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hong kong
Um brasileiro de 30 anos foi preso no Aeroporto Internacional de Hong Kong após agentes da alfândega encontrarem cerca de 2,85 quilos de cocaína escondidos em sua bagagem despachada. O homem havia embarcado em São Paulo e chegou ao território chinês na sexta-feira (20), após conexão em Doha, no Catar. Ele foi formalmente acusado por tráfico de droga perigosa e compareceu nesta segunda-feira ao Tribunal de Magistrados de West Kowloon.
A droga foi descoberta durante inspeção de rotina na chegada do passageiro, segundo a Alfândega de Hong Kong. As autoridades não divulgaram sua identidade.
A legislação de Hong Kong prevê punições severas para tráfico de drogas. Os condenados podem receber pena de prisão perpétua e multa de até 5 milhões de dólares de Hong Kong. O caso faz parte de uma operação que resultou na prisão de três passageiros entre os dias 20 e 21 de junho.
Além do brasileiro, um malaio de 23 anos e uma chinesa de 27 anos foram detidos com cerca de 29 quilos de cetamina em malas chegadas de Roma, na Itália. O valor estimado das drogas apreendidas nos três casos é de aproximadamente R$ 9 milhões.
O episódio ocorre poucas semanas após outra apreensão envolvendo uma passageira vinda do Brasil. Em 6 de junho, uma mulher de 23 anos foi presa ao desembarcar em Hong Kong com cerca de 3,4 quilos de cocaína escondidos dentro de duas estátuas transportadas na mala.
Usuários da internet em Taiwan e na Tailândia e o ativista pró-democracia de Hong Kong Joshua Wong estão promovendo um boicote ao remake live action da animação "Mulan", no Disney+. Eles levantaram as hashtags #BoycottMulan e #BanMulan no Twitter, após o lançamento do filme na plataforma de streaming.
Segundo o jornal O Globo, os créditos finais do filme trazem agradecimentos a agências governamentais da região chinesa de Xinjiang, que viabilizaram as gravações no local - conhecido pelo povoamento majoritário de mulçumanos (os uigures) que estariam sofrendo inúmeras violações de direitos humanos cometidas pelo governo central da China.
Uma investigação divulgada por veíulos de imprensa internacionais divulgou, no ano passado, denúncias de que os moradores mulçumanos da pronvíncia de Xinjiang estariam sendo dubmetidos a regimes de doutrinação política exaustiva, trabalho forçado e processos de esterelização em campos de detenção.
Rejeitando a afirmação de que estariam promovendo atos de desrespeito aos direiros humanos, o governo da China afirma que os procedimentos - inclusive os campos - denunciados têm o objetivo de pacificar e acelerar o desenvolvimento econômico.
Em seu Twitter, o ativista Joshua Wong foi ao Twitter teceu críticas aos agradecimentos da Disney às agências estatais. "Só piora! Agora, quando você assiste #Mulan, não só está fechando os olhos para a brutalidade policial e a injutiça racial (algo que o elenco principal defende), mas também é potencialmente cúmplice do encarceramento em massa de uigures muçulmanos. #BoicoteMulan", escreveu Wong.
No entanto, as críticas à produção não são tão recentes. Elas começaram no ano passado, quando a atriz principal do filme, a chinesa Liu Yifei, manifestou apoio nas redes sociais à polícia de Hong Kong que promoveu ações de repressão aos manifestantes que protestavam pela emancipação do território semiautônomo chinês.
O movimento por boicote ao live-action de Mulan, que começou após a protagonista Liu Yifei ter apoiado as ações da polícia chinesa nos protestos contra a soberania do Estado chinês sobre Hong Kong, pode ganhar forças nas próximas semanas. De acordo com informações do site The Hollywood Reporter, manifestantes estão considerando realizar um protesto organizado na Disneyland de Hong Kong neste sábado (24).
O grupo ainda não decidiu se a manifestação acontecerá no local, já que é uma área que dificultará a movimentação das pessoas e pode facilitar prisões em massa. Se o protesto realmente acontecer no parque, é possível, que a Disney se pronuncie pela primeira vez sobre a questão política.
O THR conversou com um especialista na indústria de entretenimento chinesa, Stanley Rosen, e ele analisou a difícil posição da Disney, que não deve mostrar apoio aos manifestantes dado peso do mercado chinês para o estúdio. Se a situação piorar, Rosen especula que o lançamento do filme pode ser adiado. A estreia está prevista para 26 de março de 2020.
Simon Yam, ator natural de Hong Kong, sofreu uma facada enquanto participava de um evento no sul da China neste sábado (20). De acordo com o UOL, o artista, que tem mais de 200 aparições no cinema e na televisão foi vítima da ação de um homem que invadiu o palco e desferiu golpes na região do estômago e em outros órgãos.
Após passar por uma operação, o ator de 64 anos já se encontra fora de perigo. Já o criminoso, foi detido pelos policiais da cidade de Zhongshan, na província de Guangdong.
O incidente ocorreu em meio a tensões entre a população de Hong Kong e o governo central da China. Na cidade, que esbanja de privilégios capitalistas e leis com maior autonomia, diversos protestos estão sendo realizados contra a aproximação das autoridades locais com o governo de Xi Jinping.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.