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intermunicipal feminino
A criação de um Intermunicipal Feminino está nos planos da Federação Bahiana de Futebol (FBF). A diretora de competições da entidade, Taíse Galvão, falou sobre o tema neste sábado (8), durante o lançamento do Intermunicipal 2026, realizado no BEPE.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, Taíse afirmou que a competição feminina é tratada internamente como um desejo da federação, mas destacou que o formato exige planejamento por causa da dimensão territorial da Bahia.
"O Intermunicipal Feminino é pauta e segue na nossa agenda como um dos próximos passos que a gente quer. Sabe aquele cantinho dos sonhos? É o do Intermunicipal [Feminino] sim. A gente entende que a Bahia tem muito talento e não é diferente no futebol feminino", afirmou.
Apesar do desejo, a dirigente explicou que a criação do torneio exige uma estrutura ampla, com participação de seleções de diferentes regiões e cuidado logístico para reduzir distâncias entre as cidades.
"Só que o Intermunicipal é mais complexo porque envolve todas as regiões do estado. Para você fomentar uma competição como essa, tem que ter uma quantidade muito grande de seleções participando e de cidades. Temos que conseguir fazer grupos e diminuir as distâncias que ocorrem com as cidades, porque o nosso estado é continental", completou.
Taíse também relacionou o possível avanço da competição ao cenário aberto pela Copa do Mundo Feminina FIFA 2027, que terá Salvador como uma das sedes. Para ela, o Mundial pode ajudar a impulsionar novas iniciativas voltadas à modalidade no estado.
"A gente espera, quem sabe, pós-Copa, conseguir dar esse grande passo em prol do futebol feminino", disse.
A diretora da FBF participou, na última terça-feira (4), de uma reunião promovida pela Prefeitura de Salvador para discutir ações ligadas à Copa do Mundo Feminina de 2027. O encontro reuniu a vice-prefeita e coordenadora do Grupo de Trabalho da Copa, Ana Paula Matos, representantes de clubes, da FBF, da Arena Fonte Nova e profissionais ligados ao esporte.
Segundo Taíse, a reunião tratou do impacto que o torneio pode deixar para além da estrutura esportiva.
"Na reunião, o que foi levado em consideração foi que já realizamos uma Copa do Mundo aqui. O legado já existe com relação ao equipamento, estrutura e o esporte. Com relação a essa Copa Feminina, é como se fosse um legado social. De gênero mesmo. De inclusão", afirmou.
A dirigente destacou que a discussão passou por formas de ampliar o acesso de meninas e mulheres ao futebol, com envolvimento de clubes, escolas, bairros e novas competições.
"Como a gente pode movimentar para que mais e mais clubes possam abraçar essa modalidade? Mais competições. A federação já realiza o campeonato adulto, sub-20, sub-15 e os campeonatos sub-17, que estão indo para o terceiro ano", explicou.
Taíse afirmou ainda que a Prefeitura de Salvador ouviu as entidades e representantes presentes justamente para pensar caminhos de fortalecimento da modalidade a partir do Mundial.
"A gente pensa, e foi isso que foi discutido na nossa reunião, de que forma podemos estar inserindo isso em escolas e bairros. A Prefeitura nos ouviu com outras pessoas presentes na reunião, justamente nesse sentido: o legado social que a Copa vai trazer, a oportunidade de abrir mais portas para que o futebol feminino aconteça e se fortaleça", completou.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho. Salvador está entre as oito cidades-sede do torneio e terá a Arena Fonte Nova como palco dos jogos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ratinho
"Cara de viado".
Disse o apresentador Ratinho, que foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por homofobia após o comentário feito sobre o visual do cantor sertanejo Tiago Piquilo.