Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Nilson Araújo
O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional
Foto: Divulgação

O novo perfil do corretor de imóveis e os caminhos para um mercado cada vez mais profissional

Em agosto, quando celebramos o Dia Nacional do Corretor de Imóveis (dia 27), é importante olhar para além da data comemorativa e refletir sobre as transformações que vêm moldando a profissão e o próprio mercado imobiliário. O corretor de hoje já não é apenas o profissional responsável por aproximar comprador e vendedor. Ele precisa estar preparado para interpretar dados, compreender tendências, utilizar novas tecnologias, produzir conteúdo, construir relacionamentos e, sobretudo, oferecer uma experiência cada vez mais qualificada ao cliente.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

hpv

Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovens
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.

 

Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%. 

 

A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.

 

Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland. "Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado"

 

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. 

 

Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. 

 

De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo "efeito rebanho": "Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV."

 

Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa. 

 

Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público. "Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero", destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa. 

 

VACINAÇÃO EFICAZ
Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante.

 

A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.

 

A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma.

 

Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.

 

O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema públic

Jovens de 15 a 19 anos têm até dezembro para se vacinar contra o HPV em Salvador
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

Adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam nenhuma dose da vacina contra o HPV ganharam uma nova oportunidade para se proteger contra o vírus. Após decisão do Ministério da Saúde de prorrogar a estratégia de resgate vacinal, esse público poderá receber o imunizante gratuitamente em Salvador até dezembro de 2026, em qualquer sala de vacinação da rede municipal.

 

A ampliação do prazo busca aumentar a cobertura vacinal entre jovens que perderam a oportunidade de se vacinar na faixa etária recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). O HPV é responsável por infecções que podem evoluir para diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, ânus, vulva, vagina e orofaringe, além de causar verrugas genitais. A vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra essas doenças.

 

Em Salvador, entre janeiro de 2025 e 1º de julho de 2026, foram aplicadas 43.640 doses da vacina contra o HPV. Somente neste ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já administrou 14.530 doses, sendo 13.504 destinadas a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e 1.026 aplicadas em jovens de 15 a 19 anos contemplados pela estratégia de resgate.

 

Em Salvador, entre janeiro de 2025 e 1º de julho de 2026, foram aplicadas 43.640 doses da vacina contra o HPV. Somente neste ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) já administrou 14.530 doses, sendo 13.504 destinadas a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e 1.026 aplicadas em jovens de 15 a 19 anos contemplados pela estratégia de resgate.

 

Em Salvador, a vacina contra o HPV também é ofertada gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, conforme o calendário de rotina, e, além disso, também podem se vacinar pessoas imunocomprometidas de 9 a 45 anos, usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de 15 a 45 anos, pessoas vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos e transplantados e outros públicos especiais definidos pelo Ministério da Saúde.

 

Para receber a vacina, basta procurar uma sala de vacinação da rede municipal com documento de identificação, Cartão SUS e, se possível, a caderneta de vacinação.

Salvador promove campanha de vacinação contra o HPV para crianças e adolescentes
Foto: Bruno Concha / PMS

Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos já podem se vacinar contra o Papilomavírus Humano (HPV) de forma gratuita em todas as unidades de saúde da capital. A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza a campanha de imunização e reforça a importância da prevenção.

 

Até março de 2026, Salvador registra cobertura vacinal de 52,44%, índice abaixo do ideal e que acende o alerta para a necessidade de ampliar a adesão.

 

O HPV é um dos principais responsáveis por causar uma série de doenças em homens e mulheres, sendo o câncer de colo do útero seu principal foco de ação — condição à qual está associado em quase 70% dos casos. Quando a vacina é aplicada antes do início da vida sexual, a eficácia na prevenção de algum tipo de câncer pode chegar a 90%.

 

A coordenadora de Imunização da SMS, Doiane Lemos, destacou a importância da vacinação na vida dos jovens e seu papel na prevenção do câncer, além de reforçar que a ampliação do público ao longo dos anos fortalece a estratégia de proteção coletiva.

 

“Inicialmente, a vacina do HPV tinha o objetivo de proteger as meninas contra o câncer de colo de útero, mas posteriormente a vacinação também foi disponibilizada para os meninos. A elegibilidade dessa vacina vem crescendo a cada ano, com uma missão diferente, porque ela previne o câncer. Crianças e Adolescentes são vacinadas hoje, para que no futuro elas não venham conviver com o câncer do HPV, que é uma doença com tratamento doloroso e longo", afirmou.

 

A coordenadora também destacou a necessidade das campanhas de vacinação para ampliar a adesão, ressaltando a importância de uma abordagem sensível no atendimento ao público jovem e o papel dos responsáveis nesse processo. “É uma medida de prevenção, pois o HPV pode ser contraído através das relações sexuais. Os pais têm papel essencial nisso, já que é a partir dos 9 anos que a vacina pode ser aplicada. A consciência e o autocuidado são muito importantes”, reforçou.

 

PÚBLICO-ALVO  

Como estratégia para ampliar a cobertura vacinal, adolescentes de 15 a 19 anos também foram convocados, em 2025, para um resgate da vacinação, devido à baixa adesão nacional registrada em anos anteriores. Neste ano, crianças e adolescentes, sobretudo na faixa etária de 9 a 14 anos, podem se vacinar em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) de Salvador. Para isso, é necessário apresentar documento de identificação (RG ou certidão de nascimento), cartão SUS e a caderneta de vacinação, sem necessidade de prescrição médica.

 

Além do público entre 9 e 14 anos e do resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos, a imunização também é indicada para pessoas com algum tipo de imunodeficiência, que vivem com HIV, estão em tratamento oncológico ou utilizam PrEP (Profilaxia Pré-Exposição).

Prefeitura de Salvador reforça vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) anunciou, nesta quarta-feira (7), a prorrogação da campanha de vacinação contra o HPV em Salvador. A ação faz parte da estratégia de ampliação da faixa etária anunciada pelo Ministério da Saúde e prevê o fortalecimento da imunização de jovens de 15 a 19 anos em todo o país. 

 

De acordo com dados da SMS, em 2025 foram aplicadas 28.697 doses da vacina contra o HPV no público de 9 a 14 anos e 1.787 doses entre jovens de 15 a 19 anos. A expectativa da Prefeitura é ampliar esse número de imunização com a estratégia voltada aos adolescentes.

 

 A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente nas 162 salas de vacinação da rede municipal. As unidades de saúde da capital baiana funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, realizando a imunização do público de 9 a 14 anos, que integra o calendário nacional, e dos jovens de 15 a 19 anos contemplados pela estratégia de resgate.

 

“A vacina HPV é segura e fundamental na prevenção de diversos tipos de cânceres, como os de colo do útero, vulva, pênis, garganta e pescoço. Com a ampliação da faixa etária, adolescentes de 15 a 19 anos que não se vacinaram entre 9 e 14 anos têm até junho deste ano para fazer a dose de resgate e garantir essa proteção, contribuindo também para a redução da circulação do vírus na população”, afirmou a subcoordenadora de Imunização da SMS, Taciana Matos.

 

Ainda de acordo com Taciana Matos, além desses grupos, a vacina também é ofertada para pessoas de 15 a 45 anos usuárias de profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV, para pessoas imunodeprimidas na faixa etária de 9 a 45 anos e para pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR).

Ministério da Saúde amplia prazo de vacinação contra HPV para jovens até 2026
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a prorrogação até o primeiro semestre de 2026 da estratégia de resgate vacinal contra o HPV, para jovens de 15 a 19 anos. A estimativa é vacinar cerca de 7 milhões de jovens que não receberam a vacina na idade recomendada. 

 

Segundo a pasta, até dezembro de 2025, cerca de 208, 7 milhões doses da vacina foram aplicadas nesta estratégia, sendo 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos. 

 

A iniciativa deve seguir vigente até a realização da Campanha de Vacinação nas Escolas. A vacina, que previne diversos de tipos de câncer como os de colo de útero, vulva, pênis, garganta e pescoço, está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também é realizada por meio de ações em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings. 
 

Nova lei sancionada por Lula cria política de enfrentamento ao HPV
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (23) a Lei, que cria a Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV). A proposta determina um conjunto de medidas de saúde pública direcionadas à prevenção, detecção e tratamento do HPV. 

 

A doença afeta a pele e as mucosas, tendo mais de 200 tipos. Segundo a Agência Brasil,a  nova legislação estabelece a realização de campanhas de informação, ampliação do acesso ao cuidado e fortalecimento da notificação e da pesquisa científica. 

 

No entanto,  Lula vetou o trecho que previa o exame sorológico para diagnosticar o HPV. O governo alegou que o teste não é indicado para essa finalidade e, que, “não faz parte do protocolo de diagnóstico para o HPV". 

 

De acordo com a reportagem, a gestão federal argumentou que o Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece outras modalidades de exames diagnósticos do vírus, como a biópsia, testes citológicos e testes moleculares, também previstos no projeto que deu origem à nova legislação.

 

A norma entra em vigor, a partir do mês de outubro, depois de 90 dias da publicação.

Após alcançar marca de 85% de imunizados, Brasil está perto de atingir meta de vacinação contra o HPV
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O Brasil está próximo de alcançar a meta de vacinação contra o HPV, causador do câncer de colo de útero. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país atingiu durante 2023 cerca de 85% do público-alvo que já tinha sido vacinado com o imunizante. Entre os adolescentes com 14 anos, a cobertura ultrapassou a marca de 96%. 

 

Na faixa-etária de 9 anos, a meta continua inferior ao desejado, com 69% das crianças imunizadas. A doença é o terceiro tumor com mais incidente e a 4ª com maior causa de óbito entre as mulheres brasileiras, tendo 17 mil novos casos e 7 mil óbitos por ano. 

 

O intuito da pasta é atingir 90% do público-alvo, formado por meninas e meninos de 9 a 14 anos. Com isso, é necessário aumentar que a imunização nas crianças e adolescentes do sexo masculino. Este público, desde 2014, tem 24,2 pontos percentuais menor do que a de meninas vacinadas. 

 

É importante lembrar que o vírus do HPV pode também pode causar câncer no pênis, ânus, boca e garganta. A principal via de transmissão do vírus é a sexual, por isso a imunização de garotos também é essencial para não permitir a disseminação do HPV.

Ministério da Saúde amplia público-alvo de vacina do HPV
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou no último sábado (27) que ampliou a lista de pessoas que podem tomar a vacina contra o HPV na rede pública. O governo adicionou os pacientes com papilomatose respiratória recorrente (PRR), um tipo de tumor benigno que forma verrugas na região das pregas vocais e que, em geral, é causado por infecções pelo HPV. 

 

A medida ocorreu após uma série de publicações científicas que demonstram os benefícios da vacina como tratamento auxiliar para pacientes com tumores benignos. Durante ensaios clínicos, pacientes que foram imunizados contra o HPV registraram uma redução de chance de ter uma recidiva do tumor. O imunizante será oferecido após apresentação de prescrição médica. 

 

O tratamento para PRR é feito através de remoção cirúrgica das verrugas, mas elas costumam aparecer e nos casos de recidiva as chances de cura são menores, gerando tratamentos longos, custosos e dolorosos aos pacientes. Com a vacina do HPV, a expectativa do governo é diminuir a quantidade de procedimentos que pessoas com a condição passam. 

Brasil terá esquema de dose única em vacinação contra o HPV
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A imunização contra o HPV no Brasil passará a ser feita em esquema de dose única. A medida foi anunciada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, na noite desta segunda-feira (1º). Anteriormente, era utilizada a aplicação de duas doses do imunizante que combate a infecção, principal causadora do câncer de colo de útero. 

 

“Uma só vacina vai nos proteger a vida toda contra vários tipos de doença e de câncer causados pelo HPV, como o câncer de colo de útero. Não vamos deixar que crianças e jovens corram esse risco quando crescerem”, anunciou a ministra em seu perfil na rede social X, antigo Twitter.

 

A titular do órgão de saúde pediu que estados e municípios façam uma busca ativa por jovens com até 19 anos que não receberam nenhuma dose da vacina. De acordo com Nísia, em 2023, foram aplicadas 5,6 milhões de doses do imunizante. O dado seria o maior desde 2018, conforme explicou a ministra.

 

“O maior número desde 2018 e um aumento de 42% no número de doses aplicadas em relação a 2022”.

 

“Agora, temos mais vacinas para proteger nossa população contra os riscos causados por esse vírus. Usar apenas uma dose de vacina foi uma decisão baseada em estudos científicos, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, ressaltou.

 

No Brasil podem se vacinar meninos e meninas de 9 a 14 anos; vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham sido imunizadas previamente; pessoas que vivem com HIV; transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea; e pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos.

Mais de 63% das mulheres jovens são afetadas por HPV no ânus, aponta estudo

A taxa de infecção por HPV (papilomavírus humano) na região anal atinge 52% dos jovens brasileiros entre 16 e 25 anos que já iniciaram a vida sexual, com maior prevalência entre as mulheres (63,2% contra 36,8% entre os homens).

 

Os resultados são da primeira pesquisa nacional sobre o tema, feita a pedido do Ministério da Saúde, e mostram uma taxa de infecção anal muito semelhante à da região genital (58,6 %).  O HPV envolve um grupo de mais de 150 vírus, dos quais pelo menos 13 estão associados a vários tipos de câncer, como o de colo uterino, o de ânus, o de pênis e o de cabeça e pescoço.

 

De acordo com a o jornal as informações são da Folha de São Paulo, o trabalho fez parte de um grande levantamento nacional sobre o impacto da vacina contra o HPV disponível no SUS desde 2014 para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Nesta atual etapa, foram avaliados 12,8 mil jovens de todas as regiões brasileiras.

 

Liderada pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), por meio do Proadi (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS), a pesquisa deve subsidiar o ministério em novas ações de reforço da imunização. Nos últimos anos, o país enfrenta queda da cobertura da vacinação contra o HPV. Em 2022, entre as meninas, a primeira e a segunda dose tiveram, respectivamente, 75,91% e 57,44% de adesão.

 

Entre os meninos, os números são ainda menores: 52,26% na primeira aplicação e 36,59% na segunda. Os dados deste ano ainda não estão consolidados. A vacina quadrivalente é indicada para a prevenção de verrugas genitais (HPV 6 e 11) e de tumores relacionados ao HPV 16 e 18, como o de vulva, vagina, colo uterino, ânus, cavidade oral, traqueia e pênis.

 

A infecção por HPV está associada a 90% dos casos de câncer de ânus, um tipo de tumor que vem aumentando em vários países nas últimas décadas. Nos Estados Unidos, em 15 anos, a taxa de crescimento foi de 3% ao ano, e já existe proposta de rastreamento para câncer anal da mesma forma do que é feito hoje para o cervical.

 

Diferentemente do que muitos imaginam, a infecção do HPV no ânus não está diretamente relacionada à prática de sexo anal. Ela acontece também entre aqueles que não o praticam. O estudo demonstrou um impacto positivo da vacina quadrivalente nos índices de infecção anal por HPV. Entre os vacinados, a taxa ficou em 3,1% e entre os não imunizados, em 10,9% (para os sorotipos de vírus presentes na vacina).

 

Na rede privada, há uma outra vacina formulada com nove sorotipos. O preço da dose está entre R$ 800 e R$ 950 —em adultos, a recomendação é de três aplicações. De acordo com o estudo, os tipos de HPV contidos na vacina nonavalente também apresentaram uma redução importante nas taxas de infecção: de 30,2% para 24,7%. Os dados sobre o estudo nacional sobre HPV foram apresentados na semana passada, em Porto Alegre (RS), e ainda devem ser publicados em uma revista científica.

 

Eles representam a segunda fase de um projeto iniciado no triênio 2015-2017, por meio do Proadi, em que foi avaliada a taxa de infecção por HPV genital e oral em uma população de jovens entre 16 e 24 anos não vacinados. Agora, no triênio 2020-2023, o estudo analisou jovens dessa mesma faixa etária para verificar a taxa de infecção nas regiões genital e anal entre os vacinados e os não vacinados.

Saúde oferece vacinas contra Hepatite A, Varicela e HPV em unidades referências de Salvador
Foto:Paulo Almeida / Divulgação

As vacinas Hepatite A, Varicela e HPV serão ofertadas a partir desta segunda-feira (26) na cidade de Salvador, em 22 unidades de saúde. A estratégia temporária visa otimizar o uso dos imunizantes e direcionar com otimização a população. A intervenção acontece após a previsão de um possível cenário de desabastecimento por parte do Ministério da Saúde (MS).

 

Com a operacionalização dessa medida extraordinária, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) concentrará a distribuição e oferta racional das vacinas para os soteropolitanos em unidades de referência.

 

UNIDADES REFERÊNCIAS 

UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora); UBS Ministro Alkimin (Massaranduba); UBS Marechal Rondon; UBS Frei Benjamim (Valéria); UBS Péricles Laranjeiras (18 Centro); UBS Manoel Vitorino (Brotas); UBS Imbuí; UBS Maria Conceição Santiago Imbassahy (Pau Miúdo); Multicentro Adriano Pondé (Amaralina); UBS Clementino Fraga (5 Centro de Saúde); UBS Cecy Andrade (Castelo Branco); UBS Pires da Veiga (Pau da Lima); USF Mata Escura; USF Edson Teixeira (Pernambues); UBS Rodrigo Argolo (Tancredo Neves); UBS São Cristóvão; UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz); UBS José Mariane (Itapuã); UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras); UBS Sérgio Arouca (Paripe); USF Plataforma; UBS Periperi.

Procura por vacina do HPV está abaixo de 10% em algumas faixas etárias, aponta SMS
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a busca pela vacinação contra o HPV, sigla em inglês para  Papilomavírus Humano, está abaixo dos 10%, sendo que Salvador possui cerca de 270 mil pessoas aptas. A SMS afirma que a imunização é o melhor meio de prevenção contra os variados tipos do vírus, tanto aqueles que podem causar uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), como aqueles que podem progredir para vários tipos de câncer.

 

Como parte do calendário básico de imunização, a vacina HPV quadrivalente está disponível durante todo o ano nas 160 salas de vacinação de Salvador. O público-alvo é formado por meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e homens e mulheres imunossuprimidos, de 9 a 45 anos, que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos, e o ciclo completo envolve a aplicação de três doses.

 

A coordenadora de Imunização da SMS, Doiane Lemos, ressalta que é muito importante que as pessoas elegíveis se vacinem contra o HPV. A gestora lembra que a vacina quadrivalente protege o cidadão de quatro cepas diferentes do vírus, que possuem potencial de causar câncer aos infectados.

 

“A vacina HPV protege contra quatro tipos de sorotipos 6, 11, 16 e 18 do vírus HPV, que é uma infecção sexualmente transmissível com potencial para causar câncer do colo de útero, câncer peniano, anal, carcinoma orofaríngeo e cânceres de cabeça e pescoço. Então, ela tem esse diferencial muito importante de prevenir contra esses tipos de câncer, principalmente de colo do útero nas mulheres, e com isso proporcionar longevidade para a população”, afirmou.

 

Doiane também lembrou que a idade indicada pelo Ministério da Saúde já passou por algumas alterações até chegar à indicação atual. “Algumas pessoas ainda têm uma visão equivocada e acreditam que a vacina contra o HPV vai estimular o início da atividade sexual. Na verdade, a vacina contra o HPV estimula o organismo a produzir anticorpos que vão agir contra o vírus. Por isso é priorizada a aplicação das vacinas na idade em que se acredita não ter iniciado a atividade sexual e em que ainda não tenha havido contato com o vírus. Por isso também é muito importante que os pais e responsáveis levem as crianças e adolescentes para que possam receber o imunizante na idade indicada e mantenham o calendário atualizado”, acrescenta.

 

O HPV é transmitido principalmente pelo contato sexual sem proteção, entretanto, qualquer contato entre pele e mucosa afetada pode levar ao contágio. A transmissão pode ocorrer entre a mãe e o feto, através da saliva, de autoinfecção e de infecção por perfuração ou corte com objetos contaminados.

Brasil está abaixo da meta de vacinação contra HPV, mostra estudo
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudo da Fundação do Câncer, divulgado para marcar o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero, celebrado neste domingo (26), revela que todas as capitais e regiões brasileiras estão com a vacinação contra o vírus papilomavírus humano (HPV) abaixo da meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Isso significa que até 2030, o Brasil não deverá atingir a meta necessária para a eliminação da doença, que constitui problema de saúde pública. O levantamento tem como base os registros de vacinação do PNI de meninas entre 9 e 14 anos, no período de 2013 a 2021, e meninos de 11 a 14 anos, entre 2017 e 2021.

 

Em todo o Brasil, a cobertura vacinal da população feminina entre 9 e 14 anos alcança 76% para a primeira dose e 57% para a segunda dose. A adesão à segunda dose é inferior à primeira, variando entre 50% e 62%, dependendo da região. Na população masculina entre 11 e 14 anos, a adesão à vacinação contra o HPV é inferior à feminina no Brasil como um todo.

 

A cobertura vacinal entre meninos é de 52% na primeira dose e 36% na segunda, muito abaixo do recomendado. A Região Norte apresenta a menor cobertura vacinal masculina, de 42% na primeira dose e de 28% na segunda. O estudo completo pode ser acessado no site da Fundação do Câncer. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Casos de câncer podem aumentar por queda na cobertura vacinal contra HPV
Foto: Divulgação

O Brasil apresenta queda nos últimos anos na cobertura vacinal contra o HPV, desde 22019, quando 87,08% das meninas brasileiras entre 9 e 14 anos de idade receberam a primeira dose da vacina. Em 2022, a cobertura caiu para 75,81%. Entre os meninos, a cobertura vacinal caiu de 61,55% em 2019 para 52,16% em 2022.


Os dados são do Ministério da Saúde alerta para a queda nos índices de vacinação contra o vírus que representa uma uma ameaça, que pode levar ao aumento no número de casos da doença e de cânceres que podem ser evitados. A vacinação em adolescentes é praticada em mais de 120 países com estudos apontando resultados positivos relativos à prevenção e redução das doenças causadas pelo vírus.


Desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes como forma de prevenção para os tipos de vírus 6, 11, 16 e 18, os mais frequentes entre a população. Em 2020, o Brasil incorporou a iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminação do câncer cervical no mundo por meio de três ações: vacinação contra o HPV, rastreio e tratamento de lesões pré-cancerosas e manejo do câncer cervical invasivo. 


As metas do Ministério da Saúde até 2030 são alcançar cobertura vacinal de 90% entre as meninas de até 15 anos; atingir 70% de cobertura da triagem com teste de alto desempenho (aos 35 anos e novamente aos 45 anos); alcançar o índice de tratamento de 90% para mulheres com pré-câncer tratadas e de mulheres com câncer invasivo.


De acordo com o ministério, a expectativa com essas ações é evitar 70 milhões de casos de câncer de colo de útero no século XXI. Atualmente, a imunização é oferecida a jovens, devido à alta eficácia da vacina para essa faixa etária, por induzir a produção de anticorpos.


Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estudos mundiais comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, e essa porcentagem pode ser ainda maior em homens. A estimativa é de que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada por HPV.

 

A vacinação é uma opção segura e eficaz de prevenção da infecção ao HPV. O imunizante é oferecido gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de mulheres e homens de 15 a 45 anos vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos. Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos devem receber o esquema de duas doses. Adolescentes que receberem a primeira dose dessa vacina entre 9 e 14 anos, poderão tomar a segunda dose mesmo se ultrapassados os seis meses do intervalo recomendado, para não perder a chance de completar o esquema vacinal. Mulheres e homens que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos, recebem o esquema de três doses.

Vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson sugere que sexo oral causou câncer de língua
Foto: Divulgação
Bruce Dickinson, vocalista da banda Iron Maiden, alertou os homens e sugeriu que o seu câncer de língua, diagnosticado em fevereiro e curado em maio deste ano, pode ter sido causado por HPV contraído por sexo oral. "Eu tinha um do tamanho de uma bola de golfe na minha língua, e eu tinha um outro do tamanho de um grande morango ou de uma pequena noz no linfonodo no lado direito do meu pescoço, e esse é o que me fez sentir um pouco estranho", revelou o artista em entrevista à revista NME. Ele disse ainda que, embora muitos atribuam a DST às mulheres homossexuais, “as pessoas não sabem muito sobre isso. Eu não quero ser leviano ou qualquer coisa, mas espera-se que lésbicas tenham uma maior incidência disso. Mas não, é 25% menor do que em homens. Parece ser algo que afeta os homens". Dickinson explicou ainda que 80% das pessoas estão expostas ao HPV, que não é possível se curar, e que a doença costuma ir e voltar, mas que “por alguma maneira, que ninguém sabe, em homens com mais de 40 anos, a doença pode persistir”. 
Michael Douglas afirma que sexo oral lhe causou câncer na garganta
Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", o ator Michael Douglas, estrela de filmes como "Instinto Selvagem" (1992) e "Atração Fatal" (1987), declarou que seu câncer na garganta foi aparentemente causado por ele ter feito sexo oral em mulheres. A doença foi diagnosticada em 2010 e, segundo Douglas, não há relação com o tabaco nem com o álcool, causa comum deste tipo de câncer. "Não. Sem querer entrar muito nos detalhes, esse câncer em particular é causado pelo HPV [papilomavírus humano, doença sexualmente transmissível], que vem do sexo oral [...] E se você a possui, o sexo oral também é a melhor cura para isso”, afirmou. Depois do diagnóstico, Douglas passou por rádio e quimioterapia e perdeu 20 quilos graças a uma dieta líquida.
 
Segundo Malesh Kumar, consultor médico do jornal britânico, é remota a possibilidade de o sexo oral ser a única causa do câncer de garganta do ator e negou que, uma vez sofrendo da doença, o melhor tratamento seja mais sexo oral. Kumar confirmou, porém, que o HPV é responsável pelo aumento drástico na incidência do câncer de garganta.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Fico me perguntando onde o povo tá ganhando voto no shopping, ou em corrida de rua. Porque ir pro interior atravessando os buracos da BR ou pegando fila no ferry ninguém quer. Aí depois é culpa do mundo. Mas pior mesmo é Tente Outra Vez, que gasta sola de sapato e ainda leva bola nas costas da própria equipe. Enquanto isso, AlôPrates busca convites pra caruru. Alguém se habilita? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Divulgação

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”


DIsse o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro ao trocar mensagens com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

Mais Lidas