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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação Colina. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Vera Cruz e Nazaré, no Recôncavo baiano.
A ação tem como objetivo desarticular um esquema de fraudes previdenciárias relacionadas à manutenção e prorrogação irregular de benefícios por incapacidade no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com a PF, as investigações tiveram início após análises realizadas pela Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP/MPS). Os levantamentos apontam que um servidor do INSS, lotado em Salvador, estaria promovendo remarcações indevidas e sucessivos adiamentos injustificados de perícias médicas.
Segundo a apuração, a prática impedia que segurados fossem submetidos à avaliação de peritos médicos oficiais, o que possibilitava a renovação automática e contínua de auxílios-doença por incapacidade temporária de forma considerada irregular.
Ainda conforme as investigações, foram identificados casos em que perícias foram adiadas sob justificativas falsas, como suposta ausência de atendimento médico, mesmo em dias de funcionamento normal das agências do INSS.
Ainda segundo apuração, a suspeita é que intermediários recolhiam valores de beneficiários [alguns já investigados em operações anteriores da PF] e repassavam vantagens financeiras indevidas ao servidor responsável pelas inserções fraudulentas nos sistemas corporativos da Previdência Social.
As medidas cautelares foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta quarta-feira (20) dois mandados de busca e apreensão em Cruz das Almas, no Recôncavo. A operação, denominada de Truth, combate um grupo criminoso suspeito de vender dados sigilosos de beneficiários da Previdência Social por meio de sites na internet.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Segundo a PF, as investigações começaram há cerca de dez meses, após a identificação de um grupo na Bahia que vendia cadastros e informações pessoais de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de páginas na internet.
O foco principal eram benefícios negados, cujos dados – como CPF, número de benefícios e informações pessoais – eram repassados a advogados interessados em recorrer das decisões ou propor ações judiciais.
Além dos advogados, as listas também eram comercializadas para empresas de crédito, especialmente as que oferecem empréstimos consignados, que usavam os dados para abordar segurados com benefícios ativos. Ainda conforme a investigação, os suspeitos publicavam vídeos na internet, ensinando formas de falsificar documentos e orientando sobre possíveis fraudes contra a Previdência Social.
No cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam documentos e dispositivos eletrônicos, que vão passar por perícia. A ação conta com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social.
Ainda segundo a PF, o crime de divulgação de dados sigilosos ou reservados da Administração Pública prevê pena de até quatro anos de detenção.
O nome da operação se refere ao título da homepage usada para execução das condutas investigadas, que atualmente já está desativada, informou também a PF.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.