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Teve início nesta sexta-feira (28) a propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio para as eleições de 2026. O primeiro programa da campanha de Jerônimo Rodrigues tenta subverter o slogan de ACM Neto, “Mudança com Segurança”, e apresenta o governador como representante da “verdadeira mudança”. A estratégia é associar a ideia de transformação aos governos do PT na Bahia, citando os mandatos de Jaques Wagner, Rui Costa e do próprio Jerônimo.
A campanha também resgata um suposto legado do carlismo para estabelecer um contraste histórico. Segundo a narrativa apresentada, áreas como transporte, segurança, saúde e educação teriam sido negligenciadas no período anterior à chegada do PT ao governo estadual. Ao lado do presidente Lula, o partido é apresentado como responsável por promover mudanças estruturais na Bahia.
Um dos principais focos do programa são as ações das gestões petistas em Salvador, especialmente o metrô e o VLT. Nesse contexto, a campanha utiliza o slogan “Isso é mudança” para se contrapor a ACM Neto. Outra mensagem recorrente é “Mudança não aceita retrocesso”, reforçando a tentativa de associar uma eventual vitória de Neto à possibilidade de perda dos avanços apresentados pelo PT.
A estratégia também é reforçada por depoimentos de populares, que aparecem em diferentes espaços, como estações de metrô e unidades de saúde, afirmando que “para mim, mudou”. A utilização dessas falas busca validar a narrativa de que as transformações promovidas pelos governos petistas são percebidas no cotidiano da população.
No segundo momento, a campanha muda o foco para a trajetória pessoal de Jerônimo. É ressaltada sua origem e sua ascendência indígena, mantendo uma estratégia que já vinha sendo utilizada nos debates: a construção da imagem do governador como o “candidato do interior” e alguém identificado com as camadas populares.
Jerônimo aparece como alguém que saiu da roça e conseguiu transformar a própria história. A frase “quando a gente sabe de onde veio, é fácil avançar” sintetiza essa abordagem. Ao mesmo tempo, o candidato reconhece que ainda há desafios pela frente ao afirmar que “ainda preciso fazer mais”. O jingle reforça essa identidade popular ao apresentar Jerônimo como “um de nós” e “cara do povo”.
PRINCIPAIS TEMAS:
Saúde, educação, transporte e infraestrutura.
A campanha prioriza a apresentação de realizações e investimentos dos governos petistas, especialmente em áreas com forte impacto no cotidiano da população.
A partir desta sexta-feira (28), com o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, partidos, federações e coligações competem pela atenção de mais de 158 milhões de eleitores nas emissoras.
A veiculação, conforme a Resolução nº 23.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocorrerá até 1º de outubro, véspera do 1º turno. Este ano, a campanha também segue normas específicas para o uso de inteligência artificial (IA).
Principais Regras
- Mídia Tradicional
Nos próximos 35 dias, o horário eleitoral gratuito na TV e no rádio terá dois formatos:
Programas em bloco: exibidos em rede nacional, alternando entre os cargos em disputa (presidente, governador, senador, deputado federal e estadual).
Inserções comerciais: as emissoras devem reservar 70 minutos diários para comerciais de 30 e 60 segundos, entre 5h e 0h.
- Inteligência Artificial
A Justiça Eleitoral estabeleceu regras para evitar a manipulação de conteúdos audiovisuais:
Deepfakes: é proibido usar IA para criar ou alterar vozes e imagens de pessoas reais com o objetivo de disseminar informações falsas.
Aviso obrigatório: o uso de IA em peças publicitárias é permitido, desde que haja um aviso claro de que a imagem ou som foi processado por tecnologia.
- Transparência Digital
Desde 16 de agosto, a propaganda na internet deve seguir regras que priorizam a proteção da privacidade:
Cadastro prévio: canais oficiais e perfis de redes sociais utilizados nas campanhas devem estar registrados. Perfis criados durante a disputa devem ser comunicados ao TSE em até 24 horas.
Descadastramento: mensagens por WhatsApp, SMS ou e-mail devem permitir que o destinatário cancele o recebimento. Após o pedido, a equipe do candidato tem 48 horas para remover o contato.
- Regras de Campanha
Até 15 de agosto: pré-candidatos podiam fazer entrevistas e lives, mas não podiam pedir votos explicitamente, o que configuraria propaganda antecipada.
A partir de 16 de agosto: o pedido de voto é permitido em meios autorizados, como ruas, comícios e internet.
A partir de 28 de agosto: inicia o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
Além disso, a fiscalização das campanhas na rua foi intensificada. Atos públicos que envolvam custeio de combustível por partidos ou candidatos, como carreatas, devem ser comunicados à Justiça Eleitoral com 24 horas de antecedência.
O TSE busca cruzar dados logísticos com as prestações de contas dos comitês.
O 1º turno das Eleições Gerais de 2026 será em 4 de outubro, com um possível 2º turno no dia 25 do mesmo mês. Estima-se o uso de 564 mil urnas eletrônicas para a votação.
Começa nesta sexta-feira (30) o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A transmissão contempla partidos, coligações e federações que terão um espaço para divulgar seus candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. A divulgação será mantida até o dia 03 de outubro, próximo a votação, prevista para o dia 6.
Os candidatos à prefeitura terão blocos de dez minutos em dois momentos do dia: na televisão das 13h às 20h30 e no rádio entre 7h e 12h. Outros 70 minutos serão direcionados para exibição de propagandas mais curtas, de 30 ou 60 segundos, ao longo da programação. 42 minutos são destinados à apresentação de candidatos a prefeito e outros 28 minutos aos candidatos a vereador.
Existe a liberdade por parte do partido para definir o tempo de cada candidato. Apesar disso, a divisão deverá ser proporcional para candidaturas de mulheres e pessoas negras conforme o total de pessoas destes grupos inscritas pelo partido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.