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historia do futebol
A Copa do Mundo é contada, em geral, por gols, títulos, craques e derrotas históricas. Mas a trajetória do torneio também passa por episódios de bastidores que explicam mudanças e histórias que se aproximam do folclore esportivo.
Desde a primeira edição, em 1930, no Uruguai, até a Copa de 2022, no Catar, a competição acumulou casos que explicam como o futebol se transformou até os dias atuais.
Para contar parte desse percurso, a reportagem do Bahia Notícias selecionou dez momentos marcantes que revelam curiosidades e bastidores importantes na trajetória do torneio.
1: APITO ANTES DA HORA
A Copa de 1930 teve a participação de Gilberto de Almeida Rego, o primeiro brasileiro a arbitrar em um Mundial. Ele foi bandeirinha no jogo inaugural (França x México) e árbitro principal em três partidas, incluindo Argentina x França.

Foto: Divulgação
O episódio mais lembrado ocorreu justamente na vitória argentina por 1 a 0: Almeida Rego encerrou a partida quando ainda faltavam seis minutos, orientado de forma equivocada pelo cronometrista. Jogadores argentinos chegaram a ir para o banho antes de a decisão ser revogada e o jogo retomado para completar o tempo regulamentar. O placar não foi alterado.
2: A HISTÓRIA DOS PÉS DESCALÇOS
Uma das curiosidades mais repetidas sobre a Copa de 1950 é a de que a Índia teria desistido de disputar o Mundial porque seus jogadores não poderiam atuar descalços.

Foto: Divulgação
A história, porém, tem nuances. Embora a Fifa tenha proibido o jogo sem calçados, pesquisadores apontam outros fatores para a desistência: divergências na convocação, falta de preparação e a percepção da federação indiana de que as Olimpíadas eram mais importantes que a Copa na época.
3: OS 200 MIL NO MARACANÃ
A final de 1950 entre Brasil e Uruguai consolidou o termo "Maracanazo". Estimativas apontam cerca de 200 mil pessoas no estádio, um recorde histórico.
Sem transmissão de TV na época, o rádio foi o meio de quem não estava lá. No Maracanã, o silêncio após o gol de Ghiggia, que deu a vitória por 2 a 1 ao Uruguai, marcou profundamente a memória dos brasileiros.

Foto: Divulgação
4: A CAMISA CANARINHO
O Brasil jogava de branco até a derrota de 1950. Em 1953, o jornal Correio da Manhã promoveu um concurso para criar um uniforme que utilizasse as cores da bandeira. O vencedor foi o ilustrador Aldyr Garcia Schlee.
A estreia do modelo em Copas ocorreu em 1954, na Suíça. O radialista Geraldo José de Almeida foi quem popularizou o apelido "Seleção Canarinho".

Foto: Divulgação / CBF
5: O ÚNICO GOL OLÍMPICO DAS COPAS
Na Copa de 1962, no Chile, o colombiano Marcos Coll entrou para a história ao marcar diretamente de uma cobrança de escanteio contra a União Soviética. O lance ocorreu no empate por 4 a 4, e a bola passou por ninguém menos que Lev Yashin, o "Aranha Negra". É, até hoje, o único gol olímpico da história dos Mundiais.
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Foto: Divulgação
6: TAÇA ROUBADA E ENCONTRADA POR UM CACHORRO
Antes da Copa de 1966, a Taça Jules Rimet foi roubada enquanto estava exposta em Londres. O desfecho teve um herói improvável: Pickles, um cachorro que encontrou o troféu enrolado em jornais em um jardim. Pickles e seu dono, David Corbett, tornaram-se celebridades instantâneas na Inglaterra.
7: O SEGUNDO ROUBO DA JULES RIMET
Após o tri em 1970, o Brasil ficou com a posse definitiva da taça. Porém, em 1983, ela foi roubada da sede da CBF, no Rio de Janeiro. Diferentemente do caso inglês, o troféu nunca foi recuperado. A versão oficial é de que a peça foi derretida, transformando a Jules Rimet original em uma relíquia perdida.

Foto: Divulgação / CBF
8: FRANÇA DE VERDE E BRANCO
Na Copa de 1978, França e Hungria chegaram para o jogo com uniformes brancos, gerando conflito visual. Sem um segundo kit disponível, os franceses jogaram com camisas emprestadas do Kimberley, um clube local de Mar del Plata. A França venceu por 3 a 1 vestindo listras verdes e brancas.

Foto: Divulgação
9: PARALISAÇÃO EM FRANÇA X KUWAIT
Em 1982, o príncipe Fahad Al-Sabah, dirigente do Kuwait, invadiu o campo para contestar um gol francês, alegando que seus jogadores pararam após ouvirem um apito vindo da arquibancada. Surpreendentemente, a arbitragem anulou o gol. No entanto, a França venceu por 4 a 1, e o príncipe foi multado pela FIFA posteriormente.

Foto: Divulgação
10: RECORDES NA COPA DE 2018
A edição na Rússia foi o marco da tecnologia com a estreia do VAR. Foi a primeira Copa em que todas as seleções marcaram ao menos dois gols. O torneio registrou números recordes até então: 169 gols totais, 29 pênaltis marcados e 12 gols contra. O título ficou com a França após bater a Croácia por 4 a 2.

Foto: Divulgação
Uma descoberta arqueológica no interior da Escócia promete reescrever a história sobre as origens do futebol, desafiando uma narrativa secular que sempre creditou à Inglaterra o título de “berço do futebol”. De acordo com informações do New York Times, veículadas nesta quinta-feira (22), um grupo de pesquisadores liderado pelo historiador escocês Ged O’Brien, identificou aquele que pode ser o campo de futebol mais antigo do mundo, na cidade de Anwoth, em Kirkcudbrightshire.
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Foto: Google Street View
A revelação foi feita após o estudo de uma antiga fazenda do século XVII, chamada Mossrobin. No local, arqueólogos encontraram uma formação de 14 pedras alinhadas, cortando uma área plana de 85 metros de comprimento por 45 de largura, muito próxima às dimensões de um campo de futebol moderno.
De acordo com O’Brien, fundador do Museu Escocês do Futebol, a descoberta tem potencial para revolucionar os estudos sobre as origens do esporte.
“Nossa descoberta tem implicações sérias para os historiadores do esporte. Eles terão que reescrever tudo o que pensam saber sobre as origens do chamado jogo bonito”, afirmou ao veículo.
O ponto de partida da pesquisa foi uma carta do reverendo Samuel Rutherford, pastor na antiga igreja de Anwoth entre 1627 e 1638. No documento, Rutherford lamentava que fiéis estivessem jogando “foot-ball” aos domingos na Fazenda Mossrobin, contrariando os preceitos religiosos da época.
"Como ministro de Anwoth, Rutherford era dedicado a garantir que os moradores frequentassem os cultos. Qualquer tempo gasto em lazer era tempo não dedicado ao serviço de Deus", explicou O’Brien.
Diante disso, o religioso ordenou a construção de uma barreira de pedras no meio do campo, numa tentativa de impedir a prática.
"Era basicamente uma versão primitiva da placa ‘Proibido Jogar Bola’, feita para dificultar o jogo", acrescentou.
A investigação no terreno, hoje usado como pastagem, contou com o trabalho da organização Archaeology Scotland. Kieran Manchip, coordenador do projeto, explicou que as trincheiras abertas revelaram que as pedras foram colocadas soltas, sem encaixe no solo, o que descarta qualquer função agrícola, de demarcação ou contenção de animais.
“Essas pequenas intervenções mostraram que as pedras estavam colocadas de maneira solta sobre uma superfície de solo mais antiga, e não em fendas escavadas”, afirmou.
Testes no solo indicam que a estrutura data de aproximadamente 400 anos, coincidindo com o período em que Rutherford expressou sua desaprovação aos jogos no local.
“As tradições e os relatos sobre a interação de Rutherford com os jogadores de futebol e a comunidade local em Mossrobin estão de acordo com o que é visível na paisagem. Não temos nenhum motivo para duvidar da validade dessas tradições e da história de partidas regulares e organizadas de futebol ocorrendo ali”, completou Manchip.
A descoberta, no entanto, reacendeu uma rivalidade histórica. Especialistas ingleses rejeitam a ideia de que a Escócia seja o berço do futebol moderno.
Steve Wood, curador da instituição inglesa Sheffield Home of Football, questiona as conclusões. “Não há como saber que tipo de foot-ball era jogado em Mossrobin. Se Ged esclarecer melhor o que pode ou não ter ocorrido em termos de um jogo com bola, e depois explicar que esse jogo não tem ligação conhecida com o futebol moderno, então provavelmente chegaremos mais perto de um consenso sobre o real significado histórico daquele campo”, disse Wood.
O’Brien, por sua vez, não recua em sua defesa da tese. "Como as partidas eram realizadas todos os domingos, o jogo não podia ser muito violento, já que os participantes tinham que trabalhar na segunda-feira. Sem trabalho? Você passava fome", explicou.
Ele também criticou o que considera uma postura chauvinista da Inglaterra em relação à história do esporte. "Se você quer manipular uma nação inteira para acreditar que seu povo é pobre demais, pequeno demais e burro demais, é preciso que essas pessoas não saibam nada sobre as grandes coisas que seus antepassados realizaram", afirmou.
“O jogo jogado em Mossrobin foi o avô do futebol moderno. E era escocês”, cravou O’Brien.
A narrativa tradicional defende que o futebol moderno surgiu na Inglaterra, quando, em 1863, a Football Association (FA) publicou o primeiro conjunto formal de regras, colocando ordem no caótico mob football, jogo medieval extremamente violento que reunia centenas de pessoas brigando por uma bexiga de porco inflada.
O’Brien contesta: — "infelizmente, essa narrativa é totalmente infundada. A verdade é que, por séculos, o futebol foi jogado em todas as cidades e vilarejos da Escócia. Não o mob football, mas o futebol de verdade", defende.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.