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hospitalidade
A Fifa aumentou seus esforços para comercializar ingressos de hospitalidade da próxima Copa do Mundo. Ainda há disponibilidade para 102 das 104 partidas do torneio, com exceção da estreia do México no Grupo A, contra a Coreia do Sul, e de um confronto das oitavas de final que deve envolver a Espanha.
Como parte da estratégia, a entidade lançou uma nova categoria de ingressos, chamada "suite essentials". A proposta permite a compra individual de lugares em camarotes VIP — anteriormente vendidos apenas em pacotes fechados para grupos — especialmente em partidas de menor demanda.
Informações do jornal The Guardian, repercutidas nesta semana, dão conta de que a iniciativa ocorre após uma revisão para baixo nas projeções de receita com hospitalidade, considerada a área mais lucrativa do torneio. A FIFA, no entanto, afirma que a venda geral de ingressos segue acima do esperado.
Os pacotes da nova categoria incluem assento numerado, acesso a camarote VIP, alimentos embalados, bebidas não alcoólicas e um item comemorativo. Os preços partem de US$ 650 (cerca de R$ 3.200), com opções disponíveis para cerca de dez partidas, como Colômbia x República Democrática do Congo e Uruguai x Espanha.
Além disso, a entidade mantém ativa a fase final de venda de ingressos, iniciada em abril, com sistema por ordem de chegada. De acordo com o secretário-geral Mattias Grafström, os valores praticados refletem "a realidade de mercado na América do Norte".
Outro ponto destacado é o modelo de preços adaptativos adotado pela organização. Nesse sistema, os valores podem ser ajustados conforme a demanda, com decisões tomadas diretamente por executivos da entidade. A FIFA também disponibiliza uma plataforma oficial de revenda, permitindo que torcedores negociem ingressos até o início do torneio.
Apesar disso, a política de preços tem sido alvo de críticas. A Football Supporters Europe classificou os valores como "extorsivos" e chegou a formalizar uma denúncia à Comissão Europeia. Ainda assim, o presidente Gianni Infantino sustenta que os preços são consequência direta da alta procura pelo evento.
A Fifa voltou a virar alvo de polêmica envolvendo a Copa do Mundo após torcedores relatarem mudanças na distribuição de assentos dentro dos estádios no decorrer desta semana. A situação ocorre em meio a críticas já existentes sobre os altos valores dos ingressos.
Na fase mais recente de vendas, a entidade passou a divulgar mapas detalhados das arenas, com a localização dos lugares. No entanto, compradores afirmam que os assentos indicados não correspondem aos setores originalmente adquiridos.
Os ingressos são divididos por categorias de preço, mas, nas etapas iniciais de comercialização, não havia definição exata dos lugares. Com a atualização recente, torcedores passaram a apontar inconsistências na alocação.
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Há relatos de fãs que adquiriram entradas de Categoria 1 — a mais cara — e foram direcionados para áreas consideradas menos privilegiadas, como setores atrás dos gols ou nos cantos dos estádios. Em alguns casos, a alocação teria ocorrido até em espaços tradicionalmente destinados a torcidas organizadas.
Outro ponto que gerou questionamentos foi a mudança na classificação de determinados setores ao longo das fases de venda. Áreas que anteriormente eram enquadradas como Categoria 2, por exemplo, passaram a ser reclassificadas como Categoria 3 em etapas posteriores, com redução de valor.
A divulgação dos mapas também levantou suspeitas sobre a destinação dos melhores lugares. Setores centrais e próximos ao campo aparecem majoritariamente reservados para pacotes de hospitalidade — ingressos mais caros e exclusivos.
Esses pacotes têm valores elevados, partindo de cerca de R$ 7 mil e chegando a cifras ainda mais altas. Em partidas da seleção brasileira, por exemplo, os ingressos disponíveis nesse formato superam R$ 14 mil.
Diante disso, cresce a percepção entre torcedores de que o público geral foi deslocado para áreas menos privilegiadas, enquanto os melhores espaços foram direcionados ao público VIP.
O QUE DIZ A FIFA
A Fifa afirma que os mapas divulgados têm caráter apenas ilustrativo e não garantem a posição exata dos assentos. Segundo a entidade, a definição final pode sofrer alterações, desde que respeite a categoria adquirida ou seja equivalente a uma superior.
Nos termos de uso, a organização também prevê a possibilidade de mudanças na localização dos lugares até mesmo no dia da partida.
Procurada, a entidade informou que irá analisar o caso internamente e não descarta um posicionamento oficial.
VALORES DOS INGRESSOS
A polêmica sobre os assentos se soma a outras controvérsias recentes envolvendo a venda de ingressos para o Mundial.
A adoção do modelo de “preço dinâmico”, em que os valores variam conforme a demanda, tem sido um dos principais alvos de críticas. A prática, aliada a uma plataforma oficial de revenda, contribuiu para a disparada dos preços.
Ingressos que inicialmente custavam cerca de R$ 300 passaram a ser comercializados por valores muito superiores. Em alguns casos, partidas da fase de grupos da seleção brasileira já superam a faixa dos R$ 8 mil.
Para a final da competição, há ofertas que se aproximam de R$ 1 milhão, segundo plataformas de revenda autorizadas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).