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instituto setes
O corpo clínico do hospital regional de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, acusa a administradora da unidade, Instituto Setes, de diversas irregularidades.
Entre os pontos levantados constam a suposta falta de funcionamento do aparelho de tomografia, deficiência no abastecimento de materiais e medicamentos, problemas no enxoval hospitalar e atrasos no pagamento de honorários médicos.
Segundo os médicos, o local estaria há mais de seis meses sem aparelho de tomografia computadorizada em operação, sem alternativa externa para realização dos exames, apesar de atender pacientes de alta complexidade e contar com serviço de neurocirurgia.
Os profissionais também apontaram dificuldades relacionadas ao fornecimento de materiais médico-hospitalares, Opme, medicamentos e insumos considerados essenciais para a manutenção dos atendimentos e realização de cirurgias.
Outro problema citado na nota envolve a rouparia hospitalar, com relatos de falta frequente de roupas privativas, lençóis, cobertores e itens de enxoval. O Corpo Clínico informou ainda que a Vigilância Sanitária teria identificado a presença de microrganismos nocivos na água utilizada na unidade hospitalar, o que, segundo os profissionais, amplia a preocupação em relação às condições sanitárias e à segurança assistencial.
A nota também menciona preocupações quanto à realização de cirurgias oncológicas vinculadas à Unacom (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia). De acordo com os médicos, os procedimentos estariam sendo realizados sem comunicação prévia adequada entre setores como UTI e enfermarias, além de ausência de definição antecipada de leitos e equipes responsáveis pelo acompanhamento pós-operatório.
Além das questões assistenciais, os profissionais denunciaram atrasos recorrentes no pagamento de honorários médicos. Conforme o documento, houve casos de repasses efetuados com cerca de 60 dias de atraso. O corpo clínico também criticou uma proposta apresentada pela gestão para ampliação do prazo contratual de pagamento para até 45 dias após a prestação dos serviços.
OUTRO LADO
Em resposta, o Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães divulgou nota em que nega informações apresentadas pelo Corpo Clínico e afirma que os serviços da unidade seguem funcionando de forma regular.
Segundo a direção do hospital, o aparelho de tomografia está em pleno funcionamento e recebe manutenção contínua realizada por técnicos especializados.
A unidade também informou que o abastecimento de materiais médico-hospitalares, medicamentos e insumos ocorre conforme a demanda assistencial, com o objetivo de garantir a continuidade dos atendimentos.
Em relação ao enxoval hospitalar, a administração afirmou que mantém abastecimento regular de roupas, lençóis e cobertores, destacando que a unidade possui um centro de costura próprio para manutenção e reposição dos itens.
Sobre a qualidade da água utilizada no hospital, a direção declarou que a Vigilância Sanitária já foi comunicada e que providências foram adotadas para regularização da situação, conforme orientações dos órgãos competentes.
Quanto às cirurgias oncológicas vinculadas ao Unacom, o hospital informou que os procedimentos são programados previamente e realizados com planejamento entre equipes assistenciais, setores de internação, UTI e demais serviços envolvidos no pré e pós-operatório.
A respeito dos honorários médicos, a unidade afirmou que os pagamentos são realizados de forma regular pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) e negou a existência de repasses efetuados fora do prazo de vencimento.
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirmou nesta terça-feira (2) que o atendimento às gestantes e bebês no Hospital Deputado Luís Eduardo Magalhães (HDLEM), em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, seguirá funcionando normalmente. O fato ocorre após a demissão da equipe de obstetrícia do local, informou o Radar News, parceiro do Bahia Notícias.
A unidade de saúde tem convivido com problemas. No dia 30 de setembro, o governo do estado anunciou o encerramento do contrato com a então administradora da unidade, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH).
Segundo a Sesab, o atual gestor, o Instituto Setes, já contratou um novo grupo de obstetras para manter a escala de trabalho e garantir a assistência a gestantes e recém-nascidos. A última crise começou na última segunda-feira (1°), quando a antiga equipe médica pediu demissão coletiva.
Entre as justificativas, estavam uma redução salarial encaminhada pelo Instituto Setes e a falta de pagamento das verbas rescisórias pela gestão anterior, o IGH.
Para garantir a continuidade dos serviços, a Sesab acionou órgãos como o Conselho Regional de Medicina (Cremeb) e o Ministério Público, solicitando fiscalização e medidas que confirmem a permanência dos profissionais na unidade.
Em nota, a secretaria informou também que acompanha de perto as negociações para o pagamento das rescisões trabalhistas dos profissionais que atuavam no hospital sob contrato com o IGH.
A pasta afirmou que tem tomado as medidas necessárias para assegurar uma transição contratual regular e a manutenção sustentável da assistência.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Dario Durigan
"Não vou tratar de bets agora, porque são temas que nós ainda estamos em avaliação. O presidente deve tratar disso aí nos próximos dias".
Disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan ao desconversar se o governo já havia batido o martelo sobre o texto da medida provisória que restringirá as apostas online no Brasil. Ao ser abordado pela imprensa, o ministro disse que a MP ainda está em avaliação e ter o seu texto avaliado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.