Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
imunizantes
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), iniciou nesta segunda-feira (3) a vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. Neste primeiro momento, a estratégia contempla profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), conforme orientação do Ministério da Saúde e diante da disponibilidade inicial de 2.648 doses enviadas pelo Governo Federal.
Estão contemplados médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, odontólogos, profissionais das equipes multiprofissionais, como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos, além de agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de combate às endemias (ACE) e trabalhadores administrativos e de apoio que atuam nas Unidades Básicas de Saúde.
O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, destacou a importância da iniciativa. “Estamos protegendo quem está na linha de frente do atendimento à população. Essa estratégia fortalece o enfrentamento à dengue em Salvador e demonstra nosso compromisso com a saúde dos trabalhadores do SUS e da comunidade. Ela integra o conjunto de estratégias de enfrentamento à doença, aliada às ações de prevenção, controle do mosquito e mobilização da população”, afirmou.
A SMS ressalta que, com o envio de novas remessas pelo Ministério da Saúde, outros públicos poderão ser contemplados progressivamente, conforme a ampliação da disponibilidade de doses.
ESQUEMA VACINAL
A vacina do Instituto Butantan é indicada para pessoas de 15 a 59 anos, 11 meses e 29 dias, independentemente de infecção prévia por dengue. O imunizante possui esquema de dose única, administrado por via subcutânea.
A Secretaria reforça que pessoas que já receberam ou iniciaram o esquema vacinal com a vacina contra a dengue do laboratório Takeda (Qdenga) devem manter o mesmo imunizante até a conclusão do esquema, que é composto por duas doses, com intervalo de três meses.
Quem já completou o esquema com a vacina da Takeda é considerado imunizado e não deve receber a vacina do Instituto Butantan. Já a vacina do Butantan é destinada a pessoas que ainda não foram vacinadas contra a dengue.
DISPONIBILIDADE
A vacinação com o imunizante do Instituto Butantan estará disponível nas salas de vacinação da rede municipal para o público elegível. A vacina do laboratório Takeda, destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segue sendo ofertada na rede, com esquema de duas doses e intervalo de três meses, com exceção da sala de vacinação do Salvador Shopping.
Um levantamento do Ministério da Saúde constatou que a Bahia obteve um aumento na cobertura vacinal de 9 dos 16 imunizantes do calendário de vacinação infantil. Entre os destaques apontados pela pasta aparece a primeira dose contra a meningite C, que registrou crescimento de 88,42% no ano passado para 102,29% até a última segunda-feira (26).
O segundo reforço contra a Tríplice Viral subiu de 60,29% para 74,18%, por enquanto que a vacinação da febre amarela foi de 75,30% para 77,29%. Já a de Pólio passou de 79,04% para 82,71%, a de varicela alavancou de 71,98% para 72,28%. Os dados são da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) da pasta.
Ainda no mês de abril deste ano, o Ministério da Saúde constatou um avanço nas coberturas vacinais de 13 dos 16 principais imunizantes do calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI), na comparação a 2022.
De acordo com o órgão, o balanço também auxilia para as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef, que retiraram o Brasil da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas.
O Brasil queimou R$ 1,4 bilhão em vacinas contra a Covid-19 desde 2021. A quantia se refere a mais de 39 milhões de imunizantes que venceram sem serem utilizadas e precisaram ser incineradas, segundo dados do governo via g1.
A necessidade de descartar quase 40 milhões de vacinas e o fim da validade já tinha sido indicada pela Folha de São Paulo em março deste ano. Porém, só agora a Procuradoria-Geral da República (PGR) iniciou a investigação sobre a incineração de insumos médicos. O órgão investiga se houve prejuízos aos cofres públicos.
O caso se iniciou após o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demorar para adquirir e distribuir as doses. A CPI da Covid, que apurou as condutas do governo federal durante a pandemia, terminou com o pedido de indiciamento de Bolsonaro por 9 crimes.
As doses de imunizantes incineradas representam cerca de 5% do total comprado pelo país. As primeiras vacinas já tinham sido queimadas em 2021, quando o Brasil iniciou o processo de imunização no país, e aumentou em número no ano passado.
A gestão atual do Ministério da Saúde disse que "herdou um estoque de mais de 157,9 milhões de itens de saúde a vencer até o mês de julho equivalente a R$ 1,2 bilhão" e que criou um comitê para acompanhar e diminuir as perdas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar sobre a revogação, pelo governo Lula, do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, resultará na perda de empregos e impactará principalmente as micro e pequenas empresas brasileiras.