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E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
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O novo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas, nesta terça-feira (18), mostra que Daniel Vilela (MDB), atual governador do estado, tem 45,8% das intenções de voto para o governo de Goiás, no primeiro turno. Com o índice, o ex-deputado e ex-vice-governador na gestão de Caiado, abriu uma margem de 20 pontos frente ao segundo colocado na disputa, Marconi Perillo (PSDB).
Perillo (PSDB) aparece com 24,9% das intenções de voto, enquanto Wilder Morais surge em terceiro, com 13,2% no 1º turno. O instituto ouviu 1.240 eleitores com 16 anos ou mais em 61 municípios de Goiás, entre os dias 14 e 17 de agosto. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código GO-01791/2026.
Luis Cesar Bueno (PT) aparece com 2,3%, Luciana Amorim (UP) registra 1,1% das intenções de voto e Danilo Pinheiro (PCO) surge com 1%. Outros 6,9% afirmaram que não votariam em ninguém ou nulo e 4,8% não souberam ou não opinaram. O levantamento não simulou cenários de segundo turno. Na pesquisa anterior, realizada em julho, Vilela tinha 44,4% e Perillo, 25,4%.
O Instituto Paraná Pesquisas teve uma performance impressionante ao praticamente cravar o resultado das eleições em Portugal. Conforme previu a pesquisa brasileira, os partidos de centro-direita agrupados na Aliança Democrática (AD) venceram a disputa contra o Partido Socialista (PS), com uma pequena margem de diferença. O instituto apontou 0,4 ponto percentual separando os mais votados. Na urna, deu 0,8.
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (11), o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, comemorou o resultado, que veio após um longo período de questionamentos sobre a metodologia e a credibilidade do instituto. Segundo Hidalgo, a principal diferença com o Brasil é o fato de em Portugal, além do comparecimento à eleição não ser obrigatório, o país não tem tradição de fazer pesquisas em campo, o que fez com que todo o processo fosse realizado exclusivamente por telefone. Essa não é a primeira participação da Paraná Pesquisas em uma eleição internacional. No ano passado, o instituto foi responsável pelas pesquisas internas das eleições da Argentina.
“As pessoas perguntavam porque um instituto de pesquisa do Brasil quer fazer pesquisa em Portugal. Uma coisa absurda! Lá, há uma reserva de mercado muito, muito forte. E segundo que você vê que a polarização política, as agressões, destruição, fake news, ela está igual ao Brasil. Isso me surpreendeu muito! Eu diria que é até mais agressivo que no Brasil, então mostra que não é um fenômeno brasileiro. Isso nos ensinou muito também”, pontuou Murilo Hidalgo, reforçando que a Paraná Pesquisas passou a adotar a pesquisa telefônica no período da pandemia, em 2020.
Na pesquisa vitoriosa das eleições portuguesas, que também apontou que o partido Chega! seria o terceiro mais votado, com 21,2% votos, quando ficou com 18,1% dos votos, foram contatadas mais de mil pessoas, das quais 800 entrevistas foram consideradas para efeito do resultado. “Quem não ia votar, a gente só contabilizava e não prosseguia. Porque a eleição lá tem a opção de comparecer ou não, diferente do Brasil que é obrigatório. A primeira pergunta era se a pessoa compareceria ou não, se ela dissesse que não compareceria, a gente encerrava a entrevista ali, contabilizava e não fazia. Então, a gente fez 800 entrevistas com pessoas que disseram que iam votar, que iam comparecer para votar. É por isso que o número não fica tão alto, no quantitativo dos entrevistados”, explicou.

Murilo Hidalgo também revelou que outro ponto de desconfiança no instituto foi sobre como a pesquisa teria chegado em Portugal, uma vez que ela havia sido divulgada somente no Brasil. “Com a repercussão que teve no Brasil, a pesquisa chegou lá. Começaram a nos perguntar de que forma chegou lá, como chegou lá e a gente brincava ‘no Brasil tem internet’, então isso já era esperado”, disse, entre risos.
BIDEN X TRUMP
Com mais de três mil pesquisas realizadas, o Instituto Paraná se prepara para desembarcar nos Estados Unidos nos próximos 30 dias, conforme adiantou Murilo Hidalgo com exclusividade ao Bahia Notícias. Por lá, o duelo será entre o atual presidente Joe Biden, do partido Democrata, e o ex-presidente Donald Trump, dos Republicanos. Trump lançou sua campanha para retornar à Casa Branca em novembro de 2022 e enfrenta uma alta rejeição, fruto de sua postura polêmica frente à presidência. Ele incitou à insurreição do dia 6 de janeiro de 2021, no Capitólio, após perder a eleição.
“Nos próximos 30 dias, a Paraná Pesquisas estará divulgando a primeira pesquisa nos Estados Unidos. Já está tudo preparado, a gente só está esperando o time, qual vai ser o time correto. Provavelmente vai ser no começo de abril, após a Páscoa. Nós vamos fazer a primeira pesquisa no mercado norte americano”, adiantou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.