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Artigos

Paulo Avena
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Foto: Divulgação

O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia

Quando pensamos na vocação econômica da Bahia, é impossível ignorar o mar. Temos mais de mil quilômetros de litoral, clima favorável durante praticamente todo o ano, uma baía totalmente navegável e uma relação histórica com a navegação. Poucos lugares no Brasil possuem condições tão favoráveis ao desenvolvimento da economia náutica.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

instituto sou da paz

Bahia tem pior taxa de elucidação de homicídios do país, apenas 13% revela Instituto Sou da Paz
Foto montagem: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

A Bahia é o estado com a pior taxa de elucidação de homicídios do país, com apenas 13% de resolutividade. Os dados são da pesquisa 'Onde Mora a Impunidade?', do Instituto Sou da Paz. O Brasil também não tem tido bom exemplo em cumprir seu papel de dar respostas rápidas aos crimes contra a vida, com 36% dos homicídios ocorridos em 2023 esclarecidos até o final de 2024.

 

Dados revelam que dos 4.461 assassinatos ocorridos em 2023, somente 572 foram solucionados, o equivalente a 11% em 2023 e somente 2% até o fim de 2024. Ou seja, 87% das vítimas de homicídios não tiveram seus casos resolvidos pela polícia segundo o levantamento.  

 

Parte da problemática é complexidade de crimes por organização criminosa na Bahia, o PCC e o CV contava com mais oito grupos fundados no próprio estado, que geraram conflitos letais derivados de rupturas e alianças, como entre o Bonde do Maluco (BDM) e o PCC. Salvador e Camaçari foram os municípios com maior número de tiroteios segundo o Instituto Fogo Cruzado.

 

A série histórica nacional de esclarecimento de homicídios tem se mantido em torno de 35% desde o ano de 2015. Essa estagnação nacional, segundo a pesquisadora Carolina Ricardo, em entrevista à Folha de S.Paulo, "expressa a baixa prioridade que as instituições de Estado dão ao esclarecimento de homicídios".

 

Gráfico ilustrativo da média histórica baiana | Foto: Reprodução / Instituto Sou da Paz

 

A baixa eficiência do estado em dar respostas aos assassinatos também se reflete no sistema carcerário. Segundo dados do SISDEPEN, apenas 13% dos 670.792 detentos estão presos por homicídio. A grande maioria das prisões ocorre por crimes contra o patrimônio (40%) e crimes relacionados a drogas (31%) — crimes mais propensos às prisões em flagrante.

 

Veja em mapa:

 

 

Enquanto a Bahia amarga a lanterna com 13%, outros estados mostram ser possível ter alta resolutividade: o Distrito Federal (96%) e Rondônia (92%) lideram a proporção de casos esclarecidos. A média global de elucidação deste tipo de crime é 44% nas Américas, o Brasil não atingiu esse valor nos últimos anos. 

 

Ainda neste ano de 2025, o Atlas da violência no estado mostra que a Bahia é a campeã, de longe, em maior número de homicídios desde o ano de 2020. Os números também são preocupantes segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, entre as 10 cidades mais violentas do país, cinco estão na Bahia. 

 

A baixa resolutividade na Bahia é agravada pela falta de padronização nas metodologias de registro e investigação criminal. Além disso, a pesquisa do Sou da Paz revelou a escassez de dados sobre o perfil das vítimas de homicídio.

  • Mulheres: Nos oito estados com dados consistentes, crimes que vitimam pessoas do sexo feminino (16% das vítimas em casos esclarecidos) têm uma probabilidade maior de esclarecimento do que os que vitimam homens (84% das vítimas);

  • Raça: Dados sobre raça são os mais insuficientes; apenas Acre e Piauí forneceram informações em mais de 75% dos casos;

  • Juventude: Em estados analisados, a forte concentração de vítimas esclarecidas e registradas está na faixa etária entre 18 e 29 anos.

 

Este cenário de impunidade persiste mesmo com os esforços para reduzir o número total de Mortes Violentas Intencionais (MVI). Especialistas alertam que a baixa resolutividade é um indicador crucial da impunidade e atua como combustível para a violência, especialmente aquela ligada ao crime organizado e à disputa territorial.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Rosemberg Pinto

Rosemberg Pinto
Foto: Divulgação AL-BA

“O governador não ligou para nenhum partido para falar sobre esse tema. O governador respeita as posições das diversas instituições. AL-BA, Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública, ele sempre foi muito respeitoso por conta de definições internas. O governador, na reunião ontem, pediu: ‘Qualquer tipo de divergência que tiver em qualquer local, deixa terminar o segundo turno para focar nisso". 

 

Disse o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Rosemberg Pinto, negou os rumores de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teria determinado o fim dos acordos entre partidos da base governista em torno da candidatura da deputada Ivana Bastos (PSD) à Presidência da Casa.
 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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