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Um dos jogadores da Seleção Brasileira mais bem recebidos na chegada na Filadélfia, onde o Brasil enfrentará o Haiti nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, foi o jovem Endrick, que chegou até a tocar um instrumento da torcida. As imagens são da TNT Sports Brasil.
Depois do empate em 1 a 1 contra o Marrocos, onde o Brasil perdeu oportunidades claras, a expectativa dos torcedores pela entrada do nome de Endrick foi ainda maior, mas o técnico Carlo Ancelotti decidiu que ainda não é o momento do camisa 19.
No amistoso contra o Egito, no último dia 6 de junho, já nos Estados Unidos, Endrick entrou na segunda etapa e marcou o gol da vitória verde e amarela por 2 a 1. Na segunda rodada, a Seleção pega o Haiti e o treinador italiano testou algumas mudanças na equipe titular. O detalhe é que o técnico manteve o centroavante Igor Thiago na equipe, o que fortalece a insatisfação da torcida sobre o ataque brasileiro.
O cantor e compositor mineiro Milton Nascimento fez um relato emocionado da juventude e lembrou do que chamou de seu “primeiro e último roubo”, quando interceptou um violão enviado da vó para a mãe.
“Um dia eu estava em casa e fui atender a campainha. Era o homem do correio segurando um violão destinado a minha mãe, Dona Lília. Assinei correndo pra pegar a entrega e fui direto pro quarto. Não contei nada pra ela, por isso digo que é meu primeiro e último roubo. Comecei a procurar as notas que queria e fui tocando”, contou o músico, em uma publicação nas redes sociais.
“Um dia ela estava na cozinha e eu disse que queria mostrar uma coisa, mas ela não podia brigar comigo. Pedi pra sentar na cama e comecei a tocar. Ela chorando me disse que não podia ficar brava porque aquilo era uma maravilha. Só quando ela me perguntou do violão que eu contei que era dela, minha avó tinha enviado pra casa. Depois disso o violão passou a ser meu instrumento!”, lembrou Milton.
O cantor Caetano Veloso classificou como sendo uma "ignorância inacreditável" o fato da revista Rolling Stone, especializada em música, classificar a utilização do prato-na-faca por seu filho, Moreno Veloso, na live da última sexta-feira (7), como cômico e inusitado.
"O fato é que de inusitado não tem nada. Prato e faca no samba de roda na Bahia é um instrumento tradicional. Mas, não é só na Bahia. Tem João da Baiana. Aqui no Rio ainda tem gente que toca em área de samba. Se você falar com qualquer pessoa do mundo do samba e que sabe das coisas, prato e faca é comum. Agora, uma revista de música pensar que prato e faca foi inventado na hora, porque Moreno não tinha instrumento, isso é uma maluquice. É uma ignorância inacreditável", explicou o cantor.
Caetano também comentou que sua mãe, Dona Canô também tocava o instrumento. " Minha mãe tocava prato. No filme que tem sobre Bethânia [Fevereiros], aparece minha mãe tocando prato em um samba de roda na Bahia, gravado no início dos anos 70", explicou.
O cantor comentou também que o prato e a faca, em uma roda de samba, são uma forte representação da nossa cultura. "Qualquer profissional que se propõe a falar sobre música deveria ter o aprofundamento necessário para tratar de nossa cultura com mais cuidado e respeito", pontuou.
Veja vídeo:
Durante a #LiveALenda @Moreno_Veloso aparece em algumas canções tocando prato e faca, instrumentos muito importantes e tradicionais no samba e na cultura popular. A @rollingstoneBR citou esse momento como cômico e inusitado, mas o fato é que de inusitado não tem nada. + pic.twitter.com/BJGTcOirlk
— Caetano Veloso (@caetanoveloso) August 11, 2020
Um estudo divulgado no podcast “Where Is My Mind?”, de Niall Breslin em parceria com o Spotify, revela que 89% dos participantes da pesquisa melhoraram a saúde mental após começar a tocar um instrumento musical. Para testar a teoria, Breslin comprou 400 ukuleles e os ofereceu a pessoas que vinham sofrendo com problemas de saúde mental.
Elas aprenderam a tocar “Home”, música do Edward Sharpe and the Magnetic Zeros, e a apresentaram em conjunto, sendo que 56% dos participantes disseram se sentir relaxados enquanto tocavam ukulele. Além disso, 48% se sentiram satisfeitos, 43% revelaram que sentiram “paz de espírito” e cerca de um terço dos novos músicos afirmaram que tocar música fez com que eles encontrassem “uma sensação de terem um propósito na vida”.
No interior da Bahia, mais precisamente na cidade de Coité, é possível ouvir o som de uma planta. Pontiaguda, a planta em questão é o sisal, que cresce solitário na porção semiárida do Estado e serve de sustento para as famílias que transformam sua fibra em tapetes, cestas, cordas e agora em música. Não estranhe. O projeto "O Som do Sisal" transformou o ouro verde do semiárido baiano em cinco instrumentos, montou um repertório de forró e agora arrumou as malas para lançar o primeiro CD da banda no México, país de onde foram trazidas para o Brasil as primeiras mudas da planta. O projeto é coordenado pelo maestro Josevaldo Silva e se apresenta no país de língua espanhola até o dia 10 de agosto com shows agendadas e outros que foram surgindo desde que o projeto desembarcou em solo mexicano no final de julho. Além dos espetáculos, o grupo está realizando oficinas para construção de instrumentos a partir da planta que também é abundante na Península de Yucatan. Como em um movimento inverso, "O Som do Sisal" mostra aos mexicanos o inesperado resultado que o cultivo do sisal causou no sertão brasileiro. O que o sertão brasileiro está causando no México? Ainda é muito cedo para dizer, mas o maestro Josevaldo relata que as apresentações até agora foram bem recebidas pelo público mexicano

A turnê internacional conta com o apoio do Governo da Bahia com recursos financeiros do Fundo de Cultura. No novo CD dos baianos lançado por lá estão composições autorais que retratam a cultura do povo trabalhador do sisal em Conceição do Coité. Entre as faixas do álbum, está a música “Som do Sisal”, que simboliza um agradecimento do projeto à exportação do produto do México para o Brasil.
O projeto foi criado em 2012, inspirado na violinha de buriti, encontrado no parque do Jalapão, no Tocantins. De lá pra cá, o grupo já foi reconhecido com o prêmio nacional Laureate Brasil Jovem Empreendedor Social em 2017 e o estadual Ideias Inovadoras de 2015. A violinha de sisal já passou pelas mãos do cantor Saulo Fernandes e do instrumentista Armandinho Macêdo.
A canção que atribui esse valor à peça é o maior hit de Janis em termos comerciais. Ela fez parte de "Pearl", álbum póstumo da cantora americana, lançado em 1971. O disco foi também o mais vendido da carreira dela. De acordo com o TMZ, além do instrumento, o comprador vai levar para casa lenços usados por Janis para limpar o violão.

Cantora usou o instrumento em show realizado neste domingo (24) no Teatro Gamboa Nova | Foto: Reprodução / Facebook

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Mantém absoluta confiança em mim".
Disse o senador Jaques Wagner (PT) ao afirmar nesta quinta-feira (18) que recebeu um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo manifestou solidariedade e reafirmou confiança em sua conduta.