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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

iansa

Dia de Santa Bárbara tem missa, procissão e sincretismo com Iansã em Feira de Santana
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Moradores de Feira de Santana comemoraram nesta segunda-feira (4) o Dia de Santa Bárbara, para os católicos, ou Iansã, para os candomblecistas. As homenagens começaram no início da manhã, com uma missa na Igreja Senhor dos Passos. Em seguida, fiéis, em vermelho e branco, saíram em procissão por ruas do centro, até o Centro de Abastecimento.

 

Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o pároco da igreja, padre Júlio Santa Bárbara, que presidiu a celebração, contou que a história da santa é carregada de perseverança e coragem em defesa da fé, uma vez que sofreu perseguição. “Uma grande mártir da nossa igreja, viveu num período difícil, professou a sua fé em um tempo que não se professava assim abertamente. O seu pai não queria que ela assumisse essa fé, que ela se batizasse”, contou.

 

Foto: Paulo José / Acorda Cidade

 

Já o diácono Gilberto, que também participou da missa, abordou o sincretismo religioso em referência ao Orixá Iansã.    “O sincretismo foi trazido para o Brasil no Império, já que os nossos irmãos africanos não podiam cultuar seus deuses, então alguns santos católicos foram incorporados aos deuses, ela, por exemplo, foi uma das grandes divindades Motumbá, depois Iansã que representa essa divindade, essa mulher que representa o trovão, as dificuldades dos seres humanos, ela defende as dificuldades dos seres humanos, também na África e aqui”, afirmou.

Foto: Paulo José / Acorda Cidade

 

Padroeira dos bombeiros e dos profissionais que lidam com o fogo, Santa Bárbara também é protetora dos trabalhadores do Centro de Abastecimento da cidade. As celebrações à santa continuam durante o dia, com o tradicional caruru, além de samba de roda e lavagem com banho de cheiro no Centro. 

Cozinheira faz acarajé na França: 'Se Iansã não quisesse, já teria dado errado'
Foto: Reprodução / Facebook

A culinária francesa, considerada uma das mais famosas do mundo, é conhecida por suas massas de pães, brioches e croissants. Em Paris, uma cozinheira dedica seu tempo a outro tipo de massa. Uma feita de feijão fradinho descascado, velha conhecida dos baianos. A baiana Mariele Góes tem feito na cozinha da sua casa o acarajé como conhecemos na Bahia. Os clientes, em sua maioria, são estrangeiros curiosos em provar a iguaria e brasileiros com saudade de casa. “Quando a gente mora fora sozinho nós percebemos como sentimos falta de certas coisas, como a comida”, diz a cozinheira, que produz cerca de 70 acarajés por vez, para venda direta, encomenda ou para degustação na sua residência. 

 


Mariele Góes segunrando um acarajé | Foto: Reprodução / Facebook


Conta a lenda africana que o acarajé foi um presente de Iansã para as mulheres que precisavam prover o próprio sustento. Mariele começou a cozinhar a iguaria sem acreditar muito que seria capaz de faze-la. “Eu achava que acarajé era impossível de se fazer em casa”. A baiana descobriu que estava equivocada, fez um restaurante improvisado em casa e hoje explica o que é alimento e a lenda que o envolve para quem prova. “Se Iansã não quisesse que eu vendesse acarajé, já teria dado errado. Já que estou fazendo, eu faço certo”, conta a baiana que respeita todos os rituais e a receita que envolvem a massa. “Uma vez me perguntaram o motivo de eu não botar coentro na massa do acarajé. ‘Rapaz, aí você se entende com Iansã’, foi o que respondi”, completa Mariele, que se preocupa em fazer até o famoso molhinho de pimenta que acompanha a comida exatamente igual ao dos tabuleiros.
 
Para produzir acarajés na França, a cozinheira precisa de pelo menos 3 dias. O primeiro deles é apenas para a compra dos ingredientes nos bairros da capital francesa. De um lado para outro em Paris com as sacolas na mão, a baiana vai até lojas chinesas atrás da pimenta e do camarão. Vai a lojas africanas para comprar o dendê e ao bairro indiano para achar o feijão fradinho. “Dei uma sorte danada que encontrei uma loja que vende o feijão sem casca”, revela a cozinheira que já teve de descascar o feijão fradinho grão por grão para fazer a receita. Com um ingrediente vindo de cada lugar do mundo, a massa do acarajé francês fica miscigenado que nem nossa gente. Talvez essa semelhança é o que garante que a execução de Mariele seja bem avaliada. “Já me falaram que o acarajé que faço aqui é melhor que os que têm no Rio de Janeiro. Não sou baiana [de acarajé], mas nasci em Salvador. Não podia ser diferente”, conta a cozinheira rindo. 

 


O acarajé francês | Foto: Reprodução / Facebook
  


Mariele nem sempre foi cozinheira. Antes de ir para a França estudar alta culinária, a baiana era jornalista e trabalhava na revista Veja - antes, ela também foi repórter do Bahia Notícias. “No final das contas as profissões são parecidas com o ritmo corrido, com a pressão e a adrenalina”, conta Góes, que está no país estrangeiro há 1 ano e fazendo acarajés há 4 meses. O custo grande dos cursos e algumas decepções fizeram ela desistir da alta culinária e ressignificar a gastronomia trabalhando em casa. O plano da cozinheira é de expandir a produção de acarajés, porém, hoje, a cozinha do apartamento comporta uma produção de 70 unidades por vez. Cada bolinho é vendido por Mariele por 8 euros. “O preço é menor que um lanche no MCDonald's e vem com bastante camarão e vatapá”. Além do acarajé, a cozinheira também prepara opções de sobremesa como um pudim de Tapioca vendido a 10 euros. Quem procura o acarajé na França precisa correr. Facilmente o quitute se esgota. “As pessoas já se articulam e encomendam o acarajé com antecedência”. 

Confira programação em homenagem a Santa Bárbara no Pelourinho
Foto: André Frutuôso/ Divulgação
Durante a manhã, celebração religiosa. À tarde e à noite, programação artística diversificada. É assim que será a programação da tradicional Festa de Santa Bárbara, no Centro Histórico, nesta quarta-feira (4).  A festa começa no Largo do Pelourinho, com uma alvorada às 5h, seguida de uma missa campal celebrada pela Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 8h. Ao final da missa, uma procissão segue até o quartel do Corpo de Bombeiros. Além das homenagens à Santa, o dia 4 de dezembro também oferece vários carurus pela região, geralmente logo após a procissão. Os do Mercado de Santa Bárbara e do Mercado de São Miguel são alguns dos mais tradicionais. A partir das 14h30, 16 atrações, como Fora da Mídia, Samba Chula de São Braz e Nelson Rufino, dão continuidade às homenagens ao dia festivo em todos os largos do Pelourinho. 
 
O Largo Pedro Archanjo será movimentado por grupos de destaque no cenário atual do samba baiano, são as atrações Fora da Mídia, Bambeia e Sangue Brasileiro. No Largo Tereza Batista, o Recôncavo é bem representado por Nonato Sanskey e Roda de Samba Mucum'G, que abre a tarde de festa. Logo após, tem a originalidade da banda Sambatrônica, e o batuque afrobrasileiro do samba de roda da banda Barlavento. Já no Largo Quincas Berro D'Água, os grupos Samba Maria e Amoroso Samba, e a cantora Claudya Costa, demonstram, em um dia importante como o de Santa Bárbara, a força e destaque da presença feminina no samba baiano.
 
O Terreiro de Jesus terá em seu palco o Grupo Trivial, sempre com um repertório que resgata o autêntico samba de raiz. A cantora Gal do Beco, presença forte em algumas das principais festas populares da Bahia, também fará uma apresentação especial. E o grupo Negros de Fé será responsável pelo show de encerramento da noite.
 
No Largo do Pelourinho, às 13h30, já acontece a apresentação de Jorginho Commancheiro e Claudete Macêdo. Mais tarde, uma parte da história do samba de roda do recôncavo baiano estará presente no Pelourinho. É o Samba Chula de São Braz, que vem trazendo com talento e espontaneidade a tradição oral do samba de roda da Bahia. E também é tradição da Bahia o grande sambista Nelson Rufino, que lança, no dia de Santa Bárbara, o seu novo DVD, e recebe como convidados Carlinhos Brown, Batifun, Carla Cristina, Edil Pacheco e Walmir Lima. De noite, será a vez de Juliana Ribeiro prestar sua homenagem ao dia. Uma das principais vozes do samba atual, a cantora se faz presente a partir das 20h. Confira programação completa aqui.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende
O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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