe sul-coreana mantém um perfil dinâmico, com atletas que combinam intensidade física e capacidade de transição, enquanto a defesa ainda busca maior estabilidade — ponto que tem sido trabalhado ao longo dos amistosos preparatórios.
Assim, tanto Japão quanto Coreia do Sul chegam ao ciclo final pré-Copa com estruturas consolidadas, mas com características distintas: os japoneses apoiados em uma geração amplamente inserida no futebol europeu e em evolução coletiva, enquanto os sul-coreanos mantêm uma espinha dorsal mais experiente, liderada por Son, ao mesmo tempo em que promovem renovação gradual. Em comum, ambas refletem o avanço técnico do futebol asiático e chegam a 2026 com potencial real de protagonismo maior do que em edições anteriores.
Assim, a Copa de 2026 se desenha como a mais inclusiva da história para esses continentes. Mais do que ampliar números, o novo formato cria condições para que Ásia e Oceania deixem de ser coadjuvantes ocasionais e passem a ocupar, de forma mais consistente, espaços competitivos no cenário global do futebol.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos de interromper o cessar-fogo no território iraniano. O líder confirmou que duas ilhas iranianas foram bombardeadas nesta quarta-feira (8). Após ataque, o Estreito de Ormuz voltou a ser fechado no Golfo.
Segundo agências estatais, o Irã também ameaçou romper o cessar-fogo caso o Exército israelense não interrompa os ataques ao Líbano. O Ministério da Saúde libanês aponta a morte de 254 pessoas morreram nos ataques aéreos de Israel ao país apenas nesta quarta, e o número pode aumentar quando contabilizadas as vítimas sob os escombros.
De acordo com informações do G1, o Irã prometeu punir Israel pelos "ataques ao Hezbollah que violaram a trégua", e as Forças Armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques".
Os bombardeios israelenses em larga escala ocorreram após o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ter dito que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano.
Em pronunciamento nesta terça-feira (7), por meio da rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”. A ameaça é direcionada ao Irã, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz.
"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", afirmou.
Após várias declarações atribuídas por autoridades iranianas mostrando que Teerã não deve ceder, Trump disse que não quer "que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.
A Fox News, o presidente norte-americano teria dito a um repórter do canal que “até 8pm vai acontecer”, em relação ao horário-limite dado a Teerã para fechar um acordo. A referência é o horário de Washington e equivale às 21h de Brasília.
"Ele disse que, se chegarmos a esse ponto, haverá um ataque como nunca se viu antes. E ele mantém essa posição até o momento. Agora, ele disse que se as negociações avançarem hoje e houver algo concreto, isso pode mudar. Mas, neste momento, ele não quis apostar que isso vai ocorrer. Só disse que as negociações estão avançando com os planos que temos", disse o repórter Brett Baier.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas estratégicas do planeta: cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali. O Irã fechou praticamente a passagem desde que os EUA e Israel bombardearam seu território em 28 de fevereiro, o que desencadeou repercussões nos preços mundiais do petróleo e do gás.
O Irã rejeitou nesta segunda-feira (6) uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo temporário. Segundo Teerã, os Estados Unidos não demonstram disposição para negociar uma trégua permanente.
A posição iraniana foi divulgada poucas horas após um ataque aéreo atribuído a Israel matar Majid Khademi, comandante da inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica. A morte foi confirmada pelo próprio grupo, que responsabilizou o que chamou de “inimigo americano-sionista”.
A tensão aumentou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou ordenar ataques contra infraestruturas iranianas, como usinas e pontes, caso o estreito não seja reaberto.
O republicano havia estabelecido um prazo até a noite desta segunda-feira, mas depois adiou o ultimato para terça-feira (7).
O governo do Irã solicitou às autoridades portuárias responsáveis pelo Estreito de Ormuz autorização para a passagem de navios que transportam ajuda humanitária. A informação foi divulgada pela agência estatal Tasnim.
De acordo com a publicação, o chefe da Organização Portuária iraniana deverá adotar as medidas necessárias para viabilizar o trânsito dessas embarcações. Uma lista com navios considerados “relevantes” foi elaborada, e empresas envolvidas nesse tipo de transporte devem receber documentos oficiais garantindo a liberação.
O Estreito de Ormuz se tornou um dos principais pontos de tensão após o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã. Sob controle iraniano, o canal é responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial.
Com a intensificação dos ataques, o Irã chegou a fechar a passagem e ameaçou atingir embarcações que tentassem atravessá-la, o que provocou alta no preço do petróleo no mercado internacional.
O país já passou a permitir a travessia de navios de nações consideradas neutras, ou seja, que não participam nem apoiam ações militares contra o território iraniano. Desde a última quinta-feira (2), embarcações vindas da França, Omã e Japão já cruzaram o estreito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (4), que caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto ou o país não aceite negociar nas próximas 48 horas, “o inferno reinará” sobre a nação iraniana.
Trump também mencionou um prazo anterior de dez dias dado ao Irã, afirmando que o tempo está perto do fim. Apesar disso, o governo iraniano nega ter concordado com qualquer tipo de negociação com os norte-americanos.
“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando - 48 horas antes que o inferno reine sobre eles”, escreveu o presidente.
O conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, já dura mais de um mês e segue sem perspectiva de resolução. E o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece fechado desde o início da guerra.
Em outro momento, Trump chegou a afirmar que o “novo regime” iraniano seria mais razoável que o anterior e indicou a existência de negociações diplomáticas. Ainda assim, manteve o tom de ameaça, mencionando possíveis ataques a pontos estratégicos do país.
Por sua vez, o Irã acusa os Estados Unidos de planejarem uma ofensiva terrestre de forma reservada, enquanto publicamente sinalizam disposição para o diálogo.
A noite da última quinta-feira (2) foi marcada por cenas de caos e desespero em Tel Aviv, após uma ofensiva com mísseis lançados pelo Irã contra o território israelense, conforme imagens ao vivo veiculadas pela Fox News.
Com o soar das sirenes de alerta e as detonações ocorrendo em pontos próximos, motoristas e passageiros abandonaram seus veículos no meio das pistas, gerando uma paralisação total do tráfego.
Veja vídeo:
???? Pânico absoluto em Tel Aviv, segundo a Fox News.
— Vox Liberdade ? (@VoxLiberdade) April 2, 2026
Imagens ao vivo mostram rodovias completamente paralisadas devido aos ataques de mísseis iranianos.
Motoristas são obrigados a abandonar seus veículos e se esconder desesperadamente sob pontes. pic.twitter.com/6BmDMxeunD
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre o conflito no Oriente Médio e afirmou não medir esforços para que os impactos da disputa não cheguem ao Brasil. A declaração aconteceu durante sua visita à Bahia nesta quinta-feira (2).
“Estamos fazendo todo esforço possível para não permitir que a guerra irresponsável do do Irã chegue ao bolso do povo brasileiro”, disse o presidente em entrevista à Record Bahia.
O conflito, que já dura mais de um mês, provocou uma série de aumentos nos combustíveis, já que a região é uma das principais fornecedoras de petróleo e detém uma importante rota de transporte dos insumos.
Lula ainda criticou o aumento dos combustíveis nos postos de gasolina e reforçou que ações de fiscalização seguirão acontecendo. Órgãos como a Polícia Rodoviária Federal e o Procon têm comandado operações para combater abusos na cobrança da gasolina.
“Nós não vamos permitir que o aumento do preço chegue ao bolso do caminhoneiro e da dona de casa. Por isso nós estamos tomando muitas medidas. Porque tem muita gente ganhando dinheiro roubando o povo, não tinha o direito de ter aumentado e estão aumentando”, afirmou o presidente.
Na ocasião, Lula voltou a defender a recompra da refinaria da Bahia para a Petrobrás. “Não é justo se ter uma refinaria que produz menos da metade daquilo que deveria produzir”, disparou.
Para conter a crise, o governo federal anunciou a isenção dos impostos PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para conter os altos preços. Além disso, está em implementação um programa de subsídio que pode ser aderido pelas unidades federativas.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que o Irã estará na Copa do Mundo de 2026, mesmo diante de incertezas políticas envolvendo o país. A declaração foi feita nesta terça-feira (31), durante um amistoso da seleção iraniana na Turquia.
"Estamos felizes porque é uma equipe muito, muito forte", afirmou o dirigente ao assegurar a participação do Irã no torneio.
Nos últimos dias, surgiram especulações sobre uma possível exclusão da seleção, em meio a pressões internacionais relacionadas a questões políticas e de direitos humanos. A fala de Infantino, porém, afasta esse cenário e reforça a presença iraniana no Mundial.
Apesar disso, o principal entrave agora está na definição de onde o Irã disputará suas partidas. Inicialmente, a equipe teria jogos programados nos Estados Unidos, mas a federação do país indicou que pretende evitar atuar em solo americano.
O presidente da Federação Iraniana, Mehdi Taj, declarou que o país não pretende boicotar a Copa, mas não deseja jogar nos Estados Unidos, citando questões diplomáticas, segurança e dificuldades logísticas.
Diante do impasse, a possibilidade de transferir os jogos para o México passou a ser considerada. O governo mexicano já sinalizou que pode receber essas partidas, caso a Fifa opte por alterar o planejamento original. Classificado para o Grupo G, o Irã pode acabar tendo seus jogos deslocados.
A Espanha fechou o espaço aéreo para aviões dos Estados Unidos envolvidos em ataques no Oriente Médio, afirmou a ministra da Defesa, Margarita Robles, nesta segunda-feira (30). A medida foi divulgada pelo jornal El País.
"Não autorizamos o uso de bases militares nem o uso do espaço aéreo para ações relacionadas à guerra no Irã", declarou ela a jornalistas.
O fechamento obriga os aviões militares a contornarem a Espanha em sua rota para alvos no Irã, mas não inclui situações de emergência.
Em entrevista à rádio Cadena Ser, o ministro da Economia do país, Carlos Cuerpo, disse que a mudança faz parte da decisão da Espanha de não se envolver no conflito “iniciado unilateralmente e contra o direito internacional".
Pedro Sánchez, o primeiro-ministro da Espanha, tem sido um dos opositores mais críticos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, os descrevendo como imprudentes e ilegais.
O governo do Irã passou a seguir uma nova diretriz que restringe a participação de seleções e clubes em países considerados “hostis”. A medida pode impactar diretamente compromissos futuros do país, incluindo a Copa do Mundo de 2026.
Segundo informações divulgadas pela CNN, o Ministério dos Esportes iraniano determinou que as equipes nacionais não viajem para locais onde não existam garantias de segurança para atletas e delegações. A decisão surge em meio ao acirramento das tensões políticas entre Irã e Estados Unidos.
Um confronto do Tractor FC, pela Liga dos Campeões da Ásia, já entrou em dúvida após a implementação da nova regra, evidenciando os efeitos práticos da medida. Apesar de a diretriz não citar explicitamente o Mundial, o cenário gera incerteza. O Irã já está classificado para a Copa, que terá sedes nos Estados Unidos, Canadá e México — nações que podem se enquadrar nos critérios de "hostilidade" estabelecidos pelo governo de Teerã.
A partir de agora, a participação da Seleção no torneio passa a depender, além do desempenho esportivo, também do contexto político e diplomático dos próximos meses. Mesmo com o ambiente, a equipe mantém sua agenda e disputa um amistoso contra a Nigéria nesta sexta-feira (27).
A decisão do governo também ocorre após episódios recentes envolvendo a Seleção Feminina do país, onde as jogadoras do Irã adotaram uma postura de protesto silencioso na abertura de sua participação na Taça da Ásia.
Durante a execução do hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul, realizada no Estádio Cbus Super, as atletas permaneceram alinhadas sem proferir a letra da composição "Mehr-e Khavaran". O gesto ocorreu dentro do contexto de instabilidade na região do Oriente Médio, dias após o registro de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã também afetou a agenda de shows da cantora colombiana Shakira. A artista teve duas apresentações adiadas devido a situação no Oriente Médio.
As apresentações ocorreriam em Doha, no Catar, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O show em Doha ocorreria no próximo dia 1º de abril. Um festival em Abu Dhabi, que também teria apresentação de Jonas Brothers, chegou a ser adiado para novembro.
O conflito no Oriente Médio escalou após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, no dia 28 de fevereiro. Desde então, outros países da região foram afetados, em especial aqueles com bases norte-americanas.
Já é sabido que a Copa do Mundo de 2026 será disputada em um formato inédito, com três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá —, mas com centralidade operacional e esportiva concentrada em território norte-americano. O país receberá a maior parte dos jogos e das cidades-sede, além de abrigar todas as fases decisivas a partir das quartas de final, incluindo a final do torneio.
A competição também marcará a ampliação do Mundial organizado pela Fifa. Pela primeira vez, serão 48 seleções participantes, com um total de 104 partidas previstas entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026. Dentro desse cenário, os Estados Unidos terão papel predominante, com cerca de 78 jogos distribuídos em diferentes regiões do país.
A escolha do modelo triplo foi definida em 2018, quando a candidatura conjunta superou a proposta do Marrocos. A decisão estabeleceu uma divisão geográfica do torneio, mas com predominância estrutural dos Estados Unidos, que apresentam maior capacidade logística, rede de estádios já existentes e experiência prévia na organização de grandes eventos esportivos, incluindo a Copa do Mundo de 1994 — ano em que o Brasil se sagrou tetracampeão mundial.
Diferentemente de outras edições, a organização de 2026 não contou com construção massiva de novas arenas. A estratégia adotada prioriza estádios já utilizados principalmente pela NFL, que passarão por adaptações para atender às exigências da Fifa. Esse modelo reduz custos estruturais e concentra investimentos em ajustes operacionais, como gramados, áreas de imprensa e zonas de hospitalidade.
Nos Estados Unidos, 11 cidades foram selecionadas como sedes. A lista inclui:
- Nova York/Nova Jersey (MetLife Stadium – palco da final)
- Los Angeles (SoFi Stadium)
- Dallas (AT&T Stadium)
- Atlanta (Mercedes-Benz Stadium)
- Miami (Hard Rock Stadium)
- Houston (NRG Stadium)
- Boston/Foxborough (Gillette Stadium)
- Filadélfia (Lincoln Financial Field)
- Seattle (Lumen Field)
- San Francisco/Santa Clara (Levi’s Stadium)
- Kansas City (Arrowhead Stadium)
A final será disputada no MetLife Stadium, localizado em Nova Jérsei, na região metropolitana de Nova York. Já o jogo de abertura acontecerá fora dos Estados Unidos, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

MetLife Stadium - Palco da final da Copa do Mundo de 2026 | Foto: Divulgação / Real Madrid
Apesar da divisão entre três países, o papel dos Estados Unidos será determinante na condução logística da Copa. A dimensão territorial do país exige planejamento específico para deslocamentos, já que as sedes estão distribuídas entre costa leste, região central e costa oeste, com diferenças de até três fusos horários. Como resposta, a Fifa deve adotar um modelo regionalizado na fase de grupos, reduzindo viagens longas para Seleções e delegações.
A organização também envolve articulação entre diferentes níveis de governo, incluindo autoridades federais, estaduais e municipais. Questões como controle migratório, emissão de vistos, segurança pública e infraestrutura aeroportuária fazem parte do planejamento.
CONTEXTO GEOPOLÍTICO
O contexto político também acompanha a preparação do país para o torneio. A realização da Copa ocorre em meio a debates recorrentes sobre políticas migratórias e segurança de fronteiras, temas que podem impactar diretamente a entrada de torcedores estrangeiros. Além disso, há coordenação com os outros países-sede para padronização de procedimentos e circulação entre fronteiras durante o evento.
Entre outros aspectos, a preparação para o torneio ocorre em meio a um cenário de tensão internacional. Em 2026, os Estados Unidos se envolveram diretamente em um conflito militar com o Irã, em ações conjuntas com Israel que incluíram ataques a alvos estratégicos em território iraniano. A escalada do conflito representou uma das maiores tensões recentes no Oriente Médio e ampliou o impacto político global às vésperas do Mundial.
O contexto geopolítico passou a ter reflexos diretos na organização da Copa. O Irã, que já está classificado para o torneio, colocou em cheque a sua participação diante do cenário de guerra e das relações com o país-sede. Autoridades iranianas chegaram a afirmar que não haveria condições para disputar a competição, citando questões de segurança e o ambiente político.
Ao mesmo tempo, dirigentes do futebol iraniano sinalizaram o desejo de participação sem presença em território norte-americano, sugerindo a transferência de partidas para o México. A hipótese ainda depende de decisão da Fifa, que mantém o calendário original enquanto acompanha a situação .
A relação entre Estados Unidos e Irã é marcada por décadas de tensão desde a Revolução Iraniana de 1979 e a ruptura diplomática entre os dois países. Em Copas anteriores, como em 1998 e 2022, confrontos entre as seleções ocorreram sob forte carga simbólica.
Mesmo com esse contexto, entidades esportivas e organizadores mantêm a previsão de realização do torneio conforme o planejamento inicial. A Fifa, sob a tutela do presidente Gianni Infantino, afirma monitorar a situação e trabalha para garantir a execução da competição dentro do calendário previsto.
No campo esportivo, a Copa de 2026 marca o retorno dos Estados Unidos como sede após mais de três décadas. Em 1994, o país organizou um Mundial com 24 seleções e 52 jogos, estabelecendo recorde de público total.
Entre as curiosidades, o torneio também registra marcos históricos. O México se tornará o primeiro país a sediar três edições da Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026), enquanto o Canadá receberá, pela primeira vez, jogos de um Mundial masculino.
A realização da Copa no país também dialoga com o crescimento do futebol no mercado norte-americano. A Major League Soccer (MLS) vem ampliando investimentos, presença internacional e média de público, enquanto o país se posiciona como sede frequente de competições internacionais, como a inédita Copa do Mundo de Clubes, realizada em 2025, e amistosos de Seleções. O Brasil, por exemplo, realizará seus últimos amistosos antes da convocação final nos Estados Unidos.
Diante desse cenário, a Copa do Mundo de 2026 se apresenta como a maior da história em número de participantes e jogos, com um modelo descentralizado entre países, mas operacionalmente concentrado nos Estados Unidos.
SELEÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS
A seleção dos Estados Unidos chega à Copa do Mundo de 2026 com uma base já consolidada e com poucas vagas em aberto na lista final de convocados. A equipe atuará sob o comando do técnico Mauricio Pochettino, ex-Tottenham e PSG.

Foto: Divulgação / Seleção dos Estados Unidos
A espinha dorsal da equipe é formada por jogadores que atuam nas principais ligas europeias. O principal nome segue sendo Christian Pulisic, do Milan, que exerce papel de liderança técnica e ofensiva. Ao lado dele, o meio-campo tem como referências Weston McKennie, da Juventus, e Tyler Adams, do Bournemouth, utilizado como peça central na marcação e organização do jogo.
No setor ofensivo, a tendência é a presença de Folarin Balogun, do Mônaco, e Ricardo Pepi, do PSV, como opções para a posição de centroavante, enquanto nomes como Gio Reyna, joia do Borussia Dortmund, seguem sendo avaliados pela comissão técnica, especialmente após períodos de irregularidade e questões físicas.
Na defesa, a base inclui jogadores como Chris Richards, do Crystal Palace, Tim Ream, do Charlotte, e Sergiño Dest, do PSG — este último ainda sob acompanhamento por conta de lesões recentes. O setor também apresenta variações táticas, com possibilidade de linha de três zagueiros em determinados momentos.
Entre os nomes em ascensão, jogadores como Johnny Cardoso, do Atlético de Madrid, Aidan Morris, do Middlesbrough e Patrick Agyemang, do Derby County, vêm ganhando espaço nas últimas convocações e disputam vagas na lista final.
A definição do elenco deve seguir até as semanas que antecedem o torneio, com a comissão técnica avaliando principalmente condição física e desempenho recente. A lista final contará com 26 jogadores, e os amistosos preparatórios são tratados como determinantes para a consolidação do grupo que disputará o Mundial em casa. Neste sábado (28), a Seleção Norte-Americana encara a Bélgica, e no dia 31, enfrenta Portugal.
Israel realizou, nesta sexta-feira (20), uma nova série de ataques contra o Irã, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A ofensiva ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir a interrupção dos ataques envolvendo instalações energéticas iranianas.
Em resposta, o Irã lançou diversos mísseis em direção a Israel, segundo informou as Forças de Defesa do país. Sirenes de alerta foram acionadas e explosões causadas por interceptações da defesa aérea foram registradas em Tel Aviv.
Também na manhã de hoje, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram ataques com mísseis. Os episódios ocorrem após uma série de bombardeios iranianos contra instalações energéticas na região ao longo da semana, o que tem impactado os mercados globais.
Durante discurso na solenidade de abertura, nesta quinta-feira (19), da Caravana Federativa, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vai permitir que haja aumento de preços de alimentos no país por conta da guerra no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.
“A gente não vai permitir que a guerra do Irã traga prejuízo para o povo brasileiro. A gente não vai permitir que o alface, que o feijão, que a carne suba por conta da guerra do Irã”, afirmou o presidente.
Lula também fez críticas a reajustes considerados abusivos no preço dos combustíveis. O presidente afirmou no evento que o governo chegou a estudar medidas para conter os preços, incluindo propostas de subsídio às importações, mas que, ainda assim, houve aumento nas bombas nos últimos dias, segundo ele, por práticas abusivas do mercado.
“Nesse País tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com o sofrimento dos pobres”, afirmou. Ele acrescentou que o governo mobilizou órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Procons para investigar aumentos considerados indevidos.
O presidente explicou que mesmo que existam agentes econômicos que tentem lucrar com a guerra ao elevar valores sem necessidade, o governo não aceitará repasse automático desses custos ao consumidor, sobretudo aos caminhoneiros. Lula disse ainda que pediu aos governadores que zerem ou reduzam o ICMS sobre o diesel.
Em troca desse corte de impostos, o governo federal se dispõe a compensar metade da perda de arrecadação. A medida, segundo o presidente Lula, busca evitar impacto direto no transporte e, por consequência, nos alimentos.
A Caravana Federativa, realizada nesta quinta em São Paulo, é um evento que reúne representantes de mais de 30 ministérios e busca aproximar o governo federal de estados e municípios. A Caravana oferece serviços, orientação técnica e anúncios de investimentos em áreas como saúde, habitação e infraestrutura.
Durante o evento, o presidente Lula sancionou dois projetos que destinam R$ 500 milhões à agricultura familiar e estabelecem R$ 3,1 bilhões em incentivos fiscais à indústria química de Cubatão. Um dos projetos sancionados é o PL 2213/2025, de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA).
O projeto do senador baiano autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações para operações do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O montante autorizado será de R$ 500 milhões.
O outro projeto sancionado é o PLP 14/2026, apresentado pelo deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), que institui um regime provisório de tributação para a indústria química até 2027. O projeto propõe novas regras que reduzem impostos sobre a nafta petroquímica – usada na produção de plásticos e resinas - além de gás natural, amônia e outros insumos do setor.
Classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas pelo governo dos Estados Unidos, acordo entre os países para combate ao narcotráfico, conflitos no Oriente Médio e a posição do Itamaraty, estabelecimento de bases chinesas no Brasil. Esses foram alguns dos temas abordados pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante audiência pública nesta quarta-feira (18) na Câmara.
Ao ser questionado, na Comissão de Relações Exteriores, por deputados de oposição sobre instalação de bases chinesas na Bahia, o ministro disse se tratar de “desinformação” e de “notícias infundadas”. Os deputados destacaram a informação de que a China teria estabelecido uma rede de infraestrutura espacial em toda América Latina para vigilância de adversários e para no futuro fortalecer suas capacidades militares na região.
“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceira militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas e as denúncias subsequentes. Estamos falando, portanto, de especulações derivadas de notícias de internet, cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos”, declarou Vieira.
O ministro das Relações Exteriores esclareceu que a suposta estação chinesa em Tucano, na Bahia, é um projeto de uma empresa privada de tecnologia, a Alya Space, que teria negociado memorando preliminar de cooperação com empresas de outros países, incluindo a China e os Estados Unidos, mas que não avançaram.
Mauro Vieira explicou que a empresa Alya Space é uma “startup embrionária e autofinanciada” com sede em Salvador, que ainda encontra-se inscrita em processo de outorga na Anatel. A suposta estação, ressaltou Vieira, não tem contratos, operação ou infraestrutura associada.
O ministro descartou a veracidade do relatório divulgado recentemente por um comitê da Câmara dos Estados Unidos, sobre a suposta base chinesa. O relatório afirma que a “Tucano Ground Station” (Estação Terrestre Tucano), em Salvador, garantiria “troca de dados operacionais entre suas respectivas instalações por meio de suas redes de antenas” e permitiria um aprimoramento de ativos espaciais civis e militares.
O comitê norte-americano ainda aponta um acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira) “que inclui o treinamento de militares em simulação orbital e a utilização de antenas da Força Aérea como backup”.
Mauro Vieira afirmou que o relatório mostraria desconhecimento técnico e “viés geopolítico ultrapassado”, ao afirmar que América Latina e o Caribe seriam áreas de influência dos EUA.
“Permitam-me tranquilizar os membros desta comissão de que as ilações apresentadas no referido relatório não passam de desinformação baseada em suspeitas infundadas”, concluiu o chanceler.
Em resposta a diversas indagações de deputados de oposição, o ministro Mauro Vieira afirmou também que o governo Lula é contrário à classificação das organizações criminosas como terroristas, e explicou que a mudança permitiria que os Estados Unidos invadissem o país.
De acordo com o chanceler, do ponto de vista legal, também não é possível adotar outro posicionamento. Para ele, a medida poderia colocar em risco a soberania nacional.
“Isso permitiria que qualquer tipo de força americana (exército ou forças armadas dos EUA) viesse ao território brasileiro, invadisse o território brasileiro para exterminar grupos terroristas, o que fosse. Nós não podemos deixar que a soberania nacional esteja sob risco ou nas mãos de países estrangeiros”, afirmou.
Vieira ainda disse aos parlamentares que o governo quer firmar um acordo de combate ao narcotráfico com os EUA baseado na cooperação entre os dois países.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país está disposto a receber os jogos que o Irã disputaria nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Ambos os países sediam a competição junto ao Canadá.
“Estão analisando com a Fifa se isso é viável, porque os jogos seriam nos Estados Unidos; se podem realizar o torneio aqui no México. Está sendo avaliado e, no momento oportuno, informaremos”, disse Sheinbaum durante sua tradicional coletiva de imprensa matinal.
“O México tem relações com todos os países do mundo, então vamos ver o que a Fifa estabelece e, a partir disso, informaremos”, acrescentou. Questionada diretamente se o México está aberto a receber os jogos e se a questão é apenas logística da Fifa, Sheinbaum respondeu que "sim".
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou nesta segunda-feira (16) que a entidade está em negociação com a Fifa para transferir os jogos dos EUA para o México. A preocupação é a segurança dos jogadores.
Donald Trump afirmou na última semana que o Irã não deveria participar da Copa do Mundo por “suas próprias vidas e segurança”, em meio à guerra no Oriente Médio.
A Copa do Mundo 2026 começa no dia 11 de junho e será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México. O Irã integra o Grupo G e tem partidas programadas contra Bélgica e Nova Zelândia, em Los Angeles, e contra o Egito, em Seattle. O Centro de Treinamento (CT) da seleção está previsto para Tucson, no estado do Arizona.
A Seleção do Irã manifestou nesta semana o interesse em disputar a Copa do Mundo de 2026, porém solicita atuar fora dos Estados Unidos. A federação iraniana negocia junto à FIFA a possibilidade de transferir seus jogos para o México, visando evitar possíveis desdobramentos negativos oriundos dos conflitos diplomáticos entre os dois países.
A sugestão da transferência partiu do embaixador do Irã, Abolfazl Psedniddeh, e a proposta formal foi enviada por meio do Ministério das Relações Exteriores iraniano. No ofício, destaca-se a preocupação com a segurança e o clima político diante das tensões históricas entre Washington e Teerã.
Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, que é tratado com cautela pelo presidente Gianni Infantino. O mandatário da entidade máxima do futebol afirmou ter discutido o cenário geral com o presidente dos EUA, Donald Trump.
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", declarou Infantino em nota anterior.
Caso o Irã desista da competição por não ter o pedido atendido, a definição do substituto ficaria a cargo de um critério exclusivo da FIFA, conforme estabelece o regulamento do torneio. Além disso, a multa para desistências ocorridas a menos de 30 dias do início do mundial é de 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão).
A seleção iraniana garantiu sua vaga após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. No sorteio realizado em dezembro, o país foi alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Originalmente, o cronograma da equipe previa duas partidas em Los Angeles e uma em Seattle, todas em território norte-americano.
A seleção de futebol do Irã utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (12), para responder às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a participação iraniana na Copa do Mundo. Mais cedo, o mandatário norte-americano havia afirmado que os iranianos seriam bem-vindos, mas que deveriam temer pela própria segurança.
A equipe declarou que não pode ser excluída da competição e destacou que foi uma das primeiras a garantir sua vaga.
“A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa, não qualquer indivíduo ou país. A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este grande torneio.
Certamente, ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo, o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de ‘anfitrião’, mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global”, publicou o perfil oficial da seleção iraniana no Instagram.
A postagem foi realizada nos stories do perfil, tanto na língua oficial do país quanto em inglês. Os perfis da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e do presidente da entidade, Gianni Infantino, foram marcados.
Trump afirmou não achar “apropriado” que o Irã esteja no torneio. O comentário foi feito em sua rede social, a Truth. “A seleção iraniana de futebol é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado eles estarem lá, para sua própria vida e segurança. Obrigado pela atenção nesse assunto”, escreveu.
A seleção iraniana integra o Grupo G do Mundial, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três confrontos da equipe na primeira fase estão agendados para serem realizados em solo norte-americano, dois em Los Angeles e um em Seattle.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Seleção Iraniana de Futebol não deveria participar da Copa do Mundo FIFA 2026, competição que será realizada na América do Norte. A declaração foi publicada em uma mensagem na rede social Truth Social.
"Não creio mesmo que seja apropriado que estejam lá, para a sua própria vida e segurança", disse. Apesar da declaração, Trump também afirmou que a delegação do Irã será recebida caso decida participar do torneio.
O tema ganhou repercussão após declaração do ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, concedida a uma emissora estatal do país na última quarta-feira. Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político pode impedir a presença da seleção no torneio internacional.
"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.
Segundo Donyamali, a decisão também envolve questões de segurança para atletas e integrantes da delegação iraniana.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho em estádios dos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã foi colocado no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Os jogos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.
ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.
Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.
"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.
A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.
A Seleção Iraniana de Futebol não participará da Copa do Mundo da FIFA 2026. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, em declaração à uma televisão estatal iraniana.
Durante a entrevista, o dirigente afirmou que o cenário político atual inviabiliza a presença da delegação no torneio internacional.
"Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", disse o ministro.
Segundo ele, a decisão também está relacionada às condições de segurança para atletas e integrantes da delegação.
"Nossas crianças não estão seguras e, fundamentalmente, não existem condições para participação", disse Ahmad Donyamali.
"Diante das ações maliciosas que realizaram contra o Irã, eles nos impuseram duas guerras em oito ou nove meses e mataram e martirizaram milhares de nosso povo. Portanto, certamente não podemos ter esse tipo de presença", completou.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho e terá partidas nos Estados Unidos, México e Canadá. No sorteio realizado em dezembro, o Irã havia sido incluído no Grupo G ao lado das seleções da Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Os compromissos da equipe estavam programados para ocorrer em território norte-americano, com duas partidas previstas em Los Angeles e uma em Seattle.
Nos últimos dias, a situação da Seleção Iraniana já gerava dúvidas dentro do planejamento da competição. O país foi o único classificado para o Mundial que não enviou representantes a uma reunião de organização realizada pela FIFA em Atlanta.
A entidade máxima do futebol ainda não comentou oficialmente o anúncio feito pelo governo iraniano.
ESTADOS UNIDOS X IRÃ
A crise se intensificou após a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel no fim de fevereiro. O episódio desencadeou um conflito regional que já dura dias e gera impactos políticos e econômicos.
Apesar do cenário, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter discutido o tema com o presidente norte-americano, Donald Trump.
"Também falamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de que a Seleção Iraniana se classificou para disputar a Copa do Mundo de 2026”, afirmou Infantino em publicação em sua conta oficial nas redes sociais.
"Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe do Irã é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos."
"Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo", acrescentou.
A seleção iraniana havia garantido presença no torneio após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. Mesmo antes do anúncio oficial, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de participação do país diante da escalada do conflito.
A contagem regressiva para a Copa do Mundo já começou. Faltando pouco menos de 100 dias para o início do torneio, seleções e jogadores entram na fase decisiva de preparação, marcada por avaliações finais, disputas por vagas e ajustes táticos. No caso da Seleção Brasileira, o período é tratado como determinante para a definição da lista de convocados que representará o país na competição.
O Brasil chega ao momento final do ciclo de preparação com uma base consolidada, mas ainda com lacunas e disputas abertas em diferentes setores do campo. Os próximos amistosos da equipe nacional devem servir como um dos últimos testes antes da divulgação da convocação definitiva.
O calendário prevê quatro compromissos importantes: amistosos contra a França, no dia 27, e contra a Croácia, no dia 31 de março, além de dois últimos duelos preparatórios diante do Panamá, sendo o encontro final da Seleção Canarinho com o povo brasileiro, disputado no Maracanã, no dia 31 de maio. Já próximo da abertura do Mundial, no dia 6 de junho, a equipe nacional enfrenta o Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos, um dos países-sede, sendo este o principal, que a propósito, receberá a final da Copa do Mundo, no MetLife Stadium, no dia 19 de julho, que no Brasil é o dia nacional do futebol, vive tensões políticas, que até o momento, não colocam em questão, ao menos publicamente, a decisão dos EUA para sediar o torneio.
Em meio aos conflitos bélicos dos Estados Unidos contra o Irã, ora Cristiano Ronaldo, ora Lionel Messi se encontraram com o presidente estadunidense, Donald Trump. O que parece não passar de um simples aperto de mão pode validar, de alguma forma, as ações e escolhas de um país. Escolhas que também precisarão ser feitas por Neymar, Carlo Ancelotti, CBF e pelo Brasil, caso queiram entrar em junho com um objetivo e sair de julho com uma taça.
DISPUTA POR VAGAS SEGUE ABERTA
Embora alguns nomes sejam considerados praticamente certos na convocação de maio, a reta final do ciclo ainda apresenta uma concorrência significativa em determinados setores, principalmente no ataque e no meio-campo.
Atletas que vivem boa fase em clubes europeus aparecem como candidatos fortes a integrar a lista final, especialmente aqueles que mantiveram regularidade durante a temporada. Ao mesmo tempo, jogadores que já fazem parte do ambiente da seleção buscam reafirmar espaço diante da concorrência crescente.
A recente lesão de Rodrygo alterou parcialmente o cenário ofensivo. O atacante, que vinha sendo presença frequente nas convocações, passou a ser dúvida para o período final de preparação. A situação abre espaço para que outros nomes ganhem oportunidades nos amistosos, ampliando a disputa por vagas no setor ofensivo.
Entre os observados pela comissão técnica estão jogadores com características distintas, capazes de oferecer variações táticas. A definição final deve levar em conta não apenas desempenho individual, mas também o equilíbrio do elenco e a versatilidade dos atletas.
NEYMAR VIVE MOMENTO DECISIVO
Um dos casos mais acompanhados no processo de convocação envolve Neymar. Principal nome da Seleção Brasileira na última década, o atacante atravessa um período de avaliações sobre condição física e ritmo de jogo.
A participação nos amistosos pode se tornar determinante para a presença do jogador na Copa do Mundo. Integrantes da comissão técnica consideram que o desempenho recente e a capacidade de suportar a intensidade da competição serão fatores decisivos para a definição.
A situação reforça um cenário de transição vivido pela seleção brasileira nos últimos anos, com a consolidação de novos protagonistas no setor ofensivo, mas ainda com expectativa em torno da liderança técnica exercida por Neymar quando está em campo.
Foi confirmado, nesta segunda-feira (9), que o técnico Carlo Ancelotti adicionou o camisa 10 na pré-lista da convocação que vai acontecer na próxima segunda (16). O italiano também estará presente no confronto entre Mirassol e Santos, pela quinta rodada do Brasileirão.
O motivo da presença do treinador se dá justamente para acompanhar Neymar mais de perto. O problema é que logo depois da primeira confirmação, foi noticiado que Neymar não foi relacionado para o jogo em questão, pois o jogador sente desgastes físicos e será poupado para o clássico de domingo (15), contra o Corinthians, na Vila Belmiro, já pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.
CENÁRIO POLÍTICO MARCA RETA FINAL
O contexto da Copa do Mundo também tem sido influenciado por questões políticas internacionais. Os Estados Unidos, uma das sedes do torneio, vivem um momento de tensão diplomática com o Irã, seleção já classificada para a competição.
O cenário gera discussões sobre logística, segurança e possíveis impactos no ambiente do torneio, ainda que autoridades esportivas e governamentais mantenham o discurso de que a competição será realizada normalmente.
Recentemente, dois dos maiores jogadores da era contemporânea do futebol, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, participaram de um encontro público com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião ocorreu em meio à crescente visibilidade política em torno do Mundial e reforçou o protagonismo global do evento, que ultrapassa o campo esportivo.
Cristiano Ronaldo e Messi, que já protagonizaram uma das maiores rivalidades da história do futebol, devem disputar mais uma Copa do Mundo, o que amplia as expectativas sobre a competição e reforça o caráter simbólico do torneio para uma geração que acompanhou suas carreiras.
MUDANÇA NO GRUPO DO BRASIL
Outra movimentação recente que chamou atenção no cenário internacional foi a saída do técnico Walid Regragui do comando da seleção do Marrocos. A mudança ocorreu a cerca de três meses do início da Copa do Mundo.
Marrocos integra o Grupo C, o mesmo do Brasil, e a troca de treinador adiciona um elemento de imprevisibilidade ao cenário da chave. Mudanças de comando às vésperas de grandes competições podem gerar tanto instabilidade quanto um efeito de reação no elenco.
A seleção marroquina ganhou destaque internacional nas últimas competições pela organização tática e pela capacidade de enfrentar adversários tradicionais, o que faz com que a equipe continue sendo vista com atenção pelos analistas.
ÚLTIMO CAPÍTULO ANTES DO MUNDIAL
Com pouco menos de 100 dias para o início da Copa do Mundo, seleções e jogadores entram na etapa mais sensível da preparação. Lesões, desempenho nos amistosos e decisões técnicas devem moldar as listas finais.
No caso do Brasil, a expectativa gira em torno da definição do elenco que tentará conquistar mais um título mundial. A combinação entre jogadores experientes e novos protagonistas deve ser o eixo da seleção na competição.
A reta final até o Mundial promete consolidar escolhas e encerrar debates que se estenderam ao longo de todo o ciclo. Nos próximos meses, cada atuação e cada decisão podem representar um passo decisivo rumo ao maior torneio do futebol mundial.
O Irã anunciou que já definiu o sucessor do líder supremo Ali Khamenei, morto em um bombardeio realizado por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro, durante a ofensiva militar contra o país. O nome do novo líder, porém, ainda não foi divulgado oficialmente pela imprensa iraniana.
Após a informação sobre a escolha do sucessor, autoridades militares de Israel afirmaram que irão perseguir “qualquer sucessor de Khamenei” e pessoas envolvidas no processo de indicação do novo líder.
A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos do Irã, órgão responsável por eleger o líder supremo da República Islâmica. A informação foi confirmada pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda, que afirmou que a votação já ocorreu.
Segundo Alamolhoda, o anúncio público depende agora do chefe do secretariado da assembleia, Hosseini Bushehri, responsável por oficializar a decisão.
A Assembleia de Peritos é formada por cerca de 88 clérigos xiitas eleitos por voto popular e tem a atribuição constitucional de escolher e supervisionar o líder supremo do país desde a Revolução Islâmica do Irã de 1979.
Nos últimos dias, o conflito também atingiu diretamente estruturas políticas do regime iraniano. Um prédio ligado à Assembleia de Peritos na cidade de Qom foi alvo de ataque israelense, segundo relatos da imprensa e de agências estatais iranianas.
Khamenei, que liderava o país desde 1989, morreu após ataques coordenados contra alvos estratégicos em Teerã, marcando uma nova fase da crise entre Irã, Israel e Estados Unidos.
A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou neste sábado (7) ter realizado um ataque bem-sucedido contra a localização de forças militares dos Estados Unidos na região da Marina de Dubai.
Segundo informações da CNN, a reivindicação ocorre horas após a queda de destroços de projéteis em um arranha-céu na área costeira da cidade emiradense.
Veja vídeo:
????URGENTE: O Irã atacou um prédio em Dubai onde oficiais das forças armadas dos EUA estavam alojados. pic.twitter.com/Uj6yJa7iD8
— Caiu No X (@quasetudonews) March 7, 2026
Em comunicado divulgado neste sábado, a Guarda Revolucionária declarou que alvejou posições norte-americanas na Marina de Dubai. Até o momento, não houve confirmação oficial dos Estados Unidos sobre danos às suas instalações ou militares na região.
Mais cedo, edifícios ao redor da Marina foram esvaziados depois que fragmentos de projéteis atingiram a fachada de um arranha-céu. Em nota publicada nas redes sociais, o Gabinete de Imprensa de Dubai informou que não houve feridos no incidente. A Marina abriga pontos turísticos movimentados e instituições de ensino, como a Universidade Americana de Dubai e o Dubai Marina Mall.
Durante o ocorrido, moradores de Dubai e da capital Abu Dhabi receberam alertas de mísseis em seus telefones celulares, enquanto sons de explosões eram ouvidos na cidade.
O ataque aconteceu horas depois de o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, classificar publicamente o Irã como "o inimigo", em declarações consideradas extremamente raras.
Um ataque com drone foi registrado neste sábado (7) nas proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A explosão ocorreu em uma área adjacente ao terminal, um dos maiores centros de conexão aérea do mundo.
Testemunhas registraram o momento da explosão e divulgaram as imagens em redes sociais. Após o incidente, as autoridades locais reforçaram os protocolos de segurança em toda a região aeroportuária. Equipes técnicas avaliam se houve impactos na operação dos voos e investigam a origem do artefato.
Confira em vídeo o momento do ataque:
??VÍDEO: Ataque com drone atinge proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 7, 2026
????? Reprodução / Redes sociais
Confira abaixo: ?????? pic.twitter.com/Yox88aqp1x
O episódio ocorre poucas horas após um pronunciamento do presidente do Irã, no qual pediu desculpas a países vizinhos por ações recentes que elevaram a instabilidade no Golfo. O ataque em Dubai intensificou o monitoramento de segurança na região.
O cenário de guerra no Oriente Médio provocou a primeira baixa oficial nas delegações que disputam os Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. O único atleta que iria representar o Irã na competição foi obrigado a desistir devido aos confrontos que impedem sua viagem para a Itália. O anúncio foi realizado nesta sexta-feira (6) pelo Comitê Paralímpico Internacional, coincidindo com a data da cerimônia de abertura do evento.
Aboulfazl Khatibi Mianaei, de 23 anos, estava inscrito para participar de sua terceira edição dos Jogos após competir em 2018 e 2022. O atleta disputaria duas provas na modalidade de esqui cross-country. Com a impossibilidade de deslocamento do esquiador, a bandeira do Irã não será hasteada durante o desfile das nações, e o número de países representados na competição caiu de 56 para 55.
O impedimento da viagem ocorre em meio à escalada militar iniciada no último sábado, 28 de fevereiro. O conflito atingiu a capital Teerã e outras regiões do Irã após bombardeios conduzidos por Israel e Estados Unidos, seguidos por respostas militares iranianas contra alvos na região. O presidente da organização, o brasileiro Andrew Parsons, manifestou pesar pela situação do competidor poucas horas antes do início da solenidade em Verona.
"É realmente decepcionante para o esporte mundial, e sobretudo para Aboulfazl Khatibi, que ele não possa participar em condições de segurança de sua terceira edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno em Milão-Cortina 2026", lamentou Parsons. O dirigente explicou que diversas tentativas foram feitas para viabilizar a presença da delegação por meio de trajetos alternativos.
"Desde o início do conflito, no sábado (28), o CPI e o comitê organizador trabalharam incansavelmente com o comitê iraniano e a federação nacional de esqui para encontrar rotas alternativas a fim de garantir um traslado completamente seguro para a delegação iraniana", mas "o risco para a vida humana é muito grande", acrescentou o presidente.
O comitê organizador e a federação nacional de esqui do Irã acompanharam as negociações por rotas seguras, mas o fechamento de espaços aéreos e a intensidade dos ataques no Golfo inviabilizaram os planos de logística.
Os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina seguem com o cronograma de provas em seis modalidades distintas. A organização do evento reforçou que manterá o monitoramento sobre a situação de outras delegações que possam enfrentar dificuldades semelhantes em zonas de conflito.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que "precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã".
Em entrevista ao site americano Axios, Trump apontou Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor mais provável, mas considera o resultado inaceitável.
Karoline Leavitt, a porta-voz da Casa Branca, revelou que relatos recebidos pelos EUA indicavam que o nome do filho do ex-líder supremo era apontado como o principal candidato ao cargo.
Segundo o portal G1, Trump ainda declarou que se recusa a aceitar um líder iraniano que siga a política de Khamenei. Para ele, esse cenário o forçaria a voltar às disputas em cinco anos.
Durante uma visita à fábrica de medicamentos Bionovis, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a guerra no Oriente Médio que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. O presidente disse ter ficado feliz de visitar uma empresa dedicada à criação de medicamentos que salvam vidas, enquanto países se atacam com mísseis e causam mortes e destruição.
“A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão”, afirmou Lula.
“Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar”, completou o presidente.
Lula estava acompanhado na visita do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet. A empresa de biotecnologia visitada por Lula e sua comitiva atua no desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.
O governo federal já havia emitido um comunicado oficial sobre a guerra no Oriente Médio, mas essa foi a primeira vez que o presidente Lula falou sobre o conflito. Na nota divulgada no último sábado (28), o governo condenou os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e manifestou “grave preocupação” com a escalada militar no Oriente Médio.
Na visita de Lula à fábrica da Bionovis, o ministro Fernando Haddad falou rapidamente com a imprensa, e negou que tenha decidido se irá se candidatar ao governo de São Paulo. Longe dos microfones, ele afirmou que ainda não teve uma conversa definitiva com o presidente Lula sobre o assunto.
O ministro da Fazenda, disse que pode se reunir nesta semana com Lula para definir sobre uma possível candidatura. Segundo ele, esta reunião pode acontecer nesta semana, a depender da agenda do presidente.
O Exército israelense atacou o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã nesta terça-feira (3). O órgão é responsável por escolher o próximo líder supremo do país e estava sediando negociações na manhã de hoje.
Agências de notícias do Irã noticiaram o bombardeio no edifício, que ficou parcialmente destruído. A rede de TV estatal iraniana Press TV divulgou imagens da ofensiva no território iraniano.
O bombardeio faz parte dos ataques no quarto dia da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e seria uma estratégia israelense de atacar pontos onde lideranças iranianas estão reunidas.
De acordo com a mídia estatal do Irã, o prédio foi evacuado antes do ataque, o que teria evitado vítimas entre os participantes da votação. Ainda não há informações sobre o número de feridos.
Segundo informações do CNN, os Estados Unidos e Israel teriam dividido os alvos durante as incursões. Enquanto os israelenses focam em atingir lideranças do Irã, os estadunidenses concentram seus ataques em áreas militares.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz após a escalada do conflito na região, iniciada com o ataque dos Estados Unidos que vitimou o líder iraniano, Ali Khamenei.
Segundo a força militar, qualquer navio que tentar atravessar pelo canal, localizado entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico, será incendiado. Na segunda-feira (2), a guarda iraniana coordenou um ataque com drones a um petroleiro que passava pelo estreito. A agência de notícias Reuters confirmou a ofensiva.
??Estreito de Ormuz é fechado após ataques do Irã; Entenda a importância do canal
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 3, 2026
Confira?? pic.twitter.com/A40p3IlSQG
O estreito separa o Irã da península Arábica, onde ficam países como Arábia Saudita, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos. Com cerca de 50 km de largura, esta é a principal rota marítima do petróleo do Oriente Médio. Seu fechamento pode impactar em um quinto do fluxo mundial e elevar os preços do petróleo bruto.
Os impactos na economia já podem ser observados. Nesta terça-feira (3), às 11h57, o preço do barril de petróleo do Brent chegou a US$ 83,80, com alta de 7%. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) atingiu US$ 76,73.
Diante de toda esta importância, o bloqueio dessa área impacta diretamente o comércio marítimo e a “saúde da economia mundial” por causa da dependência do petróleo, explica o Strauss Center, centro de pesquisa multidisciplinar da Universidade do Texas.
O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, disse nesta segunda-feira (2) que nenhum brasileiro solicitou auxílio para deixar o Irã, país no Oriente Médio alvo de ataques dos Estados Unidos e aliados no fim de semana. A declaração aconteceu em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.
De acordo com Guimarães, a comunidade brasileira no país é pequena, cerca de 200 pessoas, de famílias constituídas de mulheres brasileiras que se casaram com iranianos. “Não temos nenhuma notícia de brasileiros que tenham sido vítimas de um ataque”, disse o embaixador.
“Temos um grupo de WhatsApp que funciona intermitentemente, segundo a liberação ou não da internet aqui. Mas eles já teriam se comunicado com a gente se fosse necessária alguma assistência”, acrescentou.
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (2) sobre a escalada de tensões no Oriente Médio. A entidade acompanha os efeitos dos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no último sábado, que somam 555 mortes no terceiro dia de confrontos.
O cenário de instabilidade ocorre na semana de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, marcada para o dia 8 de março, e afeta o planejamento do Mundial de Endurance (WEC), previsto para começar no dia 28.
O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, manifestou preocupação com a segurança de profissionais e civis na região. Leia a nota abaixo na íntegra:
"Como presidente da FIA, meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Oriente Médio. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas e nos solidarizamos com as famílias e comunidades impactadas. Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem permanecer como prioridades. Estamos em contato próximo com nossos Clubes-membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local enquanto monitoramos os desdobramentos com cuidado e responsabilidade. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados na região para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Nossa organização é construída sobre unidade e propósito compartilhado. Essa unidade importa agora mais do que nunca."
A crise atingiu os centros de conexão aérea no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, utilizados como rota para a Oceania e Ásia. Relatos apontam que mil profissionais da Fórmula 1 enfrentam dificuldades de deslocamento após retaliações iranianas em Doha, Dubai e Abu Dhabi. O aeroporto de Abu Dhabi registrou uma morte e sete feridos após um ataque de drones, enquanto um míssil atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos situada a 30 quilômetros do Circuito de Sakhir, no Bahrein. O episódio provocou o cancelamento de testes de pneus que seriam realizados pelas equipes McLaren e Mercedes.
Apesar da proximidade das provas no Bahrein e na Arábia Saudita, agendadas para os dias 12 e 19 de abril, a organização da Fórmula 1 mantém as etapas no calendário. De acordo com informações do jornal inglês The Guardian, a logística para o Grande Prêmio da Austrália foi preservada porque os 22 carros e os equipamentos das equipes foram enviados para Melbourne logo após o encerramento da pré-temporada, em fevereiro. O material já se encontra no Circuito Albert Park para a corrida de abertura deste fim de semana.
Os organizadores da etapa australiana confirmaram a realização do evento, mas a categoria trabalha com estratégias de reserva caso a segurança no Golfo Pérsico piore nas próximas semanas. A imprensa britânica indica que a Fórmula 1 possui planos de contingência para alterar rotas ou datas se houver necessidade de proteger o pessoal envolvido nas operações. O monitoramento da FIA e das autoridades locais continuará de forma ininterrupta até a normalização das condições de voo e trânsito na região.
Após a prova na Austrália, o mundial segue para o Bahrein em 12 de abril e para a Arábia Saudita no dia 19. A FIA ressalta que a prioridade das decisões será o bem-estar dos integrantes do campeonato, enquanto as equipes aguardam definições sobre as escalas de voo para os próximos destinos do calendário de 2026.
A ex-BBB Ariadna Arantes relatou momentos de tensão vividos nos úiltimos dias devido ao conflito entre Irã x EUA e Israel, iniciado no sábado (28) com o ataque a mísseis.
Em vídeo, Ariadna tranquilizou os seguidores e confirmou que estava bem apesar do susto com o bombardeio. A ex-BBB também explicou o motivo de não ter deixado Dubai ainda.
"Quero dizer que estou bem. Tem um monte de gente mandando mensagem: 'Por que você não vai embora? Corre daí! Gente, não dá, o espaço aéreo está fechado. Vários voos da América do Sul, que vinham para Dubai, voltaram. E eu não tenho previsão de quando vou embora", contou.
Outra brasileira que relatou o terror em Dubai foi a cantora Simone Mendes. Segundo a baiana, o hotel onde ela estava hospedada foi atingido por um míssil um dia após ela deixar o local.
SOBRE OS ATAQUES
De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos.
Toda situação teve início no sábado (28), e até o momento, 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.
Em resposta ao ataque dos EUA e Israel, o Irã disparou mísseis e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
Segundo o governo americano, os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”;
O atacante Munir El Haddadi, ex-jogador do FC Barcelona e atualmente no Esteghlal FC, conseguiu deixar o território iraniano após uma operação de deslocamento terrestre que durou cerca de 16 horas. O atleta e o espanhol Iván Sánchez, que defende o Sepahan SC, ficaram retidos no país devido ao fechamento do espaço aéreo decorrente de ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos. A saída dos jogadores ocorreu em um cenário de monitoramento constante das defesas antiaéreas na região.
A tentativa inicial de deixar Teerã aconteceu por via aérea, com destino a Dubai, mas a decolagem foi abortada quando os passageiros já estavam na aeronave. "Dez minutos depois, nos fizeram sair do avião porque o espaço aéreo havia sido fechado", relatou Sánchez à rádio espanhola Cadena Ser ao descrever o momento da interrupção do voo. Diante da impossibilidade de novas decolagens, os atletas optaram por cruzar o país por rodovias até a fronteira com a Turquia.
Durante o percurso rodoviário, os jogadores acompanharam a movimentação militar e a interceptação de projéteis. Sánchez afirmou ter presenciado o funcionamento dos sistemas de defesa enquanto se aproximavam da zona fronteiriça. "Conseguimos ver alguns mísseis caindo no céu", afirmou o jogador ao desembarcar no aeroporto de Istambul, já em segurança.
Munir El Haddadi também detalhou o estado de alerta mantido pela dupla ao longo de toda a travessia terrestre. O atacante mencionou a dificuldade de descanso diante da incerteza sobre a segurança das estradas e a movimentação de veículos ao redor. "Não dá para relaxar, não dá para dormir. Eu estava desesperado. Você fica o tempo todo olhando para os carros", declarou o atleta sobre a experiência vivida no trajeto.
A falta de comunicação constante durante a viagem aumentou a preocupação de familiares na Espanha, que ficaram sem atualizações sobre o paradeiro dos jogadores devido à instabilidade do sinal de internet no Irã. Os atletas pontuaram que o sentimento de angústia dos parentes superou o temor enfrentado por eles durante a logística de fuga. A chegada em solo turco marcou o fim do período de isolamento provocado pelo conflito.
Munir El Haddadi possui em seu currículo uma passagem pelo Barcelona, onde marcou 12 gols em 56 partidas e integrou o elenco em conquistas ao lado de Lionel Messi. Após passagens por outros clubes da Europa, o jogador buscou no futebol iraniano uma nova fase na carreira profissional. O Esteghlal FC e o Sepahan SC ainda não se manifestaram sobre o retorno dos atletas aos treinamentos ou sobre a continuidade das atividades das equipes diante do quadro geopolítico atual.
A guia licenciada em Israel, Ruth Laredo relatou o atual cenário encontrado no país em decorrência da guerra que acontece contra o Irã. Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (2), a assessora personalizada de viagem no país, desmentiu a alegação de que os ataques entre os países não teriam atingido civis.
A brasileira citou ao programa Bahia Notícias no Ar, um ataque em um abrigo antibomba, que abrigava famílias e crianças.
“Circulou a informação que não existiam ataques contra civis. Isso é uma fake news absurda. Ontem ocorreu um ataque em abrigo antibomba, onde tinha sua maioria de crianças, famílias, e mães com carrinhos de bebês. Até agora foram nove pessoas que morreram lá, e tem mais seis desaparecidas nos escombros”, disse
Ruth contou ainda sobre o caso de um míssil grande que caiu na estrada perto de Jerusalém. Segundo ela, não houve vítimas porque a população está bem orientada sobre como reagir a este tipo de ataque.
“Em Jerusalém ontem, na entrada para Jerusalém, caiu também um míssil de comprimento de mais de 3 metros no meio da estrada. A orientação é que quando tocar o sinal, a pessoa que estiver na estrada, tem que sair do carro, se afastar alguns metros e botar a mão na cabeça. Não houve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, mas é porque nós somos muito bem orientados ao que fazer”, afirmou.
De acordo com Laredo, a razão pela qual não há mais vítimas, neste contexto de guerra, é devido à capacidade de defesa de Israel, como o Iron Dome e um novo sistema utilizado pela população.
“Não teve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, não é porque o Irã está atacando somente ataques para bases militares. E sim porque temos uma capacidade muito grande de nos defendermos. Uma orientação para a população do que fazer, de como não sair, do que se sair, o que fazer. Tem avisos que antecipam. Quando esse aviso se antecipa, é porque eles [as autoridades] estão vendo que saiu uma rajada de mísseis para Israel[...] Temos vários fatores que ajudam a preservar a vida humana”, completou.
A empresária baiana Jamille Knop, residente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relatou a situação vivenciada na cidade após a escalada de tensão no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito envolvendo ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã.
??Empresária baiana que mora em Dubai relata rotina e orientações do governo contra fake news após ataques no Oriente Médio
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 2, 2026
????Youtube/ Bahia Notícias no Ar
Confira?? pic.twitter.com/aFmejw9Zvi
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (2), ela afirmou que autoridades locais têm reforçado orientações para que moradores e veículos de comunicação utilizem apenas informações oficiais, diante da circulação de conteúdos falsos nas redes sociais.
De acordo com Jamille, não há registro de ataques diretos à cidade de Dubai até o momento. “É importante frisar que não existe um ataque à cidade de Dubai. Existe um ataque à base militar americana que fica situada aqui no país. Na verdade eles têm duas bases, uma menor aqui dentro da cidade e uma maior fora da cidade. E esses ataques estão sendo direcionados a essa base militar, não existe até o momento um ataque à cidade de Dubai. O nosso governo está interceptando esses mísseis, quase a totalidade foi interceptada. E na hora da interceptação destroços caem, e a maioria deles caem no mar, mas pode acontecer de cair na cidade, e foi o que aconteceu”, afirmou.
A empresária relatou ainda a queda de destroços em diferentes pontos do país. “Existiu um hotel, um que de fato caiu um destroço lá, ainda existe um diálogo, a gente não tem certeza se foi um drone, mas pelos canais oficiais — que é o que a gente está tentando seguir aqui, evitar fake news — foi um destroço que caiu no Fairmont e incendiou a parte da frente. Importante salientar que não é um míssil, destruiu um pedaço da entrada do hotel. Foi controlado e houveram quatro feridos e nenhuma morte. Houve uma morte em Abu Dhabi por conta de um destroço. Houve ainda mais um no Burj Al Arab”, relatou.
Jamille também mencionou a disseminação de vídeos e informações falsas sobre supostos bombardeios em pontos turísticos da cidade. Um dos casos mencionados por ela foi a da cantora Simone Mendes, que chegou a afirmar que o hotel em que estava hospedada em Dubai teria sido atingido por um míssil.
“Eu vi coisas horríveis na internet, vídeos criados por IA do prédio inteiro pegando fogo, vídeos falsos. E eu posso dizer porque passei na frente. Eu vi histórias de artistas muito grandes, cantoras dizendo que estavam no Atlantis The Palm e que ele foi bombardeado e tudo isso é mentira. E é bem ruim, principalmente para a gente que está aqui, de ficar vendo esse tipo de boato”, disse.
ORIENTAÇÕES LOCAIS
Ainda conforme o relato, o governo dos Emirados Árabes Unidos tem adotado medidas de comunicação direta com a população e reforçado o combate à desinformação.
“Os Emirados Árabes Unidos não é um país preparado para guerra, sempre se manteve neutro nesse processo. Não tem bunkers. E não sei se existe um sistema de alerta, mas até esse momento nada disso foi utilizado. O que existe é um sentimento de confiança e segurança da população nos líderes e os canais oficiais. Aqui o que estamos vendo é um trabalho muito grande do governo em pedir à imprensa o cuidado com fake news. Existe uma multa e prisão para quem divulga fake news para controlar a narrativa e evitar pânico”, afirmou.
Segundo ela, moradores recebem notificações oficiais diretamente nos celulares com orientações de segurança. “Existe um canal direto que recebemos alerta no celular e esses alertas são dizendo para manter a calma, que existe um perigo, mas que a situação está sob controle. O ambiente aéreo é muito controlado e existem camadas de proteção”, concluiu.
Um dia a menos na viagem de Simone Mendes fez com que a artista baiana escapasse de um grande desastre ao lado da família em Dubai.
Por meio das redes sociais, a cantora relatou que o hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por um míssil em meio aos ataques entre os EUA e Israel e Irã.
Simone Mendes relata que hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por míssel:
— QG do POP (@QGdoPOP) February 28, 2026
“Um míssil tingiu o Jumeirah Palm, que é onde nós estávamos. Mas graças ao bom Deus, a gente pegou o voo ontem, antes de tudo isso acontecer, antes de fechar os aeroportos”. pic.twitter.com/3okDInFgPu
"Acabamos de chegar aqui em São Paulo. E aí, depois que a gente pousou, nós ficamos sabendo que o Irã está tendo guerra nos Emirados contra os Estados Unidos. Um dos mísseis que lançaram, atingiu um dos hotéis em Dubai. E o hotel é um dos que a gente estava."
Simone conta que a família embarcou de volta para o Brasil horas antes de tudo acontecer. A artista ainda agradeceu a Deus por não ter passado pela situação.
"Mas, graças ao bom Deus, a gente pegou o voo ontem, antes de tudo isso acontecer, antes de fecharem os aeroportos, e chegamos em paz. Então, nessas horas, a gente vê que a boa mão de Deus está sobre nossas vidas. Muito obrigado, meu Deus."
A artista ainda comentou sobre o pânico e o aperto no peito ao pensar nas pessoas que conheceu durante a viagem e que ainda estão por lá. "As pessoas que a gente conheceu lá, que ficaram lá, enfim… É desesperador. Que negócio, meu Deus do céu".
SOBRE OS ATAQUES
De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos.
Toda situação teve início no sábado (28), e até o momento, 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.
Em resposta ao ataque dos EUA e Israel, o Irã disparou mísseis e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
Segundo o governo americano, os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado durante a agressão militar dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o país persa. A informação foi confirmada pela mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28), no horário de Brasília, já madrugada em Teerã.
Neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Ele é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian, do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo informou o jornal estatal Terah Times.
Além desses, foi nomeado o aiatolá Alireza Arafi para representar no colegiado o Conselho dos Guardiões, órgão que era chefiado por Ali Khamenei, informou a agência iraniana Isna News.
Portanto, o aiatolá Arafi não é o novo líder supremo, que precisa ainda ser eleito pela Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos. O chamado Conselho de Liderança interina assume as funções e poderes de Khamenei até a escolha do novo líder.
Explosões e sirenes foram ouvidas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto moradores e visitantes receberam um alerta emergencial nos celulares orientando medidas de segurança diante de possível ameaça de mísseis.
A mensagem enviada às pessoas na cidade informava: "Devido à situação atual, existe a possibilidade de ameaças de mísseis. Procure abrigo imediato no edifício seguro mais próximo e mantenha-se afastado de janelas, portas e áreas abertas. Aguarde novas instruções".

Em Dubai, jornalistas relataram ter ouvido “várias explosões altas”. Já em Doha, no Catar, funcionários da CNN informaram ter visto mísseis iluminando o céu noturno e compartilharam vídeos nos quais explosões distantes podem ser ouvidas.
Os registros ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o país iniciou “grandes operações de combate” no Irã. Em vídeo publicado na rede Truth Social, com cerca de oito minutos de duração, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem aniquilar as forças armadas iranianas e destruir o programa nuclear do país.
No pronunciamento, o presidente norte-americano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e declarou que os Estados Unidos “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Um registro que circula na internet mostra o momento exato em que um míssil iraniano atinge uma base da Marinha dos EUA no Bahrein, em ataque que aconteceu neste sábado (28).
A ação é em retaliação ao ataque dos EUA com Israel ao Irã, que teve início nas primeiras horas do dia.
Bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait, estão sendo atacadas pela Guarda Revolucionária Iraniana.
Abu Dhabi sob ataque! Mísseis balísticos lançados pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) atingiram um alvo em Abu Dhabi, a capital dos Emirados. Detalhes sobre o impacto e os danos ainda não estão claros. https://t.co/mBhMuVM8LH pic.twitter.com/8mDwbJK0fT
— Área Militar (@areamilitarof) February 28, 2026
Os EUA possuem 19 bases militares no Oriente Médio, além de outras instalações que o Exército norte-americano pode utilizar com base em alianças firmadas com países da região.
De acordo com informações da agência Fars, uma pessoa morreu em Abu Dhabi após os Emirados Árabes Unidos interceptarem mísseis iranianos.
SOBRE OS ATAQUES
Os Estados Unidos, em conjunto com Israel, realizaram neste sábado (28) um devastador ataque contra o Irã na chamada "Operação Fúria Épica".
Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países, e após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
O governo brasileiro manifestou, neste sábado (28), grave preocupação e condenação em relação às operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores reiterou a posição histórica do país em defesa do diálogo diplomático, classificando-o como o único caminho viável para a paz na região.
De acordo com o comunicado, o Itamaraty fez um apelo direto para que todos os atores exerçam máxima contenção e respeitem rigorosamente o Direito Internacional, e fez recomendações a brasileiros próximos às regiões atingidas.
"Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem. O Embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança."
SOBRE OS ATAQUES
Os Estados Unidos, em conjunto com Israel, realizaram neste sábado (28) um devastador ataque contra o Irã na chamada "Operação Fúria Épica".
Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países, e após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, a operação teve caráter preventivo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.