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hospital de gaza
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou, nesta segunda-feira (13), que o hospital Al Shifa, o maior da cidade de Gaza, está sem água há três dias e em condições precárias. Em uma publicação nas redes sociais, o diretor afirmou que a unidade de saúde "não está funcionando mais como um hospital".
Segundo Tedros, as trocas constantes de tiros e bombardeios na área em torno do hospital "exacerbaram circunstâncias já críticas". De acordo com publicação da Agência Brasil, todos os hospitais no norte da Faixa de Gaza finalizaram o funcionamento.
O governo de Israel negou que seu exército tenha atacado o hospital, mas admitiu que houve confrontos com integrantes do grupo terrorista Hamas na área. O governo disse também que o Hamas teria um centro de comando embaixo do hospital. A informação foi negada pelo hospital e pelo Hamas.
A OMS apontou que perdeu contato com o Al Shifa e que um outro hospital na capital de Gaza, o Al Quds, não estaria realizando atendimentos por falta de combustível. O Crescente Vermelho Palestino, que realiza operações e instalções disse que forças israelenses estão nas proximidades e que preparativos estão sendo feitos para a retirada de cerca de 6 mil pacientes, médicos e pessoas deslocadas.
O diretor-geral dos hospitais na Faixa de Gaza, Mohamed Zaqout, indicou que só no Al Shifa há cerca de 2.500 pessoas, incluindo pessoal médico (entre 200 e 500 pessoas), doentes (cerca de 650 feridos e 36 bebês em incubadoras) e em torno de 1.500 deslocados internos.
Os números fornecidos por Zaqout, que integra os quadros do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, foram compartilhados pela OMS. No último sábado (11), a pasta de Saúde do Hamas disse que havia até 20 mil pessoas no hospital.
A agência humanitária Médicos Sem Fronteiras contou que está "extremamente preocupada" com a segurança dos pacientes e da equipe médica no hospital Al Shifa.
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.