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O presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (Ibrades), Georges Humbert, destacou nesta quarta-feira (10) a importância da aproximação entre o setor empresarial, a academia e a sociedade civil nos debates sobre sustentabilidade e direito ambiental. A declaração foi dada durante a abertura do 3º Congresso de Direito e Sustentabilidade, realizado em Salvador.
Segundo Humbert, o evento busca consolidar parcerias que já vêm sendo construídas ao longo dos anos, como a com a Associação Comercial da Bahia, entidade bicentenária, e com o próprio Ibrades, de caráter científico. A edição de 2025 conta ainda com a participação do LID Empresarial, grupo de networking que reúne empresários de todo o Brasil.
O congresso acontece no Palacete das Artes, prédio histórico recentemente restaurado, escolhido como forma de simbolizar a aplicação prática do conceito de sustentabilidade. "Aqui temos o meio ambiente cultural, a história, a geração de emprego e renda no centro da cidade e o desenvolvimento econômico associado aos serviços oferecidos", afirmou Humbert.
Além de painéis, palestras e debates, o evento traz a mostra Sustentarte, que reúne esculturas, pinturas e retratos de artistas do Recôncavo Baiano e da Baía de Todos-os-Santos. A exposição estará aberta ao público durante toda a programação.
Outro destaque é a presença de representantes dos três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário —, reforçando a pluralidade do debate. “Queremos que daqui saiam boas ideias, soluções e oportunidades para o interesse geral”, disse Humbert.
O tema central do congresso neste ano é a COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada no Brasil no final de 2025. Para Humbert, a escolha amplia a relevância da programação:
“À luz da COP30, vamos discutir temas decisivos para a Bahia, o Brasil e o planeta, como infraestrutura, transição energética, exploração de petróleo e gás na foz do Amazonas e licenciamento ambiental. A qualidade da gestão e das decisões nesses campos significa melhoria da vida em sociedade e um futuro mais sustentável para todos”, afirmou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.